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Contraste

Cantando contra a Covid-19

 

O canto em duplas é comum no Brasil inteiro, tanto na música tradicional como na música popular. E, seja improvisado ou composto, ele quase sempre fala do cotidiano. Minervina Ferreira e Santinha Maurício são representantes femininas da cantoria de viola, esta incrível arte da improvisação disputada e cheia de regras, sempre renovada, sempre atual.

Menos conhecidos que os cantadores de viola, os cantadores de chulas do interior da Bahia também cantam em duplas. Mas não improvisam; compõem. E não se alternam; cantam ao mesmo tempo e, para falar tecnicamente, “em terças paralelas”. A viola é um elemento de ligação entre as duas formas; mas seu uso e seu contexto são bem diferentes, pois as chulas fazem parte do mundo do samba de roda baiano, incorporando instrumentos de percussão, e principalmente, a dança.

Publicado em 21/8/20


Cantadoras de viola

Santinha Maurício começou a cantar e tocar viola muito jovem, acompanhando sua irmã Mocinha Maurício, que morreu em 2019. Trabalhou como costureira, mas hoje, aposentada, dedica-se à cantoria de viola. Durante os anos 1970, participou do importante filme Nordeste: cordel, repente e canção, dirigido por Tânia Quaresma. Vive em Abreu e Lima, na região metropolitana de Recife.

Minervina Ferreira nasceu e vive em Cuité (PB), a 250 km de João Pessoa. Enfrentou preconceitos, inclusive em sua família, para levar adiante a profissão de cantadora. Em suas músicas, ela procura abordar temas sociais, principalmente sobre a condição damulher. Organizou vários encontros de mulheres repentistas, a fim de tornar públicas as vozes das violeiras.

Facebook Santinha Maurício | Facebook Minervina Ferreira

Cantadores de chula

Os irmãos baianos Jorge Araújo de Oliveira, de Riachão de Jaquipe, e José Humberto Araújo Oliveira, de Capim Grosso, trabalham como agricultores. Jorge aprendeu cavaquinho com o avô paterno e passou para a viola. José, o Zé Pezão, canta e toca instrumentos de percussão. Os dois vivem com suas famílias na Fazenda Oliveira, em Capim Grosso, a 270 km de Salvador. Compuseram a Chula do coronavírus a pedido do pesquisador Charles Exdell.

(Foto de Josimere Silva Almeida)

convidados da Associação Respeita Januário

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