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Fórum Africanidades: Interseccionalidade

Atividades

Conversa, contação de histórias, roda de leitura e mais

Quando

18 e 19 de outubro de 2019, sexta e sábado

Entrada gratuita

Lugares limitados. Mais informações em Como participar

IMS Rio

Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea – Rio de Janeiro - RJ

A área de educação do IMS Rio promove o II Fórum Africanidades, com o objetivo de aprofundar a discussão sobre as relações raciais no Brasil e seus impactos nos circuitos das artes visuais e nas instituições de educação.

No Brasil, é determinada por lei a inserção do conteúdo história e cultura afro-brasileira nas grades curriculares das instituições de ensino. Porém, apesar da obrigatoriedade, a aplicação da lei esbarra em vários obstáculos gerados pelo racismo. No que tange os espaços não formais de educação, as instituições culturais ainda são marcadas pela pouca diversidade e, apesar de se colocarem como ambientes de pluralidade, em sua maioria são caracterizadas pela homogeneidade de seus agentes o que se reflete suas programações. Tendo em mente os fins públicos dessas instituições e o compromisso por elas assumido de conservar, investigar, comunicar e expor o patrimônio material e imaterial da humanidade, consideramos que também no universo da arte é importante abrir espaços para a luta antirracista afim de que esses objetivos sejam alcançados em sua plenitude.

O racismo é um sistema complexo de opressão e estruturante da cultura brasileira. Sua desconstrução só possível a partir de um exercício crítico feito de forma ampla e complexa que se reverta em ações práticas. Com esse intuito, convidamos três mulheres que tem trabalhado no sentido contrário das estruturas hegemônicas, brancas e eurocêntricas, em suas respectivas áreas de atuação. Essas profissionais contribuem para o desmonte de paradigmas racistas históricos no campo da representação e da produção de conhecimento.

O tema que norteará a discussão deste Fórum será interseccionalidade. O termo, cunhado por Kimberlé Crenshaw e Angela Davis, busca entender o racismo a partir de suas articulações com outras formas de opressão, tais como o sexismo e a homofobia.

Como a interseccionalidade amplia as discussões sobre racismo nos mais diferentes contextos sociais onde ele se manifesta?

Mulher. Diamantina, MG. Foto de Chichico Alkmim/ Acervo IMS
Mulher. Diamantina, MG. Foto de Chichico Alkmim/ Acervo IMS

Programação

Sexta-feira, 18 de outubro

Conversa com Ana Carolina Lourenço, Ynaê Lopes e Flávia Oliveira
15h às 18h
Inscrições pelo Eventbrite.

Espaço de encontros e compartilhamentos com DJ Bieta + Slam das minas
18h às 20h
Entrada livre, sujeita à lotação. 

Sábado, 19 de outubro

Da raiz do baobá | Família em Foco
16h às 18h
Distribuição de senhas 30 minutos antes de cada evento e limite de 1 senha por pessoa.
Contação de histórias e roda de leitura com Pretinhas Leitoras e Tatiana Henrique.
Entre conversas e histórias, temas como relações raciais, diversidade, saberes e culturas entrarão na roda.

Esse Família em Foco também faz parte da programação de comemoração dos 20 anos do IMS Rio.


Sobre os participantes

Ana Carolina Lourenço é museóloga (Unirio) com mestrado em Ciências Sociais (UERJ). Nos últimos anos tem atuado em diversas instituições museológicas e de pesquisa latino-americanas, como especial interesse nos temas: políticas de memória, relações raciais e democracia. Em 2018, foi co-fundadora do Movimento Mulheres Negras Decidem que através de estratégias inovadoras visa reposicionar o lugar das mulheres negras na sociedade brasileira.

Ynaê Lopes dos Santos é professora de História da América da Universidade Federal Fluminense (UFF). Bacharel, mestre e doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USO), Ynaê Lopes é especialista em História da escravidão e das relações étnico-raciais nas Américas e ensino de História da África. É autora dos livros: Além da Senzala. Arranjos Escravos de Moradia no Rio de Janeiro (1808-1850), HUCITEC/2010 e História da África e do Brasil Afrodescendente, Pallas, 2017.

Flávia Oliveira formou-se em jornalismo na Universidade Federal Fluminense (UFF). É técnica em estatística pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence). Tem 27 anos de experiência em jornalismo diário na cobertura de economia, indicadores sociais, empreendedorismo, desigualdades de gênero e raça, segurança pública. É colunista do jornal O Globo. Comenta economia nos telejornais “Estúdio i’ e “Edição das 18h”, do canal GloboNews, e “CBN Rio”, da rádio CBN. Apresentou a temporada 2019 do programa “Entrevista” do Canal Futura. É membro dos conselhos consultivos da Anistia Internacional Brasil, da ONG Uma Gota no Oceano, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), do Observatório de Favelas, da Agência Lupa e do Projeto Aliança. Integra a comissão de matriz africana do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Pretinhas Leitoras
É um projeto de letramento racial crítico através da literatura idealizado por/entre/para crianças e dinamizado pelas irmãs Eduarda, Helena e Elisa Ferreira. A iniciativa propõe o fomento da leitura através de ações que envolvem o ciberespaço, a divulgação literária, registro de narrativas infantis e encontros nos quais outras crianças possam (com)partilhar seus saberes.

Tatiana Henrique
É atriz e educadora, e constrói seu repertório a partir de mitos e contos de tradições orais africanas, afrodiaspóricas, ameríndias e indianas.


Como participar

Quando
18 e 19 de outubro de 2019, sexta e sábado

Entrada gratuita, com lugares limitados.

Conversa com Ana Carolina Lourenço, Ynaê Lopes e Flávia Oliveira, no dia 18/10, às 15h
Inscrições pelo Eventbrite.

Espaço de encontros e compartilhamentos com DJ Bieta + Slam das minas
Entrada livre, sujeita à lotação.

Da raiz do baobá | Família em Foco
Distribuição de senhas 30 minutos antes de cada evento e limite de 1 senha por pessoa.


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