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Hans Ulrich Obrist: Entrevistas Brasileiras

No IMS Rio

Por ocasião do lançamento do livro Hans Ulrich Obrist – Entrevistas brasileiras vol. 1, publicado pela Editora Cobogó, os artistas plásticos Iole de Freitas e Waltercio Caldas conversam sobre o trabalho de Hans Ulrich Obrist. O curador viaja pelo mundo há 30 anos gravando suas conversas com artistas e pensadores sobre temas que extrapolam as artes visuais e alimentam discussões sobre a criatividade, a inventividade e a construção do futuro, da cultura e da sociedade. Com mediação de Marcelo Campos.

Capa do livro Hans Ulrich Obrist – Entrevistas brasileiras vol. 1, publicado pela Editora Cobogó
Capa do livro Hans Ulrich Obrist – Entrevistas brasileiras vol. 1, publicado pela Editora Cobogó

Sobre o autor

Hans Ulrich Obrist é curador e historiador da arte. Nasceu em Zurique, na Suíça, em 1968. Atualmente, é diretor artístico da Serpentine Gallery, em Londres. Nos últimos trinta anos, atuou como curador independente, além de ter sido curador do Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris. Organizou mais de cem mostras internacionais, como Utopia Station, na 50ª Bienal de Veneza (2003), e Cities on the Move (1999), uma exposição multidisciplinar e itinerante que teve origem em Bangkok, na Tailândia. É autor de The Interview Project, em que faz o registro de entrevistas com artistas e intelectuais de vários países sobre diferentes áreas do conhecimento. Uma vasta seleção dessas conversas com pensadores do mundo todo encontra-se na coleção Hans Ulrich Obrist – Entrevistas, publicada pela Editora Cobogó em seis volumes, entre 2009 e 2012.


Sobre os participantes

Iole de Freitas nasceu em Belo Horizonte, em 1945, e estudou Design na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em 1970, mudou-se para Milão, época em que o movimento body art começava a crescer na Europa e nos Estados Unidos. Depois de trabalhar como designer no Corporate Image Studio, da Olivetti, sob orientação do arquiteto Hans von Klier, a artista desenvolveu seus primeiros trabalhos experimentais em fotografia e super-8, utilizando a representação do corpo como tema principal, a partir da experiência de dezoito anos de dança contemporânea. O início dos anos 1980 foi a fase do campo tridimensional, quando a artista construiu estruturas de fios, tubos, serras e tecidos. Em 1986, foi pesquisadora no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, através de uma bolsa Fulbright-Capes. Na década seguinte, passou a realizar esculturas de grandes dimensões, projetadas para locais específicos, formando um diálogo das obras com o espaço expositivo e seus elementos arquitetônicos, como a Capela do Morumbi, em São Paulo, e o Galpão Embra, em Belo Horizonte, testando os limites entre monumentalidade e leveza. Seus trabalhos foram apresentados em exposições individuais e coletivas no Brasil, na Alemanha, na Áustria, no Canadá, na França, na Itália e na Sérvia, entre outros países. Em 2017, o acervo documental da artista, com mais de dez mil itens, passou para a guarda do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), em São Paulo.

Waltercio Caldas nasceu em 1946, no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, artista gráfico e cenógrafo, estudou pintura com Ivan Serpa, em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Entre 1969 e 1975, fez desenhos, objetos e fotografias conceituais. Nos anos 1970, deu aulas no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, e foi coeditor da revista Malasartes. Integrou a comissão de Planejamento Cultural do MAM Rio e participou de publicações no jornal Opinião. É considerado por críticos, curadores e escritores um dos mais importantes artistas emergentes do Brasil nos anos que se seguiram ao movimento neoconcreto dos anos 1960. Suas obras questionam e investigam a percepção humana, usando com frequência formas que desafiam a sensação de volume e profundidade. Realizou exposições no Brasil e no exterior e foi agraciado pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1993, com o prêmio Mário Pedrosa, por sua mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Em 1996, lançou a obra O livro de Velázquez e, pela primeira vez, apresentou seus cadernos de estudos durante a exposição individual Anotações 1969/1996. Entre seus trabalhos recentes, estão a participação na Bienal Entre Abierto, em Cuenca, Equador, em 2011, quando recebeu o prêmio com a obra Parábolas de superfície, e na coletiva Art Unlimited – What is World. What is Not, em Basileia, na Suíça. Em 2018, foi um dos sete artistas curadores escolhidos para conceber uma exposição coletiva na 33a Bienal de Arte de São Paulo, selecionando pinturas, esculturas e textos que tratavam de assuntos relacionados a tempo e espaço. Seus trabalhos estão em coleções de importantes instituições, como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio).

Marcelo Campos nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Professor Adjunto do Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes da UERJ. Diretor do Departamento Culturas da UERJ. Curador Associado do Museu de Arte do Rio. Foi diretor da Casa França-Brasil, entre 2015 e 2016. Professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV da Escola de Belas Artes/ UFRJ.  Autor dos livros: Escultura Contemporânea no Brasil: reflexões em dez percursos. Salvador: Editora Caramurê, 2016; Crônicas de Brasil: arte dos séculos XX e XXI na Coleção Banco do Nordeste, Fortaleza: Banco do Nordeste, 2018;  Emmanuel Nassar: engenharia cabocla. Niterói: Museu de Arte Contemporânea de Niterói, 2010.


Como participar

Quando
5 de dezembro de 2019, quinta, às 20h

Entrada gratuita, com distribuição de senhas 30 minutos antes do evento. Limite de 1 senha por pessoa.


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