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Sobre Elisa Lispector

Elisa Lispector estreou na literatura com o romance Além da fronteira, de 1945, dois anos depois de Clarice ter publicado Perto do coração selvagem. Em 1948, inspirada na história dos Lispector, Elisa lançou No exílio, em que, com evidentes marcas autobiográficas, narra a trajetória da fuga de uma família da Ucrânia para o Brasil.

Durante três décadas, a partir de 1940, Elisa Lispector atuou na imprensa e colaborou em revistas como a Fon-Fon e em jornais como o Diário de Notícias e O Jornal. Com o romance O muro de pedras, de 1963, considerado pela crítica sua melhor obra, Elisa ganhou dois prêmios: o José Lins do Rego, da Livraria José Olympio Editora, em 1962, e o Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, em 1964.

Elisa foi funcionária do Ministério do Trabalho até 1969, quando se aposentou. Livre dos cartões de ponto, pôde, então, organizar sua produção de contista, e em 1970 publicou Sangue no sol, seu primeiro livro de contos, seguido, sete anos depois, de Inventário.

Afeita ao estilo autobiográfico, Elisa Lispector deixou um livro inédito, Retratos antigos, publicado em 2011 com organização de Nádia Gotlib.

Elisa Lispector morreu no dia 6 de janeiro de 1989, no Rio de Janeiro.

 

NO IMS

O Acervo Elisa Lispector chegou ao Instituto Moreira Salles em 2007. É formado de biblioteca de 23 livros e dez revistas catalogados; e de arquivo com aproximadamente: produção intelectual contendo mais de 90 documentos, entre os quais o datiloscrito da segunda edição revista de Além da fronteira,seu primeiro romance, publicado em 1945; o datiloscrito do livro de contos O tigre de Bengala, de 1985, com correções manuscritas da autora; o datiloscrito intitulado No mais secreto do ser efêmero, que seria publicado com o título de O muro de pedras; correspondência com 130 itens, 50 documentos pessoais e 180 recortes de jornais e de revistas.

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