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Sobre Olímpio de Souza Andrade

Estudioso de temas históricos, especialmente da Guerra de Canudos e de Euclides da Cunha, Olímpio de Souza Andrade lançou História e interpretação de Os sertões, em 1960, ganhadora do prêmio Jabuti, sua obra mais importante, entre muitas, e indispensável a quem se dedique ao estudo da Guerra de Canudos. A partir daí, muitos seriam os títulos sobre o tema, o que o consagrou como especialista meticuloso e apaixonado. São de sua autoria os estudos, notícias, comentários e vocabulário para a Antologia da obra de Euclides da Cunha, de 1966, da qual é o organizador, assim como a introdução geral, a cronologia e a apresentação finais de Canudos e inéditos, também de 1966. Do mesmo ano são os “Dois estudos de introdução” à Obra completa de Euclides da Cunha, publicada pela José Aguilar Editora, além de outras colaborações em edições relativas ao assunto.

Merece destaque a Caderneta de campo, que já tem duas edições. Trata-se da transcrição integral, comentada, da caderneta produzida por Euclides durante a sua permanência em Canudos, documento hoje sob a guarda do Instituto Histórico e Geográfico (IHGB) e que é considerada a gênese de Os sertões. Deixou inacabado o livro Os sertões depois de Euclides

Olímpio de Souza Andrade morreu em 24 de setembro de 1980, no Rio de Janeiro.

No IMS

O Acervo Olímpio de Souza Andrade chegou ao Instituto Moreira Salles em 2007. É formado de biblioteca de cerca de 2.570 itens, entre os quais livros e periódicos, parcialmente catalogada; e de arquivo com aproximadamente: produção intelectual contendo 300 documentos, entre os quais manuscritos e datiloscritos, fichamentos de estudos, diários com anotações diversas datados das décadas de 1930 e 1940, sete cadernos manuscritos intitulados “Praça de guerra”, testemunho do autor sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, correspondência com cem itens, documentos pessoais, recortes de jornais e de revistas, slides e rolos de microfilmes.