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Sobre Roberto Ventura

Scholar apaixonado pela obra Os sertões, dedicou-se ao estudo não só do livro, como de seu autor. Publicou inúmeros artigos sobre Euclides da Cunha e sua produção, participou de mesas de discussões e conferências. Em parceria com Flora Süssekind, lançou História e dependência: cultura e sociedade em Manoel Bonfim, em 1984. Analisou a formação da crítica literária brasileira em Escritores, escravos e mestiços em um país tropical, de 1987, a que se seguiram ainda Estilo tropical, de 1991, e Folha explica Casa grande & senzala, em 2000.

O grande projeto literário do professor tinha um título: Euclides da Cunha: uma biografia, livro a que ele se dedicou com a devoção conhecida de todos os que o cercavam e que deixou inacabado quando, aos 45 anos de idade, em 14 de agosto de 2002, a morte lhe chegou inesperada, num acidente de carro, quando voltava de uma conferência em São José do Rio Pardo (SP). Casado com a jornalista Márcia Zoladz, com quem teve um filho, Tomás Zoladz Ventura, deixou a ela a tarefa de finalizar o livro semipronto. O que ficou do maior projeto de Roberto Ventura, localizado pela viúva, está em Retrato interrompido da vida de Euclides da Cunha, de 2003, que teve organização de Mario Cesar Carvalho e José Carlos Barreto de Santana.

 

No IMS

O Acervo Roberto Ventura chegou ao Instituto Moreira Salles em 2005. É formado de biblioteca de cerca de 1.300 itens, entre livros, periódicos e teses, parcialmente catalogada; e de arquivo com aproximadamente: produção intelectual contendo 630 documentos, entre os quais 105 cadernos manuscritos de fichamentos e anotações diversas, datiloscritos de artigos que seriam publicados na Folha de S. Paulo ou em outros jornais ou revistas, correspondência com 130 itens, dez documentos pessoais, 400 recortes de jornais e de revistas, dez fotografias, 30 documentos audiovisuais e reproduções de documentos de Euclides da Cunha.

É autor da cronologia “Memória seletiva”, publicada no ano de sua morte, nos volumes n. 13 e 14 dos Cadernos de Literatura Brasileira do ims, dedicados a Euclides da Cunha no ano do centenário de Os sertões. Em 10 de setembro de 2012, para relembrar os dez anos de sua morte, Ventura foi homenageado pelo ims no encontro “Relembrando Roberto Ventura”, que reuniu os professores Francisco Foot Hardman, Lilia Schwarcz e o jornalista Mario César Carvalho para falar sobre a vida e obra do homenageado.