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Arquivo Peter Scheier


BIENAL

Em 1951, Peter Scheier fotografou a montagem e as cerimônias de inauguração da I Bienal de São Paulo, que, na época, trazia no nome o Museu de Arte Moderna (MAM-SP), organizador do evento. Apresentada num pavilhão provisório construído na esplanada do Trianon, no terreno hoje ocupado pelo Masp, a exposição reuniu um conjunto de obras modernas internacionais, uma quantidade até então inédita no país.

As fotos de Scheier são um documento precioso sobre a cultura museográfica da época, sobre as obras expostas e os personagens envolvidos no evento. Aos olhos de hoje, pensando nas regras de conservação contemporâneas, algumas cenas parecem curiosas, como as que mostram artistas e diretores de museus fumando junto a obras de arte ou tocando-as sem luvas. Scheier registrou a interação de personalidades internacionais com artistas brasileiros, alguns já consagrados, outros jovens que trabalharam na montagem, como Marcelo Grassmann, Ademir Martins e Carmelo Cruz.

Ao fotografar a I Bienal, Scheier utilizou estratégias retóricas comuns ao fotojornalismo praticado pela revista O Cruzeiro. Suas fotos contrapõem a força braçal dos trabalhadores com a sofisticação das obras de arte, criando um discurso de contraste entre um Brasil arcaico e o país que se modernizava. Do ponto de vista formal, ele investiu na sobreposição de planos, criando relações entre elementos distintos.

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