Coleção de DVDs

As Praias de Agnès

“Se você abrir uma pessoa, irá achar paisagens. Se me abrir, irá achar praias”. Na areia de uma praia, Agnès Varda dispõe espelhos que refletem o mar e também seu rosto – ponto de partida para uma viagem autobiográfica em que se alternam documentário e ficção. “É uma idéia engraçada, entrar em cena, filmar um autorretrato quando se tem quase 80 anos”. A ideia surgiu um dia na praia em Noirmoutier (onde ela filmou, em 2006, Quelques Veuves de Noirmoutier). “Percebi que outras praias tinham marcado a minha vida. As praias se tornaram um pretexto e sequências do filme. Eu queria passar para meus parentes e conhecidos algumas histórias e algo de meu trabalho ao longo de minha jornada de vida. E mais, queria voltar o espelho para os outros, para aqueles que me formaram, aqueles que conheci, as pessoas que amei.”

    Agnès Varda

  • Título Original: Les plages d'Agnès
  • Ano: 2008
  • Duração: 110 min. aprox.
  • Idioma: Francês
  • Formato de tela: 16:9
  • Cor: Colorido
  • Legenda: Português
  • Classificação indicativa: 14 anos
  • País: França
  • Informações adicionais / Extras:

    Livreto com o ensaio "Autoficções e cinema", de Claire Boyle.

    Sobre a diretora: Agnès Varda
    Nascida em Bruxelas, na Bélgica, em 1928, radicou-se na França. Seu primeiro filme, La Pointe Courte (1955) traz muitas das características que adiante iriam marcar as realizações da Nouvelle Vague. Entre filmes longos e curtos, tanto para o cinema quanto para televisão, sua filmografia conta com pouco mais de 40 títulos, dentre os quais Cléo das 5 às 7 (1962), Black Panthers (1968); Lions Love (1969) e Les Glaneurs et la glaneuse (2000).

Box Contatos

Contatos: Três volumes em que um conjunto de imagens (folhas de contato, dispositivos e cópias finais) é comentado por seus autores para uma análise do processo criativo da fotografia. Nesta série baseada em uma ideia de William Klein, 32 fotógrafos discutem seus métodos de trabalho como quem organiza um livro de memórias ou retorna ao acontecimento fotografado com a ajuda de um caderno de notas visuais.

1- A Grande Tradição do Fotojornalismo: Henri Cartler-Bresson / William Klein / Raymond Depeardon / Josef Koudelka / Robert Doisneau / Edouard Boubat / Elliot Erwitt / Marc Riboud / Leonard Freed / Mario Gioacomelli / Helmut Newton / Don McCullin

2- A Renovação da Fotografia Conteporânea: Sophie Calle / Nan Goldin / Duane Michals / Sarah Moon / Nobuyashi Arald / Hiroshi Sugimoto / Andreas Gursky / Thomas Ruff / Jeff Wall / Lewis Baltz / Jean-Marc Bustamante

3- A Fotografia Conceitual: John Baldessari / Bemd & Hills Becher / Christian Boltanski / Alain Fleischer / John Hillard / Roni Hom / Martin Parr / Gegorges Rousse / Thomas Struth / Wolfgang Tillmans

    Vários

  • Título Original: Contacts
  • Ano: 1990 - 2004
  • Duração: 429 min.
  • Idiomas: Alemão, Francês, Inglês, Italiano
  • Formato de tela: 16:9
  • Classificação indicativa: 16 anos

Box Graciliano Ramos

Este box reúne os três títulos da coleção de DVDs do Instituto Moreira Salles baseados em obras literárias do escritor Graciliano Ramos: Vidas secas (1963), Memórias do cárcere (1984), ambos dirigidos por Nelson Pereira dos Santos, e São Bernardo (1972), de Leon Hirszman.

    Vários

  • Ano: 1963-1984
  • Duração: 411 min. aprox.
  • Idioma: Português
  • Cores: Colorido, Preto e Branco
  • Legenda: Sem legenda
  • Classificação indicativa: 14 anos
  • País: Brasil
  • Informações adicionais / Extras:

    Livretos com análises críticas dos filmes.

    Sobre os diretores:

    Nelson Pereira dos Santos (São Paulo, 1928) é Bacharel em direito pela USP. Foi um dos precursores do movimento do Cinema Novo. Realizou pelo menos dois marcos da história do cinema brasileiro: Rio 40 graus (1955), seu longa-metragem de estreia, e Vidas secas (1964), adaptação da obra de Graciliano Ramos, prêmio da crítica no Festival de Cannes.

    Leon Hirszman (Rio de Janeiro, 1937 - 1987), ainda estudante de Engenharia, , iniciou suas atividades em cineclubes e ligou-se a Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Viana Filho. Foi um dos fundadores do CPC – Centro Popular de Cultura, da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde realizou seu primeiro filme, o curta Pedreira de São Diogo (episódio de Cinco vezes favela, 1962). Pelo filme Eles não usam black-tie (1981), adaptação da peça de Gianfrancesco Guarnieri, recebeu Leão de Ouro do Festival de Veneza. Os últimos anos de sua vida foram dedicados ao projeto Imagens do inconsciente, uma série de três documentários sobre três artistas esquizofrênicos do Centro Psiquiátrico Pedro II do Rio de Janeiro, coordenado pela psicanalista Nise da Silveira. O trabalho foi concluido em 1986.

Cabra Marcado Para Morrer

“O filme, como sabemos, é fruto de uma abnegada procura de si mesmo, ao longo de vinte anos de impossibilidades políticas e materiais, sem esconder a aventura de sua execução, transforma esta aventura em estilo fílmico, usando recursos de tele-reportagem, do cinema direto, do documentário tradicional e de montagem”. Para Walter Lima Jr. (em O cinema cúmplice da vida de Eduardo Coutinho) é um filme sobre a “desagregação de uma família sob pressão policial intensa” e sobre “a descoberta de que a fé de cada um deles não desaparecera, assim como o quadro de injustiças sociais”.

    Eduardo Coutinho

  • Ano: 1964-1984
  • Duração: 119 min. aprox.
  • Idioma: Português
  • Formato de tela: 4:3
  • Cores: Colorido, Preto e Branco
  • Legenda: Inglês
  • Classificação indicativa: 12 anos
  • País: Brasil
  • Informações adicionais / Extras:

    A família de Elizabeth Teixeira [65 min. aprox.] e Sobreviventes de Galileia [27 min. aprox.] de Eduardo Coutinho: 50 anos depois da ficção interrompida pelo golpe militar, em março de 1964, e 30 anos depois da conclusão do documentário, em março de 1984, um re-encontro com Elizabeth Teixeira e seus filhos e com os camponeses do engenho Galileia. Faixa comentada com Carlos Alberto Mattos, Eduardo Escorel e Eduardo Coutinho. Livreto com textos de Walter Lima Jr., Eduardo Coutinho, Sylvie Pierre, José Carlos Avellar e outros.

    Sobre o diretor:
    Antes de se tornar documentarista, Eduardo Coutinho (São Paulo, 1933- Rio de Janeiro, 2014) foi jornalista e estudou cinema no Institut des Hautes Études Cinematographiques (IDHEC) de Paris. Em 1964, iniciou e viu interrompida, pelo golpe militar, as filmagens de Cabra marcado para morrer (que só seria concluído em 1984). Em seguida, dirigiu três filmes de ficção: O pacto (1966), O homem que comprou o mundo (1968) e Faustão (1970). Integrou a equipe do programa Globo Repórter, para o qual realizou documentários como Seis dias de Ouricuri (1976) e Teodorico, o imperador do sertão (1978), e a partir dos anos 80, se dedica principalmente à direção de documentários, entre eles: Santo forte (1999), Edifício Master (2002), Jogo de cena (2007), Moscou (2009) e Últimas conversas (2015) - este montado por Jordana Berg e terminado por João Moreira Salles após a morte do diretor.