Coleção de DVDs

Cabra Marcado Para Morrer

“O filme, como sabemos, é fruto de uma abnegada procura de si mesmo, ao longo de vinte anos de impossibilidades políticas e materiais, sem esconder a aventura de sua execução, transforma esta aventura em estilo fílmico, usando recursos de tele-reportagem, do cinema direto, do documentário tradicional e de montagem”. Para Walter Lima Jr. (em O cinema cúmplice da vida de Eduardo Coutinho) é um filme sobre a “desagregação de uma família sob pressão policial intensa” e sobre “a descoberta de que a fé de cada um deles não desaparecera, assim como o quadro de injustiças sociais”.

    Eduardo Coutinho

  • Ano: 1964-1984
  • Duração: 119 min. aprox.
  • Idioma: Português
  • Formato de tela: 4:3
  • Cores: Colorido, Preto e Branco
  • Legenda: Inglês
  • Classificação indicativa: 12 anos
  • País: Brasil
  • Informações adicionais / Extras:

    A família de Elizabeth Teixeira [65 min. aprox.] e Sobreviventes de Galileia [27 min. aprox.] de Eduardo Coutinho: 50 anos depois da ficção interrompida pelo golpe militar, em março de 1964, e 30 anos depois da conclusão do documentário, em março de 1984, um re-encontro com Elizabeth Teixeira e seus filhos e com os camponeses do engenho Galileia. Faixa comentada com Carlos Alberto Mattos, Eduardo Escorel e Eduardo Coutinho. Livreto com textos de Walter Lima Jr., Eduardo Coutinho, Sylvie Pierre, José Carlos Avellar e outros.

    Sobre o diretor:
    Antes de se tornar documentarista, Eduardo Coutinho (São Paulo, 1933- Rio de Janeiro, 2014) foi jornalista e estudou cinema no Institut des Hautes Études Cinematographiques (IDHEC) de Paris. Em 1964, iniciou e viu interrompida, pelo golpe militar, as filmagens de Cabra marcado para morrer (que só seria concluído em 1984). Em seguida, dirigiu três filmes de ficção: O pacto (1966), O homem que comprou o mundo (1968) e Faustão (1970). Integrou a equipe do programa Globo Repórter, para o qual realizou documentários como Seis dias de Ouricuri (1976) e Teodorico, o imperador do sertão (1978), e a partir dos anos 80, se dedica principalmente à direção de documentários, entre eles: Santo forte (1999), Edifício Master (2002), Jogo de cena (2007), Moscou (2009) e Últimas conversas (2015) - este montado por Jordana Berg e terminado por João Moreira Salles após a morte do diretor.

Cerimônia de casamento

Durante o casamento de uma jovem do sul dos Estados Unidos (Carol Burnett) com um aristocrata do meio-oeste americano (Dezi Arnaz Jr.), os convidados se desentendem todo o tempo. O noivo supostamente engravidou a irmã da noiva. O irmão da noiva vive tomando comprimidos, segundo ele, para a epilepsia. A irmã do noivo é viciada em drogas e casada com um italiano que, segundo rumores, teria ligações com a Máfia. Uma briga medonha explode entre as famílias quando o carro da lua de mel se espatifa contra um caminhão tanque e todos acreditam que os noivos morreram. Segundo o diretor, “Cada filme deve ser diferente. Eu não gosto de me repetir. Trabalho com o desconhecido e o inseguro.”. Altman completa: “Por isso não planejo detalhadamente o que vou fazer. Digo apenas: vamos usar duas câmeras e disparar 500 mil pés de filme em torno de 48 personagens numa festa de casamento”.

    Robert Altman

  • Título Original: A Wedding
  • Ano: 1978
  • Duração: 125 min. aprox.
  • Idiomas: Inglês, Italiano
  • Formato de tela: 16:9 letterboxing
  • Cor: Colorido
  • Legenda: Português
  • Classificação indicativa: 16 anos
  • País: EUA
  • Elenco: Desi Arnaz Jr., Carol Burnett, Geraldine Chaplin, Howard Duff, Mia Farrow, Vittorio Gassman, Lillian Gish, Laura Hutton, Viveca Linfors, Pat McCormick, Dina Merrill, Nina Van Pallandt.
  • Informações adicionais / Extras:

    Livreto com os ensaios "Altman - A propósito de um casamento", de Jonathan Rosenbaum, e "Quatro notas sobre Robert Altman", de Hernani Heffner.

    Sobre o diretor:
    Robert Altman (EUA, 1925-2006) iniciou sua carreira no cinema em 1947 como roteirista (entre outros: Bodyguard, de Richard Fleischer, 1948) e diretor de documentários (entre eles: Better Footbal, 1954). Em 1957 realiza seus primeiros dois longa-metragens, a ficção Os delinquentes (The delinquents) e o documentário The James Dean Story e pelos dez anos seguintes dirige seriados para televisão. Dentre seus filmes mais conhecidos estão MASH (1970), vencedor do Grand Prix no Festival de Cannes e Short Cuts (1993).

Cerimônia Secreta

O filme Cerimonia Secreta é uma adaptação do romance escrito pelo argentino Marco Denevi (1922-1998), que foi apresentado a Losey pela atriz Ingrid Bergman. Duas mulheres alimentam a ilusão de viver como mãe e filha. Leonora (Elizabeth Taylor) imagina reencontrar em Cenci (Mia Farrow) a filha que morreu afogada. Cenci, imagina reencontrar em Leonora a mãe, cuja morte ela se recusa a aceitar. O equilíbrio instável rompe-se com o aparecimento do padrasto de Cenci, Albert (Robert Mitchum).

“A chave do filme é obviamente o rito, a cerimonia da vida e da morte”, diz o diretor. “Quando criança, me envolvi com a igreja e com os rituais. Depois com o teatro, que também é um ritual. Jovem, eu era hostil a qualquer tipo de ritual e de cerimonia, e ainda o sou em certa medida, mas cheguei à conclusão, alguns anos atrás, de que certos rituais, certas cerimonias são necessárias ao ser humano. Se você não tiver o ritual do enterro, você não consegue se livrar da morte. Não me oponho mais aos rituais”, relata ele. O filme, conclui Losey, trata da “necessidade terrível que os seres humanos têm de outros seres humanos e da impossibilidade, para a maior parte deles, de satisfazer essa necessidade quando ela se manifesta”.

    Joseph Losey

  • Título Original: Secret Ceremony
  • Ano: 1968
  • Duração: 109 min. aprox.
  • Idioma: Inglês
  • Formato de tela: 4:3 letterboxing
  • Cor: Colorido
  • Legenda: Português
  • Classificação indicativa: 16 anos
  • País: Inglaterra
  • Elenco: Elizabeth Taylor, Mia Farrow e Robert Mitchum.
  • Informações adicionais / Extras:

    Livreto com o ensaio "Os camundongos de Brecht", de Michel Ciment.

    Sobre o diretor:
    Cerimônia secreta é o vigésimo filme de longa-metragem de Joseph Losey (EUA, 1909 - Inglaterra, 1984). Antes do cinema, estudou filosofia e teatro, publicou críticas de cinema e teatro no The New York Times e dirigiu programas de rádio para a NBC. Seu último filme foi A sauna (Streaming, 1985), lançado no Festival de Cannes quase um ano após sua morte.

Consideração do poema

Produzido para a comemoração do Dia D, dia em que o Brasil festeja o nascimento de Carlos Drummond de Andrade, um de seus maiores poetas, Consideração do poema apresenta um panorama de sua obra poética a partir de leituras de expoentes da cultura brasileira, como Chico Buarque, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Fernanda Torres, Marília Pêra, Milton Hatoum, Antonio Cicero, Davi Arrigucci Jr., Dráuzio Varella, Cacá Diegues e Laerte, entre outros. O filme é o cartão de visitas do Dia D e traduz a grandeza da obra de Drummond, capaz de aproximar os mais expressivos segmentos da produção artística brasileira.

    Eucanaã Ferraz

    Flávio Moura

    Gustavo Rosa de Moura

  • Ano: 2012
  • Duração: 71 min. aprox.
  • Idioma: Português
  • Formato de tela: 16:9
  • Cor: Colorido
  • Legenda: Português
  • Classificação indicativa: Livre
  • País: Brasil