Realizado em 1974 para a ZDF, emissora de TV alemã, Iracema, uma transa amazônica retrata uma viagem da inocência à desintegração, da comunidade indígena mais isolada à periferia das grandes cidades. A jovem Iracema, vivida por Edna de Cássia, lança-se na vida pela estrada de carona no caminhão de Tião Brasil Grande, personagem de Paulo César Pereio. O filme, que ficou proibido pela censura no Brasil durante seis anos, ganhou nesse período prêmios em festivais internacionais. Quando liberado no país, em 1980, foi escolhido como melhor filme do Festival de Brasília. Além do filme, o DVD traz os extras Era uma vez Iracema, de Jorge Bodanzky (45 min.), feito em 2006 em parceria com a Videofilmes, de que participam profissionais que atuaram no filme de 1974 e admiradores da obra; e o inédito e exclusivo Ainda uma vez Iracema, também de Jorge Bodanzky (11 min.), filmado em 2014 com o apoio do IMS, em que o diretor volta a Belém para apurar o estado da prostituição nos locais onde o filme foi feito; uma faixa com o filme comentado por Jorge Bodanzky, Eduardo Escorel e João Moreira Salles; e o livreto com os textos “Sem dentes e sem árvores”, de Antonio Callado, publicado na revista Isto É, em janeiro de 1979, antes de o filme ser liberado pela censura, e “O cinema verdade vai ao teatro. Palco: Transamazônica”, de Ismail Xavier, publicado em Filme e Cultura, periódico da Embrafilme, edição de janeiro/março de 1981.