Escola Escuta – Edital 2026 | Eixo – Histórias nas artes
Cinema baixadense: história, poética e modos de produção
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Fruto da parceria com o Baixada Filma e a Licenciatura em Cinema e Audiovisual da FEBF/UERJ, o módulo nasce para fortalecer a formação de estudantes da graduação e de cineastas independentes da Baixada Fluminense, promovendo o encontro entre universidade, território e campo audiovisual. A formação percorre a história, as lutas, a poética, os modos de produção e as estéticas do audiovisual baixadense. Para apresentar essa trajetória, os encontros partem da valorização de experiências como cineclubes, TVs comunitárias, filmes colaborativos, além do direito à fabulação e à autoria, com destaque para o protagonismo das mulheres no cinema dessa região da metrópole fluminense.
Realização

A formação percorre a história, as lutas, a poética, os modos de produção e as estéticas do audiovisual baixadense. Para apresentar essa trajetória, os encontros partem da valorização de experiências como cineclubes, TVs comunitárias, filmes colaborativos, além do direito à fabulação e à autoria, com destaque para o protagonismo das mulheres no cinema dessa região da metrópole fluminense.
Mediadores
Liliane Leroux
Professora e Coordenadora da Licenciatura em Cinema e Audiovisual da FEBF- UERJ. Graduada em Ciências Sociais pelo IFCS/UFRJ, doutora em Educação pela UERJ (bolsa CAPES) com pós-doutorado em Cultura em Periferias Urbanas (UERJ, bolsa CAPES). Criadora e co-coordenadora do Núcleo de Estudos Visuais em Periferias Urbanas (NuVISU, CNPq/UERJ), e coordenadora do VIRALab e do CineMarias (FEBF/UERJ). Foi do conselho deliberativo da Socine, co-coordenou o GT Cinemas Pós-Coloniais e Periféricos da Associação de Investigadores em Imagem em Movimento (AIM). Foi co-coordenadora do ST Cinemas Pós-Coloniais e Periféricos da SOCINE. Codirigiu, com Rodrigo Dutra, o filme Armanda (2017).
Igor Barradas
É cineasta, cineclubista e educador, com mais de duas décadas de trajetória dedicada ao cinema e às narrativas da Baixada Fluminense. Desde seu primeiro curta, em 2001, desenvolve uma obra marcada pela relação entre território, memória e realidade social. Em 2002, fundou o Cineclube Mate Com Angu, em Duque de Caxias, fortalecendo a cena cultural da região. Formado pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro e pela Escuela Internacional de Cine y TV, em Cuba, estudou roteiro com Eliseo Altunaga. Entre seus trabalhos premiados estão Lá no Fim do Mundo..., Queimado e O Voo, selecionado para festivais nacionais e internacionais.
Ana Paula Alves Ribeiro
Antropóloga, professora da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF - Pedagogia, Departamento de Cinema e Audiovisual/Uerj), e do Programa de Pós-Graduação em História da Arte (PPGHA/Uerj). Bolsista do Programa de Incentivo à Produção Científica, Técnica e Artística, o PROCIÊNCIA/UERJ, é coordenadora do Programa de Extensão Museu Afrodigital Rio de Janeiro (Uerj), também fazendo parte do seu conselho curador e de redação. Desde 2024 dirige o Centro de Tecnologia Educacional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (TV Uerj, Rádio Uerj e Núcleo de Memória Audiovisual - o NuMA).
Catu Rizo
É cineasta nilopolitana, artista-pesquisadora e professora na Licenciatura de Cinema e Audiovisual da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF/UERJ); Bacharel em Cinema e Audiovisual e mestra pelo programa de Cultura e Territorialidades, ambos pela UFF. Realizadora dos filmes: Com o terceiro olho na terra da profanação (2017), A terra das muitas águas (2020) e Memória das águas (2025) e Guapi-Macacu, o filme (2025). Ela faz parte do movimento Baixada Filma.
Giordana Moreira
É produtora cultural com mais de 20 anos de experiência e bacharel em Produção Cultural pelo IFRJ. Cria da Baixada Fluminense, onde fundou a Estamira Produção Cultural e cocriou a Roque Pense! rede de mulheres trabalhadoras da cultura. Atua na cultura urbana, música, audiovisual e artes visuais, na área da produção executiva, além da curadoria e formação em Produção Cultural.
Heraldo HB
É cineasta, animador cultural, educador popular e cineclubista. Atua com educação audiovisual popular na Baixada Fluminense através do Cineclube Mate Com Angu. Integra o Gomeia Galpão Criativo. Produz o site TelaBXD e é um dos produtores do Festival Mate Com Angu de Cinema. Tem quatro livros publicados, entre eles O Cerol Fininho da Baixada (2013). Dirigiu alguns curtas e está em fase de distribuição de Amuleto, seu primeiro longa-metragem.
Sassá Souza
É mulher negra, cineasta, socióloga e produtora cultural, nascida e criada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Co-fundadora do Coletivo Negada (RS-BA) e da Facção Feminista Cineclube (RJ), atua no audiovisual fortalecendo narrativas antirracistas e feministas no Brasil. Participou de projetos de educação e etnodesenvolvimento baseados nas Leis 10.639/03 e 11.645/08, com foco em tecnologias e audiovisual em comunidades quilombolas e periféricas. Como documentarista, realiza filmes sobre questões étnico-raciais e antissexistas. Atualmente desenvolve projetos, montagem e distribuição de produções audiovisuais decoloniais no Brasil e América Latina.
Anne Santos
É formada em Ciências Sociais (UFF) e mestranda no Programa de Pós Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (PPGCA/UFF). Atua no campo das sonoridades, como técnica de som e artista sonora. Além disso, atua, também, nas áreas de curadoria, cineclube, formação e direção no audiovisual e cinema. É integrante do Coletivo Cineclube Mate com Angu. Atualmente, desenvolve sua pesquisa de mestrado sobre sonoridades da Baixada Fluminense.
Mediadores convidados
Drica Carneiro
Adriana Carneiro de Souza é produtora, pesquisadora e cineclubista nascida na periferia do Rio de Janeiro. Fundadora do Cineclube Buraco do Getúlio, pesquisa coletivos artísticos nas periferias urbanas desde 2018. Em 2020, publicou o livro Afetos Revolucionários: microbiografias de uma revolução periférica, reunindo narrativas de artistas da Baixada Fluminense que transformam suas existências por meio da prática coletiva. É bacharel em Estudos de Mídia, especialista em Arte, Cultura e Educação e mestre em Psicossociologia de Grupos e Comunidades pela UFRJ. Atualmente desenvolve doutorado sobre coletivos audiovisuais feministas latino-americanos.
Milena Manfredini
É cineasta, antropóloga e artista visual. Mestre em Cultura e Territorialidades (UFF) e formada em Antropologia pela PUC-Rio, dirige e roteiriza filmes exibidos em festivais nacionais e internacionais, além de museus e instituições de arte. Atua como curadora e professora, dedicando-se à formação de jovens cineastas negros e periféricos. Sua produção parte da memória negra como fundamento estético e compromisso político.
Átila Bee
É ator, bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Celso Lisboa e fundador da KarmaCírculus Cia de Teatro Negro e Ritualizado. Nascido em São João de Meriti (RJ), construiu sua formação em espaços como o Grupo Nós do Morro, o Studio Escola de Atores e O Tablado. Com trajetória no audiovisual, participou de curtas e longas-metragens, recebendo indicações a Melhor Ator em festivais e premiações como Gramado, Festival do Rio e Prêmio Grande Otelo. Também integra produções de streaming e estreou na televisão na novela Dona de Mim, da Rede Globo.
Getulio Ribeiro
É cineasta e fotógrafo iguaçuano com 20 anos de trajetória no audiovisual. Iniciou sua formação na Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, especializando-se em direção, roteiro, edição e direção de fotografia. Fundador do coletivo Por Que Não? Filmes, possui uma filmografia premiada com obras como O Que Vai Ser?, O Dia Que a Terra Não Acabou, Dias e Dias, Mente Aberta e Nós, Palhaças. Assina a direção de fotografia de documentários como @PrédioPosto 13 - Meu Nome é União e Lina, premiado em roteiro e fotografia. Em 2025, dirigiu Cordão de Prata, destaque do cinema da Baixada Fluminense.
Onde
Rio de Janeiro
Formato: presencial
Territórios: Duque de Caxias (Faculdade de Educação da Baixada Fluminense - FEBF)
Duração: 20 horas (5 encontros de 3 horas cada)
Vagas: 20
Edital em PDF ►
Pessoas maiores de 18 anos, estudantes de cinema e audiovisual da FEBF, realizadores audiovisuais independentes oriundos de territórios populares, preferencialmente da Baixada Fluminense. Serão priorizadas preferencialmente inscrições de pessoas negras, indígenas, agentes pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+, pessoas de baixa renda.
As inscrições são gratuitas e serão realizadas do dia 9 de setembro de 2026 até as 23h59 do dia 22 de setembro de 2026 ou até atingirem o quíntuplo de vagas ofertadas, através do formulário Cinema Baixadense: história, poética e modos de produção 2026. Não serão admitidas inscrições fora do prazo ou realizadas por outros canais.
Formulário Cinema Baixadense: história, poética e modos de produção 2026 ►
Cada pessoa selecionada deve obter no mínimo 80% de presença (4 encontros) verificada por meio de lista de presença. Não serão permitidos acordos em relação à presença ou horário ao longo da formação. Serão abonados faltas e atrasos apenas mediante apresentação de justificativa médica ou legal.
ATENÇÃO: É importante que a disponibilidade da pessoa participante esteja alinhada aos compromissos do módulo, para que os encontros sejam iniciados com pontualidade. O tempo máximo de tolerância será de até 30 (trinta) minutos de atraso. Após este tempo, será registrada a falta da pessoa participante.
Inscrições
9/9 a 22/9/2026
Resultado da seleção
29/9/2026
Encontros
08/10 a 14/11/2026
BORGES, M. L. Decolonizar o corpo: por uma cosmovisão da escuta. Revista Música, v. 25, n. 2, p. 1–18, 2025. DOI: https://doi.org/10.11606/rm.v25i2.242642.
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CARTA-MANIFESTO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DA CULTURA NA BAIXADA FLUMINENSE: uma manifestação da situação dos artistas e produtores de cultura, atuantes na Baixada Fluminense, diante da pandemia mundial provocada pelo avanço do Coronavírus/COVID-19. 2020. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1JhIFEXbwPMKzz5b-w_SKrCxx7CUv7shB/view. Acesso em: 25 ago. 2026
ENTRE PÓ E PELÍCULA, direção de Renan Rocha, 2018.
CINECLUBISMO NA BF, direção de Carol Vilamaro, 2018.
Sobre Dormentes Estamos Acordadas. Direção Coletiva: Facção Feminista Cineclube. Documentário. 2017.
Bacia dos Sonhos, de Anne Santos e João Lourenço. Filme Expandido. 2024. (18:34 - 22:33)
Cordão de Prata, de Getúlio Ribeiro. Ficção. 2025
Alinhavando uma Vida Melhor (1991). Direção: Noni Carvalho (TV Maxambomba).
A Terra das Muitas Águas (2020). Direção: Catu Rizo.
Camelôs (2018). Direção: Milena Manfredini.
Com o Terceiro Olho na Terra da Profanação (2017). Direção: Catu Rizo.
Ladeira Não é Rampa (2021). Direção: Sandro Garcia.
Memória das Águas (2025). Direção: Catu Rizo.
O Tempo é um Pássaro (2023). Direção: Yasmin Thayná.
ZIZI (ou Oração da Jaca Fabulosa) (2025). Direção: Felipe Bragança.
Cinema e Audiovisual - FEBF/UERJ
Cinema e Audiovisual - FEBF/UERJ
Criada em 2025, a Licenciatura em Cinema e Audiovisual da FEBF/UERJ é uma graduação inovadora que nasce do encontro entre a universidade pública e a experiência histórica de um território onde o audiovisual é uma realidade viva. Implantado na Baixada Fluminense, o curso responde a uma demanda concreta da região e propõe uma formação singular, que articula cinema, educação, mercado, realização, pesquisa e extensão, reconhecendo a Baixada como polo de criação, pensamento e invenção audiovisual.
Site Faculdade de Educação da Baixada Fluminense - FEBF/UERJ | Instagram Curso de Licenciatura em Cinema e Audiovisual FEBF/UERJ | Instagram Faculdade de Educação da Baixada Fluminense - FEBF/UERJ
Baixada Filma
Baixada Filma é um movimento coletivo e manifesto em 2018, formado por um grupo de cineastas, atores, técnicos, cineclubistas, professores e pesquisadores que trabalham com cinema e audiovisual na Baixada Fluminense. O movimento luta pela descentralização dos recursos públicos e da política pública, pela valorização da produção local e reconhecimento da região da Baixada Fluminense como um importante polo cinematográfico independente. O grupo acredita na democratização da cultura audiovisual e na potência desta linguagem artística e comunicacional, como construtora de memória, pertencimento, imaginação e reinvenção de território.
