Escola Escuta – Edital 2026 | Eixo – Histórias nas artes
Questões contemporâneas
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O módulo forma um mapa crítico e afetivo das artes contemporâneas, propondo rever quem ocupa e quem foi retirado das telas, dos arquivos e das narrativas que constroem o que chamamos de história da arte.
Realização

Esta formação reúne quatro encontros dedicados a pensar as artes contemporâneas a partir de perspectivas contra hegemônicas. Ao longo das aulas, investigaremos como artistas, coletivos e intelectuais de diferentes contextos têm usado a imagem fotográfica, videográfica ou arquivística como ferramenta de autorrepresentação, resistência e construção de memória coletiva.
Os encontros irão olhar para produções que, nas últimas décadas, ampliaram o registro de vidas e comunidades frequentemente ausentes dos cânones dominantes. Desde o álbum de família ao arquivo político, da fotografia cotidiana ao projeto colaborativo. Além disso, iremos discutir como a formação se aprofunda nas poéticas da recusa: um pensamento elaborado por artistas e intelectuais negras que propõem interromper as lógicas da violência étnico-racial e especular outros mundos possíveis por meio da criação visual. Olharemos também a história da videoarte afro-brasileira, um campo marcado por apagamentos, revisitando obras que atravessam o cinema, a videoperformance e a experimentação audiovisual desde os anos 1970 até a contemporaneidade.
Interlocutores
João Fernandes
É diretor do Instituto Moreira Salles. Foi subdiretor de Conservação, Investigação e Difusão do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e diretor do Museu de Serralves, no Porto. Licenciado em línguas e literaturas modernas pela Universidade do Porto e com estudos de pós-graduação na Universidade de Lisboa, foi docente no Instituto Politécnico do Porto (1987-1995), trabalhou como curador independente e organizou as Jornadas de Arte Contemporânea do Porto (1992-1996). Organizou e comissariou a representação portuguesa da 1ª Bienal de Joanesburgo (1995), da 24ª Bienal de Arte de São Paulo (2003) e, juntamente com Vicente Todolí, da 50ª Bienal de Veneza (2003).
Thyago Nogueira
Coordenador da área de Arte Contemporânea do IMS e editor da revista ZUM.
Daniele Queiroz
Curadora de Arte Contemporânea do IMS. Foi curadora das exposições Zanele Muholi: Beleza valente e Entre Nós: Dez anos de Bolsa ZUM/IMS. É fundadora da plataforma A história é outra, que pesquisa e difunde o trabalho de artistas mulheres no campo da fotografia. Desde 2020, faz o acompanhamento curatorial dos artistas selecionados pela Bolsa ZUM/IMS.
Horrana de Kássia Santoz
É curadora vinculada à diretoria artística do Instituto Moreira Salles e é membra do Icom Brasil. Graduada em Artes Visuais pela UFES, é especialista em Gestão Cultural e cursa o MBA em Gestão de Museus e Inovação. Em 2024, foi assistente de curadoria da mostra Que país é este? A câmera de Jorge Bodanzky na ditadura brasileira 1964-1985, no Instituto Moreira Salles. Foi assistente de pesquisa no Acervo Videobrasil. Na Pinacoteca de São Paulo – Coleção Ivani e Jorge Yunes, foi curadora do programa de comissionamento Atos Modernos. No Masp, atuou como assistente curatorial, organizando o Programa Independente (Pimasp) e a programação de cursos do Masp Escola, além de ser curadora da Sala de Vídeos.
Onde
Formato: online
Territórios: Região Metropolitana do Rio de Janeiro
Duração: 8 horas (4 encontros de 2 horas cada)
Vagas: 50
Edital em PDF ►
Agentes culturais maiores de 18 anos, interessados em arte contemporânea, residentes exclusivamente da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Serão priorizadas preferencialmente inscrições de pessoas negras, indígenas, agentes pertencentes à comunidade LGBTQIAPN+, pessoas de baixa renda e/ou oriundas ou residentes de favelas e territórios populares.
As inscrições são gratuitas e serão realizadas do dia 15 de julho a 29 de julho de 2026 às 23h59 ou até atingirem o quíntuplo de vagas ofertadas (250 inscritos), através do formulário Questões contemporâneas 2026. Não serão admitidas inscrições fora do prazo ou realizadas por outros canais.
Cada pessoa selecionada deve obter no mínimo 75% de presença (no mínimo, 3 encontros) verificada por meio de acompanhamento online. Não serão permitidos acordos em relação à presença ou horário ao longo da formação. Serão abonados faltas e atrasos apenas mediante apresentação de justificativa médica ou legal.
ATENÇÃO: É importante que a disponibilidade da pessoa participante esteja alinhada aos compromissos do módulo, para que os encontros sejam iniciados com pontualidade. O tempo máximo de tolerância será de até 30 (trinta) minutos de atraso. Após este tempo, será registrada a falta da pessoa participante.
Inscrições
15/7 a 29/7/2026
Resultado da seleção
21/8/2026
Encontros
27/8 a 17/9/2026
ARCHIVO DE LA MEMORIA TRANS ARGENTINA. Buenos Aires: Chaco, 2020.
ARCHIVO DE LA MEMORIA TRANS ARGENTINA: Nuestros Códigos. [S.l.: s.n.], 2023.
BASTOS, Marcus. O pensamento de Arlindo Machado e uma genealogia das videoartes no Brasil. Significado: Revista de Cultura Audiovisual, [S. l.] , v. 56, p. 33–53, 2021. Disponível em: https://revistas.usp.br/significacao/article/view/181786. Acesso em: 24 jun. 2026.
CAMPT, Tina. The visual frequency of Black life: love, labor, and the practice of refusal. Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 22, 2022.
CARVALHO, Noel dos Santos (org.). Cinema negro brasileiro. Campinas: Papirus, 2022
COLETIVO LAKAPOY. Paiter Suruí: Gente de Verdade. São Paulo: IMS, 2025.
FERREIRA, Ceiça; SOUZA, Edileuza Penha de. Cinema negro no feminino: afeto de pertencimento além das telas. São Paulo: Estação Liberdade, 2022.
FONSECA, Raphael; FARKAS, Solange O. (org.). 22a Bienal Sesc_Videobrasil: A memória é uma ilha de edição. São Paulo: Sesc São Paulo; Associação Cultural Videobrasil, 2023.
FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO. Meu modo de pensar é um pensar coletivo antes de estar em mim já esteve nelas: publicação educativa da 35ª Bienal de São Paulo: coreografias do impossível. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 2023. Disponível em: https://35.bienal.org.br/pt/publicacao/publicacao-educativa-2/. Acesso em: 24 jun. 2026.
GLISSANT, Édouard; OBRIST, Hans Ulrich. Conversas do arquipélago. Rio de Janeiro: Cobogó, 2023.
GOLDIN, Nan. Entrevista com Nan Goldin. Revista ZUM, São Paulo, n. 8, 2015.
GOLDIN, Nan. The Ballad of Sexual Dependency. New York: Aperture, 2012.
GOLDIN, Nan. The Devil's Playground. London: Phaidon, 2003.
JAFA, Arthur. Minha morte negra. Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 22, [2022].
MACHADO, Arlindo. Arte e mídia: aproximações e distinções. E-Compós, [S. l.], v. 1, 2004. Disponível em: https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/15. Acesso em: 24 jun. 2026.
MACHADO, Arlindo. O Filme-Ensaio. Revista Concinnitas, [S. l.], v. 2, n. 5, p. 63–75, 2019. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/concinnitas/article/view/42804.
McKITTRICK, Katherine. Querida ciência e outras histórias. Tradução: Caio Bruno Silva do Carmo; Maria Luiza de Barros. São Paulo: SOBINFLUENCIA, 2025. Título original: Dear Science and Other Stories.
MÍDIA NINJA et al. Corpo a Corpo: a disputa das imagens, da fotografia à transmissão ao vivo. São Paulo: IMS, 2017.
MÍDIA NINJA et al. Que país é este? Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 7, 2014.
MOMBAÇA, Jota. O mundo é meu trauma. PISEAGRAMA, Belo Horizonte, n. 11, p. 20-25, nov. 2017. Disponível em: https://piseagrama.org/artigos/o-mundo-e-meu-trauma/. Acesso em: 24 jun. 2026.
MUHOLI, Zanele. Beleza Valente. São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2025.
MUHOLI, Zanele. Faces and Phases. Munich: Prestel, 2010.
MUHOLI, Zanele. Somnyama Ngonyama. New York: Aperture, 2018. v. 1.
MUHOLI, Zanele. Somnyama Ngonyama. New York: Aperture, 2024. v. 2.
MUHOLI, Zanele; LAW-VILJOEN, Bronwyn. Uma por todas. Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 11, 2016.
PAITER SURUÍ; COLETIVO IXOMASODEN. Gente de verdade. Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 20, 2020.
PIMENTA, Afonso; ORLANDI, Ana Paula. O cotidiano do morro. Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 14, 2018.
PRACTICING REFUSAL COLLECTIVE. The Sojourner Project: a Black Studies mobile academy. [S.l.: s.n.], [2020]. Disponível em: https://www.thesojournerproject.org/about/ . Acesso em: 24 jun. 2026.
REASSEMBLAGE. [S.l.: s.n.], [1983]. 1 vídeo (40 min). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0SWviOcXN28. Acesso em: 24 jun. 2026.
RETRATISTAS DO MORRO: Afonso Pimenta e João Mendes. São Paulo: Sesc, 2024.
ROBERTO, Lázaro; ZUMVÍ ARQUIVO AFRO FOTOGRÁFICO; CAMARGO, Denise. Força negra. Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 22, 2022.
RODRIGUES, João Carlos. O negro brasileiro e o cinema. Rio de Janeiro: Pallas, 2001.
SANTOS, Milton. Relações espaçotemporais no mundo subdesenvolvido. In: MOURA, Sabrina (org.). Panoramas do Sul: leituras: perspectivas para outras geografias do pensamento. São Paulo: Edições SESC; Associação Cultural Videobrasil, 2015. p. 47–58.
SHARPE, Christina. Notas ordinárias. Tradução: Jess Oliveira. São Paulo: Fósforo, 2024.
TILLMANS, Wolfgang. A forma da liberdade. Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 14, 2018.
TILLMANS, Wolfgang. To Look Without Fear. New York: MoMA, 2022.
WEBER, Allan. Existe uma vida inteira que tu não conhece. [S.l.]: Edição do autor, 2020. Publicado também como catálogo de exposição. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2026.
WEBER, Allan. Tamo junto não é gorjeta. Revista ZUM, São Paulo, IMS, n. 20, 2020.
ZUMVÍ: Arquivo Afro Fotográfico. São Paulo: IMS, 2026.
