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III Fórum Africanidades

Processos Educacionais e Artísticos como territórios de cura

Debates

Com educadores de museus e instituições socioculturais e profissionais de outras áreas

Quando

14, 21 e 28 de outubro de 2020, quartas, às 18h

Evento online e gratuito

Transmissão ao vivo pelo canal do IMS no YouTube com tradução para Libras. Mais informações abaixo.

O III Fórum Africanidades irá promover encontros entre educadores de museus e instituições socioculturais e profissionais de áreas como artes visuais, psicanálise e pedagogia. Foi delimitado o tema Processos Educacionais e Artísticos como territórios de cura com o objetivo de abarcar os desafios simbólicos e práticos que educadores, especialmente negras e negros, enfrentam no seu cotidiano profissional ao lidar com os padrões coloniais que atravessam as instituições dedicadas à arte.

O debate acontecerá a partir de provocações feitas pelos educadores à profissionais que em seus trabalhos desenvolvem ações antirracistas e promovem uma desconstrução das tradições formais da branquitude na concepção de valores do conhecimento. As mesas serão organizadas em três perspectivas.

Evento com tradução simultânea para Libras.


Programação

Mesa 1 | 14/10/2020, quarta, às 18h

Perspectiva da subjetividade: diálogos com a prática artística

Convidadas: Keyna Eleison e Renata Sampaio  | Mediação: Renata Bittencourt

A pesquisa e o fazer artístico percebidas como formas de expressão e produção de conhecimento são um exercício de liberdade. Porém, em uma sociedade marcada pelo racismo estrutural e institucional e na crença de que existe uma superioridade branca, a população negra, principalmente as mulheres, encontram barreiras para esse exercício. Nesta mesa, a conversa terá como ponto de partida os processos de criação artística como forma de resistência. Como podemos nos referenciar no fazer artístico para a construção de práticas educacionais antirracistas?

Mesa 2 | 21/10/2020, quarta, às 18h

Perspectiva da cidade

Convidadas: Tainá de Paula e Érika Lemos | Mediação: Maria Emília Tagliari

A mesa propõe a discussão da lógica racista da distribuição sócio-demográfica das principais cidades brasileiras e suas consequentes implicações na relação entre o público, os museus e as instituições socioculturais. Convidamos ainda as participantes a compartilhar e discutir iniciativas que se colocam como resistência à lógica racista das cidades através de uma articulação entre as instituições socioculturais e os diferentes territórios da cidade. Como as áreas de educação dos museus têm lidado com questões advém desta problemática?

Mesa 3 | 28/10/2020, quarta, às 18h

Perspectiva da narrativa: relações raciais e educação

Convidadas: Bel Santos Mayer, Sonia Rosa e Mirella Maria | Mediação: Abade

A Educação é um instrumento essencial para o combate ao racismo. Após a implementação da Lei 10639/03, que determina o resgate a memória das questões afrobrasileiras e étnico raciais dentro da educação formal, a discussão acerca desse assunto tem sido cada vez mais difundida. Hoje, diversos movimentos negros estudam e lutam para que essas narrativas se façam presentes no âmbito da educação formal/não formal. Partindo de uma perspectiva literária/artística pedagógica, a mesa propõe a seguinte reflexão: de que maneira o trabalho dos educadores formais e não formais é atravessado por essas questões?


Sobre os participantes

Mesa 1

Keyna Eleison
Curadora. Escritora, pesquisadora, herdeira Griot e xamânica, narradora, cantora, cronista ancestral. Mestre em História da Arte e especialista em História da Arte e da Arquitetura; bacharel em Filosofia. Membra da Comissão da Herança Africana para laureamento da região do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial (Unesco). Curadora da 10a.Bienal internacional de Arte SIART, na Bolívia. Atualmente cronista da revista Contemporary& Latin America, professora do Programa Gratuito de Ensino da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, e diretora artística do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em dupla com Pablo Lafuente.

Renata Santos Sampaio
Artista, educadora e curadora. Sua produção se relaciona a temas ligados ao corpo negro, território e intimidade. Possui 15 anos de experiência com arte-educação, destacando sua participação na coordenação do educativo das duas últimas edições da Bienal do Mercosul. Atualmente é coordenadora educativa da 3° edição de Frestas - Trienal de Artes.

Renata Bittencourt
Historiadora da arte, Gestora Cultural e Coordenadora da Área de Educação do Instituto Moreira Salles.

Mesa 2

Tainá Reis de Paula 
Arquiteta e urbanista, ativista das lutas urbanas. Atuou em diversos projetos de urbanização e habitação popular, realizando assistência técnica para movimentos como União de Moradia Popular e Movimento dos Trabalhadores sem Teto. Hoje presta assistência para o movimento Bairro a Bairro, como arquiteta e mobilizadora comunitária em áreas periféricas.

Érika Lemos Pereira
Mulher negra e gorda. Nasceu e mora no bairro de Campo Grande, na cidade do Rio de Janeiro. Bacharela em História da Arte (EBA/UFRJ) e licenciada em Artes Visuais (CEUCLAR). Educadora no Galpão Bela Maré/Observatório de Favelas, pesquisadora no MAM Capacete e vice-coordenadora do projeto de extensão Formação de Mediadores Culturais em Exposições de Arte (EBA/UFRJ).

Maria Emília Tagliari 
Supervisora da Ação Educativa do IMS Rio.

Mesa 3

Bel Santos Mayer
Educadora social, mestranda do Programa de Pós-graduação em Turismo (EACH/USP), coordena o Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – IBEAC e a Rede LiteraSampa, que foi finalista do Prêmio Jabuti 2019, pela promoção da leitura. Coordenou o Prêmio Educar para a Igualdade Racial (CEERT) e assessorou a Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos para a Promoção da Igualdade Racial na Educação.

Sonia Rosa 
Professora, contadora de histórias, orientadora educacional e escritora. Trabalha na rede pública municipal da cidade do Rio de Janeiro há mais de vinte anos. Desde pequena sempre gostou de escrever poesias e contar histórias para vizinhos e amigos. Foi assim que, de tanto contar histórias conhecidas, acabou inventando as suas próprias.

Mirella Maria
Nascida em São Paulo (SP), onde vive e trabalha, é bacharel e licenciada em Artes Visuais pela Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Mestra no programa de Artes Visuais/Arte Educação pela mesma instituição. Criadora do projeto artístico Quilombo Mulheres Negras. Fotografia, colagens e arte têxtil se permeiam na sua produção/vivência, trazendo ressignificações simbólicas no campo da plasticidade, da memória e existência.

Abade
Artista, graduanda em Educação Musical e Educadora do Instituto Moreira Salles.


Como participar

Quando
14, 21 e 28 de outubro de 2020, quartas, às 18h

Evento online
Grátis, não é necessário se inscrever antecipadamente.
Faixa etária: jovens e adultos.
Transmissão ao vivo pelo canal do YouTube do IMS.

Certificado
Será disponibilizado durante as lives um link no Google Forms na descrição do vídeo. Este link alimentará uma lista de presença para a elaboração do certificado digital.

Para participar, basta clicar no link abaixo no dia e horário de cada evento


Área de educação

A Área de Educação do IMS formula e realiza programas para as suas três unidades: Rio de Janeiro, Poços de Caldas e São Paulo, alinhando ações para promover a fruição de exposições diversas, incluindo as mostras dos acervos do IMS. Os programas são dirigidos aos mais variados públicos, de diferentes perfis e faixas etárias, visando a sensibilização, o estímulo à experiência artística e estética, o incentivo ao pensamento crítico e reflexivo sobre arte, cultura e memória, em especial sobre a imagem fotográfica. São atividades frequentes as visitas mediadas, os ateliês de férias, os projetos continuados em parceria com escolas, e com associações e lideranças comunitárias, encontros com professores, formação interna, atividades para famílias e ações de acessibilidade.

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