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Contraste

Quatro modernos no Brasil

Geraldo de Barros, Edgar Brasil, Alice Brill e Marcel Gautherot

Avenida Dr. Arnaldo, Jardim Paulista, São Paulo, c. 1953. © Alice Brill/Acervo Instituto Moreira Salles

O curso

Uma introdução à obra de quatro fotógrafos que atuaram no Brasil entre os anos 1920 e 1950: dois brasileiros, Geraldo de Barros e Edgar Brasil, e dois imigrantes, Alice Brill e Marcel Gautherot. Tendo atuado em diferentes áreas – cinema, artes plásticas, documentação, jornalismo e arquitetura –, suas produções revelam a diversidade das linguagens fotográficas modernas realizadas no país, assim como o fato de que foram desenvolvidas e divulgadas muito além do ambiente dos museus.


Inscrição

Inscrições até a primeira aula.

4 aulas, R$200. Estudantes, professores e maiores de 60 anos têm 50% de desconto.


Sobre Heloisa Espada

É curadora no Instituto Moreira Salles, responsável por exposições como Geraldo de Barros e a fotografia, Conflitos: fotografia e violência política no Brasil 1889-1964, entre muitas outras. É autora de livros como Monumentalidade e sombra: o centro cívico de Brasília por Marcel Gautherot.


A série Sobre clássicos

Esta série de cursos visa ao estudo da obra de fotógrafos ou grupos que tiveram importância vital na história da fotografia.


Programa

1) A modernidade da fotografia de Edgar Brasil
Análise da obra e da trajetória de Edgar Brasil, fotógrafo de cinema responsável pelo filme O limite (1930), de Mário Peixoto. Enquanto a arte brasileira se concentrava no debate sobre a representação de diversos aspectos da identidade nacional por meio da pintura e da escultura, Edgar Brasil realizou uma fotografia de cinema que pode ser considerada radicalmente moderna, em termos formais, que se distinguiu tanto da fotografia de teor pictorialista que era feita nos fotoclubes quanto das imagens publicadas na imprensa da época.

2) As Fotoformas de Geraldo de Barros e o meio artístico brasileiro no pós-guerra
Geraldo de Barros foi um artista múltiplo, que se envolveu com diversas formas de arte, entre elas, a fotografia. A série Fotoformas, exibida no Museu de Arte de São Paulo (MASP), em 1951, expõe as interfaces de sua produção fotográfica com os campos da pintura, da gravura e do design. Trata-se de um trabalho híbrido também do ponto de vista estético, pois demonstra afinidades com a arte concreta e outras tendências da abstração. Sua trajetória em contato com grupos e debates variados ilumina aspectos essenciais da arte e do meio artístico brasileiro após 1945.

3) Alice Brill e os avessos da modernidade
A vida profissional da imigrante alemã Alice Brill, em especial suas investidas no campo da fotografia documental e seus trabalhos para o MASP. Nos anos 1950, Alice Brill fotografou a cidade de São Paulo a pedido de Pietro Maria Bardi para o projeto de um livro que acabou não sendo publicado. Seu olhar marginal, pois excluído do meio editorial na década de 1950, destoa das representações de uma metrópole moderna e imponente. A partir do ponto de vista de um transeunte, ela registrou o aspecto caótico dos prédios em construção, os bolsões de pobreza do centro e a população marginalizada ausente das imagens publicitárias.

4) Marcel Gautherot: antropologia e arquitetura
A obra de Marcel Gautherot no Brasil segue duas vertentes – uma ligada à arquitetura purista e outra de cunho antropológico –, que guardam estreita relação com o período de sua formação na França, nos anos 1920 e 1930. Os estudos em arquitetura, o interesse pela obra e as ideias de Le Corbusier e as experiências junto ao Museu do Homem, em Paris, direcionaram não apenas os temas aos quais ele se dedicou, mas as formas que estruturam sua maneira de documentar o Brasil.


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