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Contraste

Realidade e corrosão

fotolivros japoneses contemporâneos

Mostra

Entrada gratuita

12/4 a 30/10/2022

IMS Paulista

Biblioteca - 1º andar

Avenida Paulista, 2424
São Paulo/SP

Horário

Terça a domingo, incluindo feriados (exceto às segundas), das 10h às 20h. Última admissão: 30 minutos antes do encerramento.
Livros da exposição

Esta seleção de fotolivros japoneses contemporâneos é apresentada em diálogo estreito com a exposição Daido Moriyama: uma retrospectiva. A trajetória desse artista, iniciada nos anos 1960, acompanha grande parte da história da fotografia em seu país, e suas provocações e reflexões acerca da imagem influenciaram gerações de criadores. Mas como essa produção se desenvolveu, e com que cara chega ao século XXI? Neste breve panorama, em publicações dos anos 2000 em diante – quase todas feitas por editoras japonesas –, jovens fotógrafas e fotógrafos com trabalhos frescos se encontram com nomes já estabelecidos, mas que estão em constante revisão de seus procedimentos. Há convergências e caminhos que não se cruzam na pluralidade de temas abordados, porém há em todos um desejo de experimentar, de corroer e friccionar a realidade com imagens que ainda carregam as marcas da ousadia de seus antecessores, levando adiante a fotografia como ponto de ruptura e desestabilização.


Texto dos curadores

Esta seleção de fotolivros japoneses contemporâneos que integram o acervo da Biblioteca de Fotografia do IMS é apresentada em diálogo estreito com a exposição Daido Moriyama: uma retrospectiva. A trajetória desse artista – que, com mais de cinco décadas de trabalho, segue produzindo proficuamente – acompanha grande parte da história da fotografia em seu país, e suas provocações e reflexões acerca da imagem influenciaram e seguem balizando e inspirando gerações de criadores.

No fim dos anos 1960, Daido e seus colegas da revista Provoke sacudiram o mundo das imagens com grãos estourados, alto contraste e fotografias que desafiavam antigas normas e convenções. O Japão do pós-guerra reinaugurava o que se entendia por fotografia, e a prática no país passou a ser palco de experimentações radicais, tanto no campo conceitual quanto no técnico, com artistas que reinventaram o corpo, o consumo e o olhar para a guerra e para as cidades. Mas como essa produção se desenvolveu, e, mais especificamente, com que cara chega ao século XXI?

Este é um breve panorama – desde já incompleto, dado o tamanho reduzido do recorte – do que se tem feito em termos de fotolivros nesse tão prolífico país-ilha. Em publicações dos anos 2000 em diante, jovens fotógrafas e fotógrafos com trabalhos frescos se encontram com nomes já estabelecidos, mas que estão – da mesma forma que Moriyama – em constante reflexão e revisão de seus procedimentos e de sua linguagem. Quase a totalidade dos títulos, com poucas exceções, foi publicada por editoras japonesas.

Há entre eles uma pluralidade de temas, que muitas vezes se entrelaçam e se relacionam em diversos níveis: o estranhamento e o encantamento pelo cotidiano; a relação do ser humano com a natureza e com os desastres, naturais ou advindos de guerras ou de falhas técnicas; a maneira como imagens, fatos e objetos do passado perduram e encarnam outras possibilidades narrativas; as concepções de sociedade e família e os papéis dos indivíduos (impostos e reivindicados) nelas; a autoimagem, exacerbada ou negada; as performances de corpo e de gênero, individuais e em relações amorosas; a imagem da cidade, desprezada ou amada, com suas paisagens desoladas, festas populares e uma cultura fervilhante; e, principalmente, o olhar insistente para o fazer fotográfico como linguagem, desafiando gramáticas conservadoras e repressoras.

É o desejo de experimentar, de corroer e friccionar a realidade que segue movendo os fotógrafos japoneses, de meados de 1960 até hoje. Filhos e netos do pós-guerra, suas imagens ainda carregam as marcas da ousadia de seus antecessores, levando adiante a fotografia como ponto de ruptura e desestabilização.

 

Daniele Queiroz e Miguel Del Castillo, curadores

Vídeo

A cocuradora Daniele Queiroz apresenta as 13 obras que compõem a mostra.

Visitação

Entrada gratuita
12/4 a 30/10/2022

De terça a domingo, incluindo feriados (exceto às segundas), das 10h às 20h. Última admissão: 30 minutos antes do encerramento.
A entrada será liberada mediante apresentação do comprovante de vacinação e documento oficial com foto.

IMS Paulista - Biblioteca
Avenida Paulista, 2424 - São Paulo/SP

Contato (11) 2842-9120 // imspaulista@ims.com.br
Imprensa comunicacao@ims.com.br

Evento paralelo

Não há novos eventos previstos.

Os livros

Rinko Kawauchi 川内倫子 (Shiga, Japão, 1972)
HANABI (Tóquio: Little More, 2001)

Lieko Shiga 志賀理江子 (Aichi, Japão, 1980)
RASEN KAIGAN (Tóquio: Akaaka, 2013)

Kazuma Obara 小原一真 (Iwate, Japão, 1985)
SILENT HISTORIES (Barcelona: RM, 2015)

Miyako Ishiuchi 石内都 (Fujikura Yōko, Japão, 1947)
FROM HIROSHIMA (Tóquio: Kyuryudo, 2014)

Masashi Asada 浅田政志 (Mie, Japão, 1979)
ASADA-KE (Tóquio: Akaaka, 2012)

Kotori Kawashima 川島小鳥 (Tóquio, Japão, 1980)
MIRAI-CHAN (Tóquio: Nanarokucha, 2011)

Mayumi Hosokura 細倉真弓 (Quioto, Japão, 1979)
NEW SKIN (Londres: Mack, 2020)

Yurie Nagashima 長島 有里枝 (Nagano, Japão, 1973)
SELF-PORTRAITS (Nova York: Dashwood, 2020)

Photographer Hal フォトグラファー ハル (Tóquio, Japão, 1971)
PINKY & KILLER DX (Tóquio: Tosei-sha, 2007)

Yoshinori Mizutani 水谷吉法 (Fukui, Japão, 1987)
TOKYO PARROTS (Tóquio: Amana, 2014)

Great The KABUKICHO グレート・ザ・歌舞伎町
GREAT THE KABUKICHO (Doumori, 2015)

Takashi Homma ホンマタカシ (Tóquio, Japão, 1962)
THE NARCISSISTIC CITY (Londres: Mack, 2016)

Daisuke YOKOTA 横田大輔 (Saitama, Japão, 1983)
SITE/CLOUD (Tóquio: G/P Gallery, 2013)