Seminário Evandro Teixeira
O fotojornalismo hoje no Brasil e no exterior
Seminário
Quando
Evento gratuito
Inscrição a partir de 26/10.
Mais informações abaixo.
MAM Rio
Auditório da Cinemateca
Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ
Organizado pelo site Testemunha Ocular e pela Coordenadoria de Fotografia do Instituto Moreira Salles, em parceria com o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o seminário homenageará um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro, Evandro Teixeira, permitindo um profundo mergulho no universo da fotografia documental e do fotojornalismo hoje no Brasil e no exterior, frente ao panorama de profundas transformações no campo da fotografia, da comunicação eletrônica e da grande imprensa.
O seminário debaterá com diversos convidados e mediadores, em quatro mesas ao longo do dia, o legado autoral na fotografia documental e no fotojornalismo, a relevância contemporânea dos fotógrafos populares oriundos das periferias e comunidades segregadas do país, os arquivos fotográficos de imprensa e seu potencial de informação e documentação sobre a história do país e as ilustrações por algoritmo, imagens sintéticas ficcionais que disputam de forma crescente a atenção e o tempo de tela dos indivíduos e públicos conectados digitalmente, introduzindo novas questões e desafios para o campo do fotojornalismo e também para os próprios campos mais gerais da fotografia, das artes visuais, da memória, da história e da cultura contemporânea em sentido amplo.

Evento com interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais). | Evento com tradução simultânea Inglês/Português.
Organização:
Sergio Burgi e Mauro Ventura
Coordenadoria de Fotografia e site Testemunha Ocular / IMS
Parceria:

9h | Chegada
9h20 | Fala de abertura
9h40 às 11h10 | Mesa 1
O legado autoral na produção do fotojornalismo, a partir da trajetória, obra e arquivo do fotógrafo Evandro Teixeira
com Flavio Pinheiro, Gabriela Biló, Rogério Reis e mediação de Mauro Ventura
Flávio Pinheiro
Jornalista, com trajetória na Veja e no Estadão. Dirigiu o Caderno B do Jornal do Brasil e foi jurado do Prêmio Esso em 1984 e 1988. Superintendente do Instituto Moreira Salles de 2008 a 2020, é consultor do site Testemunha Ocular e editor do Pasmado/Substack.
Gabriela Biló
Fotojornalista brasileira, reconhecida pela cobertura de política. Autora de “Juízo Final” e “A Verdade Vos Libertará”, venceu o Jabuti em 2024 por este último, recebeu menção honrosa no World Press Photo (2024) e o Prêmio Gabo (2026). Começou no Estadão e hoje trabalha na Folha de S.Paulo.
Mauro Ventura
Jornalista desde 1985, com passagens por Isto É, Jornal do Brasil e O Globo**, como repórter, repórter especial, editor e colunista. No Globo, assinou de 2007 a 2018 a coluna “Dois Cafés e a Conta”. Venceu os prêmios Esso e Embratel com Tribunal do Tráfico e o Jabuti com O espetáculo mais triste da terra, sobre o incêndio do Gran Circo Norte-Americano. Também é autor da coletânea de crônicas PorVentura e coautor de Diário de uma angústia. É editor do site Testemunha Ocular, do IMS, dedicado à difusão e preservação do fotojornalismo brasileiro.
Rogério Reis
Fotógrafo, formado em Comunicação Social pela Universidade Gama Filho. Descobriu a fotografia nos anos 1970 com George Racz, no MAM-RJ, e nos cursos de Dick Welton e Alair Gomes. Integrou o grupo F4 nos anos 1980, participou de coletivas do Infoto/Funarte, atuou no Jornal do Brasil, O Globo e Veja e foi editor de fotografia do JB (1991–1996). Desde 2000 edita o acervo do ateliê Tyba. Recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte em 1999, com a série Na Lona. Em 2002, sua foto de Drummond em Copacabana (1982) virou estátua de bronze de Leo Santana e, no mesmo ano, inspirou o personagem do fotógrafo-editor em Cidade de Deus.
11h10 às 11h30 | Intervalo
11h30 às 13h | Mesa 2
A importância da preservação e difusão pública dos acervos fotográficos de imprensa como fonte essencial de informação e documentação visual histórica, potencializados hoje pelos recursos de pesquisa e contextualização associados à Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional do Brasil: os acervos fotográficos dos Diários Associados e do Jornal Correio da Manhã, preservados respectivamente no Instituto Moreira Salles e no Arquivo Nacional
com Alexandre Delarue, Maria do Carmo Rainho, Mauro Ventura e mediação de Sergio Burgi
Alexandre Delarue
Bibliotecário-conservador, museólogo, produtor cultural e fotógrafo, e cursa pós-graduação em Patrimônio Cultural no Cefet/RJ. Atua desde 1998 com conservação de bens culturais, pesquisa e catalogação, com passagens pela Biblioteca Nacional, Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) e IBGE. No IMS desde 2016, trabalha na organização e conservação preventiva de acervos e responde pelo inventário e tratamento do arquivo dos Diários Associados/RJ.
Maria do Carmo Rainho
Historiadora. Doutora em História Social pela UFF. É pesquisadora do Arquivo Nacional, onde chefia a Divisão de Pesquisa para Difusão. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, História da Fotografia, História da Moda, Cultura Visual. Entre os livros e textos publicados destacam-se Clothing, Visual Culture, and Photography em: The Study of Photography in Latin America; Moda e Revolução nos anos 1960; A cidade e a moda. Foi curadora da exposição Correio da Manhã: uma revolução de imagens nos anos 1960, realizada na Caixa Cultural, em 2018.
Mauro Ventura
Jornalista desde 1985, com passagens por Isto É, Jornal do Brasil e O Globo**, como repórter, repórter especial, editor e colunista. No Globo, assinou de 2007 a 2018 a coluna “Dois Cafés e a Conta”. Venceu os prêmios Esso e Embratel com Tribunal do Tráfico e o Jabuti com O espetáculo mais triste da terra, sobre o incêndio do Gran Circo Norte-Americano. Também é autor da coletânea de crônicas PorVentura e coautor de Diário de uma angústia. É editor do site Testemunha Ocular, do IMS, dedicado à difusão e preservação do fotojornalismo brasileiro.
Sergio Burgi
Coordenador e curador de Fotografia do Instituto Moreira Salles desde 1999. Formado em Ciências Sociais pela USP (1981), é mestre em Conservação Fotográfica pelo Rochester Institute of Technology (EUA, 1984) e coordenou o Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte, no Rio, entre 1984 e 1991.
13h às 14h30 | Almoço
14h30 às 16h | Mesa 3
O papel dos fotojornalistas de mídia alternativa que criam e produzem a partir das comunidades periféricas, como os fotógrafos populares ligados a projetos como Imagens do Povo, no contexto da reflexão sobre a importância e significado da fotografia documental hoje e à frente a partir desses olhares
com Bruno Itan, Monara Barreto, Salem da Rocinha e mediação de Barbara Copque
Barbara Copque
Pós-doutora em Ciências Sociais e professora adjunta da UERJ, onde coordena o Núcleo de Estudos Visuais em Periferias Urbanas, o grupo Afrovisualidades, a Rádio UERJ e o projeto MACP, e foi subchefe do Departamento de Formação de Professores (2020–2022). Pesquisa fotografia e violência institucional, tendo dado câmeras a crianças em situação de rua e levado câmeras aos presídios cariocas. Curadora de “Memórias Habitadas”, nos Sesc de Três Rios, Nova Friburgo e Teresópolis, também do FAIM e do coletivo Negras[fotos]grafias, tem obras no acervo do MAR e integra conselhos do Museu Afrodigital e do acervo Januário Garcia, do IMS, e do Instituto Sandro Lopes. Foi membro do Comitê de Antropologia Visual da ABA (2021–2023) e escreveu sobre cinco artistas para a 35ª Bienal de São Paulo. Tem um laboratório fotográfico no banheiro de casa e segue Saramago: “é necessário dar a volta nas coisas para vê-las melhor.”
Bruno Itan
Nasceu em Recife e vive desde a infância no Complexo do Alemão, no Rio. Começou na fotografia em 2008, no curso Memórias do PAC, do Governo Federal, e fundou o Olhar Complexo, que oferece aulas gratuitas a jovens de favelas, do Rio e de outras regiões do país. Autor do livro homônimo, retrata o cotidiano das favelas, destacando sua felicidade, potencial e simplicidade. Como fotojornalista, documenta operações policiais, como a do Complexo da Penha, considerada a mais letal da história recente.
Monara Barreto
Gestora do acervo fotográfico digital do Programa Imagens do Povo, do Observatório de Favelas. Mestre em Ciência da Informação (IBICT–UFRJ) e formada pela UFRJ em Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação. Pesquisa fotografia como documento, preservação da fotografia popular e memória, com foco nos espaços populares. Fotógrafa, formada pela Escola Fotógrafos Populares (Imagens do Povo/Observatório de Favelas) e integra o coletivo Fotografia Periferia e Memória. Atua também com organização de acervos bibliográficos, artísticos, digitais e físicos. “Minha fotografia perpassa pelas intencionalidades do registro de memória para as pessoas e lugares periféricos, valorizando a estética e cotidiano local.”
Salém da Rocinha (Kimberly Daniela Katrine)
Fotógrafa, diretora e artista visual nascida na Rua 4 da Favela da Rocinha e formada pelo Observatório de Favelas. Seu trabalho, de cores vibrantes, retrata o cotidiano da favela e desafia estereótipos**, reescrevendo a imagem associada à violência e à marginalidade. Inspirada por Sebastião Salgado, Gordon Parks e Zanele Muholi, afirma: “a favela não precisa ser explicada, mas vista em sua pluralidade”. Seu perfil @afotogracria reúne mais de 190 mil seguidores, um arquivo visual afetivo da Rocinha. Integra os coletivos Favelas na Mídia e Nós por Nós, que combatem a criminalização midiática das periferias.
16h às 16h20 | Intervalo
16h20 às 18h30 | Mesa 4
O fotojornalismo e a fotografia documental hoje, frente ao panorama de profundas transformações no campo da fotografia, da comunicação eletrônica e da grande imprensa, fortemente impactadas pela crescente e avassaladora presença de imagens produzidas por inteligência artificial generativa, também denominadas de imagens sintéticas
com Fred Richtin (participação online) e mediação de Sergio Burgi
Mesa com tradução simultânea inglês-português.
Fred Ritchin
Reitor emérito da Escola do Centro Internacional de Fotografia (ICP), onde fundou o programa de Fotografia Documental e Fotojornalismo, e foi nomeado reitor em 2014. Foi professor na NYU Tisch, codiretor do programa Fotografia e Direitos Humanos da Fundação NYU/Magnum, e editor de fotografia da The New York Times Magazine (1978–1982), da Horizon e editor executivo da CameraArts (1982–1983). Escreve e palestra internacionalmente sobre a revolução digital e é autor de The Synthetic Eye (2025).
Sergio Burgi
Coordenador e curador de Fotografia do Instituto Moreira Salles desde 1999. Formado em Ciências Sociais pela USP (1981), é mestre em Conservação Fotográfica pelo Rochester Institute of Technology (EUA, 1984) e coordenou o Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte, no Rio, entre 1984 e 1991.
19h | Filme
Evandro Teixeira. Instantâneos da realidade.
Paulo Fontenelle | Brasil | 2004, 76', 35mm
Quando
5/11/2026, quinta
Onde
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
Auditório da Cinemateca do MAM Rio
Av. Infante Dom Henrique, 85
Parque do Flamengo
Rio de Janeiro/RJ
Evento gratuito
Inscrição a partir de 26/10/2026.
É difícil desassociar o nome de Evandro Teixeira de qualquer evento no país na segunda metade do século XX. Em quase 70 anos de atividade, o baiano nascido em 1935 registrou o golpe militar de 1964, eternizou em imagens icônicas Pelé e Ayrton Senna, documentou fome e pobreza, mas também carnaval e festas populares. Um conjunto monumental, desde 2019 sob a guarda do IMS.


