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Araújo Porto-Alegre: singular & plural

IMS Rio de Janeiro

Rua Marquês de São Vicente, 476

Gávea - Rio de Janeiro/RJ

CEP 22451-040

Visitação

Exposição encerrada.
De 19 de fevereiro a 13 de abril de 2014.

Horário

De terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h

Contato

Tel.: (21) 3284-7400



Apresentação

Curadoria

Julia Kovensky

Leticia Squeff

Na Internet

#AraujoSingularPlural

Imprensa

(11) 3371-4455

comunicacao@ims.com.br

A exposição Araújo Porto-Alegre: singular & plural apresenta cerca de 90 obras de Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806-1879), com destaque para a sua produção gráfica. A curadoria é de Julia Kovensky, coordenadora de Iconografia do IMS, e Leticia Squeff, professora do departamento de História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foram reunidos desenhos feitos a grafite e a nanquim, aquarelas, esboços. Artista múltiplo, Porto-Alegre atuou como arquiteto, cenógrafo, crítico, historiador, escritor, jornalista e diplomata. Em busca da totalidade na obra de Porto-Alegre, a exposição também traz textos, poemas e projetos de arquitetura e cenografia.

O projeto expositivo partiu da intenção de levar ao público um álbum composto por desenhos e documentos que pertenceram ao autor. Esse álbum integra hoje o acervo do IMS. A maioria das obras, com datas variadas, abrange o período em que Porto-Alegre esteve na Europa pela primeira vez (1831-1837), acompanhando seu mestre Jean-Baptiste Debret, que voltara para a França definitivamente, e aprimorando sua formação como pintor.

A exposição propõe relacionar esses esboços a outras produções do autor e a obras de outros pintores aos quais esteve ligado, seja como professor ou como crítico. Para isso, além dos trabalhos que fazem parte do acervo do IMS, há obras que pertencem a outras instituições, como o Museu Nacional de Belas Artes, a Fundação Biblioteca Nacional, o Museu Julio de Castilhos, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli, o Museu d. João VI, o Museu Imperial e o Museu Histórico Nacional, além de coleções particulares.

O principal objetivo é mostrar a ampla atuação de Araújo Porto-Alegre no universo artístico brasileiro do século XIX e como suas ideias foram fundamentais para a sedimentação de uma cultura nacional.

Acompanha a exposição um catálogo que reúne imagens das obras de Porto-Alegre, uma seleção com seus escritos e uma cronologia, além de artigos sobre diversos aspectos da atuação do artista, feitos por especialistas convidados. O catálogo traz ainda reproduções fac-similares do álbum que está no Instituto Moreira Salles, do álbum de pinta-monos e de seu álbum de caricaturas.


Vídeo

Neste vídeo de Laura Liuzzi, as curadoras Leticia Squeff, professora de História da Arte da Unifesp, e Julia Kovensky, coordenadora de iconografia do IMS, apresentam o contexto ufanista em que Araújo Porto-Alegre se definiu como artista, para em seguida atuar amplamente no universo artístico brasileiro do século XIX com ideias fundamentais para a sedimentação de uma cultura nacional.


Sobre o artista

Manuel de Araújo Porto-Alegre (1806-1879) nasceu em Rio Pardo (RS) e, em 1827, já se encontrava no Rio de Janeiro. É uma das figuras mais desconcertantes da história da cultura e das artes no Brasil: muito citado, é também pouquíssimo conhecido. Entre suas diversas atividades, fez trabalhos de cenografia e decoração para teatro e para festas da monarquia; é considerado o autor das primeiras caricaturas realizadas no país; foi idealizador da estátua equestre de d. Pedro I, no Rio de Janeiro; escreveu algumas novelas, muitas peças para teatro e diversos poemas; esteve em cargos de poder em instituições de cultura importantes da época, como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), para a qual concebeu um amplo projeto de reformulação pedagógica, com enormes desdobramentos na arte brasileira da segunda metade do século XIX.

Exposição encerrada.

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