Anistia 79
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2026. 104min. Classificação a confirmar
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Em junho de 1979, centenas de exilados e militantes pela anistia no Brasil chegam em Roma, provenientes de vários países. É preciso uma intervenção efetiva no processo de abertura política, pois a ditadura militar não quer libertar os presos políticos e articula, por baixo dos panos, a extensão do benefício da anistia aos torturadores. Um jovem exilado filma o evento e guarda os negativos num porão, em Paris, por quase 50 anos.
Anita Leandro é uma professora universitária que se dedica há vários anos à pesquisa histórica sobre o período da ditadura militar no Brasil, sobre o qual versa também seu filme Retratos de identificação (2014). Desde 2016, quando descobriu o material de arquivo em torno do qual Anistia 79 é construído, localizou pessoas que apareciam nas imagens, militantes da resistência brasileira, muitos dos quais ela já conhecia há muito tempo.
“A questão do material de arquivo é muito delicada. Eu trato os arquivos como sobreviventes da história, sobreviventes muito particulares”, comenta a diretora em entrevista a Bruno Carmelo para o portal Meio Amargo. Esse material sobreviveu por um triz, quase por infração – afinal, ele se relaciona com um período da ditadura muito particular, que nós conhecemos pouco ainda. Nós ainda ignorávamos a Conferência de Roma, o conteúdo dela e a magnitude desse encontro, ou seja, a importância dele para as esquerdas brasileiras e o debate sobre democracia no mundo. Este é um registro raro da diáspora brasileira no exílio. As pessoas ali foram muito importantes na resistência à ditadura e não restava nenhuma imagem em movimento”.
“Então como trabalhar este material que é testemunho vivo de um período desconhecido, com tantas pessoas importantes pra gente? Você tem ali nomes importantes da luta armada, como Apolônio de Carvalho, um dos maiores intelectuais brasileiros da luta política. Você tem Manoel da Conceição, pedagogo, um dos maiores líderes camponeses que esse país já conheceu. Naquele encontro, nós temos três gerações. Você tem os veteranos, esses que eu acabei de citar. Você tem a geração de 1968, e tem a nova geração, nascida no exílio. São quatro ou cinco crianças que aparecem”.
“Eu não faço entrevistas. Fui jornalista por tempo suficiente para entender que a entrevista no documentário é de pouca valia. Ela vale no documentário estritamente informativo, mas aí não é mais documentário, é reportagem, é outra coisa. O próprio [Eduardo] Coutinho não fazia entrevistas, ele mesmo falava: ‘são conversas’. Não tem pergunta exatamente. No nosso caso, o arquivo é essa delimitação. As pessoas falam diante e a partir da imagem. Elas vão e voltam a essa imagem o tempo todo, toda fala gira em torno daquele evento. Mas ali as pessoas estão livres para lembrarem de outras coisas, do que veio antes, do que veio depois, e, sobretudo, para elaborarem uma memória que às vezes é muito mais afetiva do que histórica. Aquele material afeta cada espectador de uma forma diferente. O espectador jovem de hoje vai ver com um olhar de curiosidade, de identificação ou não. A pessoa que viveu aquilo ali, que está presente nas imagens, recebe esse material com muita emoção. São os amigos delas, ou são elas próprias quando eram jovens. Tem vários amigos, parentes, pessoas queridas. Essa memória afetiva constitui a memória histórica também”.
Ao estrear este ano na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes, Anistia 79 recebeu os prêmios de Melhor Filme concedidos pelos júris oficial e popular.
Entrevista da diretora Anita Leandro ao portal Meio Amargo (na íntegra) ►
Contém recursos de acessibilidade: em Libras, legendas descritivas e audiodescrição. Para retirar o equipamento com recursos, consulte a bilheteria do IMS Paulista. Em caso de dúvidas, entrar em contato pelo telefone (11) 2842-9120 ou pelo e-mail [email protected]

| 20/08 quinta-feira | 20h |
|---|---|
| 21/08 sexta-feira | 15h50 |
| 22/08 sábado | 18h50 |
| 23/08 domingo | 20h |
| 25/08 terça-feira | 17h20 |
| 28/08 sexta-feira | 17h20 |
| 22/08 sábado | 16h |
|---|---|
| 23/08 domingo | 17h30 |
| 28/08 sexta-feira | 19h |
Vendas
Os ingressos do cinema podem ser adquiridos online ou na bilheteria do centro cultural, mais informações abaixo.
Meia-entrada
Com apresentação de documentos comprobatórios para professores da rede pública, estudantes, crianças de 3 a 12 anos, pessoas com deficiência, portadores de Identidade Jovem e maiores de 60 anos.
Cliente Itaú
Desconto de 50% para o titular ao comprar o ingresso com o cartão Itaú (crédito ou débito). Ingressos e senhas sujeitos à lotação da sala.
Devolução de ingressos
Em casos de cancelamento de sessões por problemas técnicos e por falta de energia elétrica, os ingressos serão devolvidos. A devolução de entradas adquiridas pelo ingresso.com será feita pelo site.
IMS Paulista
Ingressos: terça, quarta e quinta: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia); sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Bilheteria: de terça a domingo, das 12h até o início da última sessão de cinema do dia, na Praça, no 5º andar.
Os ingressos para as sessões são vendidos na recepção do IMS Paulista e pelo site ingresso.com. A venda é mensal e os ingressos são liberados no primeiro dia de cada mês.
Não é permitido o consumo de bebidas e alimentos na sala de cinema.
IMS Poços
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Bilheteria: de terça a sexta, das 13h às 19h. Sábados e domingos, das 9h às 19h, na recepção do IMS Poços.
Os ingressos para as sessões são vendidos na recepção do IMS Poços e pelo site ingresso.com. A venda é mensal e os ingressos são liberados no primeiro dia de cada mês. Os preços variam de acordo com o filme ou a mostra.
Não é permitido o consumo de bebidas e alimentos na sala de cinema.
