Bye bye Brasil

Direção

Carlos Diegues

Informações

Brasil
1979. 100min. 18 anos

Formato de exibição

35mm

Uma trupe de artistas ambulantes viaja pelo interior do Brasil. Um caminhão colorido carrega a Caravana Rolidei e suas atrações – Salomé, a Rainha da Rumba, Lorde Cigano, o Imperador dos Mágicos e dos Videntes, e Andorinha, o Rei dos Músculos. A eles se juntam o sanfoneiro Ciço e sua esposa, Dasdô. Fazendo espetáculos e fugindo da concorrência da televisão, atravessam o Nordeste e o Norte do país, do vale do São Francisco até a rodovia Transamazônica.

Com José Wilker, Betty Faria e Fábio Júnior no elenco, a equipe viajou por cerca de 15 mil quilômetros para filmar o trajeto da caravana. Em texto publicado na edição de 3 de fevereiro de 1980 do Jornal do Brasil, cerca de duas semanas antes da estreia comercial do filme, Carlos Diegues escreve:

Bye Bye Brasil é o meu sonho sobre isso que se convencionou chamar de realidade brasileira. Ou seja, mais uma modesta versão pessoal, uma das muitas versões possíveis sobre alguns aspectos do que ocorre com o mundo e as pessoas mais próximas de mim. [...] Só que agora a mágica do cinema, o mistério da sua luz, captura um país em transe, onde convivem no mesmo espaço/tempo o moderno e o arcaico, a riqueza e a pobreza, a selva e a poluição, a comédia e a tragédia, numa situação-limite que pode estar anunciando a civilização do século XXI.

Porque, embora o coração tente me dizer que o apocalipse já começou, é preciso acreditar que ele é inevitável e que a soma de cada uma de nossas esperanças será o seu principal bloqueio. Se cada um de nós acreditar firmemente que a autodestruição não é uma fatalidade da história humana, talvez aí comecem a dar certo as mágicas trabalhadas pelos alquimistas dos anos 1960. Talvez aí a ideia brilhe vitoriosa sobre a mesquinhez dos interesses.

Atormentada obsessão daqueles alquimistas, o Brasil é o personagem principal deste filme. Um Brasil que você ainda não viu, que surpreende a mim mesmo sempre que revejo. Acabou-se o tempo da pirraça. Bye Bye Brasil é um filme onde se procura demonstrar que só é possível transformar a partir do transformado, com prazer e direito à felicidade. O cinema não pode ser uma reflexão olímpica sobre a realidade, ele precisa ser um dos reflexos dela.”

O filme fez parte da seleção oficial do Festival de Cannes, em 1980, após um período de nove anos sem produções brasileiras indicadas para o evento.

Íntegra do texto de Carlos Diegues.


Programação

Não há sessões previstas para esse filme no momento.


Ingressos

Os ingressos para as sessões de cinema do IMS são vendidos nas bilheterias dos centros culturais e no site ingresso.com.

As bilheterias vendem ingressos apenas para as sessões do dia. No site, as vendas são semanais: a cada quinta-feira são liberados ingressos para as sessões que acontecem até a quarta-feira seguinte.

IMS Paulista
R$8 (inteira) e R$4 (meia).
Bilheteria: de terça a domingo, das 10h até o início da última sessão de cinema do dia, na Praça, no 5º andar.

IMS Rio
R$8 (inteira) e R$4 (meia).
Bilheteria: de terça a domingo, das 11h até o início da última sessão de cinema do dia, na recepção.