Macunaíma

Direção

Joaquim Pedro de Andrade

Informações

Brasil
1969. 108min. 14 anos

Formato de exibição

35mm - Cópia restaurada

Debate

IMS Rio: 21/10, às 16h

Sinopse

Macunaíma, uma adaptação da rapsódia de Mário de Andrade, é a história de um anti-herói, ou "um herói sem nenhum caráter", nascido no fundo da mata virgem. Preto vira branco, troca a mata pela cidade, onde vive acompanhado de seus irmãos. Segue um caminho zombeteiro, conhecendo e amando a guerrilheira Ci e enfrentando o vilão milionário, Venceslau Pietro Pietra, para reconquistar o amuleto que herdara de Ci, o muirakitã.

“Escrevi duas adaptações que me consumiram quatro meses, mais ou menos de fevereiro a junho de 1968. Na primeira, eu tentava racionalizar, de certa forma domar o livro. Mas as coisas colidiam. Iam em várias direções, e não se completavam. Já na segunda, quando entendi que Macunaíma era a história de um brasileiro que foi comido pelo Brasil, as coisas ficaram mais coerentes e os problemas começaram a ser resolvidos uns atrás dos outros. [...]

Procurei fazer um filme sem estilo predeterminado. Seu estilo seria não ter estilo. Uma antiarte, no sentido tradicional da arte. [...] Não existem nele concessões ao bom gosto. Já me disseram que ele é porco. Acho que é mesmo, assim como a graça popular é freqüentemente porca, inocentemente porca como as porcarias ditas pelas crianças.” (Joaquim Pedro de Andrade, material de divulgação para o lançamento comercial do filme, 1969)

Naquele ano, a censura exigiu classificação indicativa de 18 anos e impôs 15 cortes no filme, a maior parte referente a nus, a palavrões e ao texto “Muita saúva e pouca saúde os males do Brasil são”. Joaquim Pedro conseguiu negociar e reduzir o número de cortes. 10 anos após seu lançamento, Macunaíma foi relançado nos cinemas sem cortes e recomendado para maiores de 16 anos. No cartaz, a frase “Aaai que preguiça!!!” foi substituída por “Agora sem cortes!!!”.

No Festival de Brasília de 1969, o longa recebeu os prêmios de: Melhor Ator (Grande Otelo), Melhor Coadjuvante (Jardel Filho), Melhor Argumento (Joaquim Pedro), Melhor Roteiro (Joaquim Pedro), Melhor Diálogo (Joaquim Pedro), Melhor Cenografia (Anísio Medeiros) e Melhor Figurino (Anísio Medeiros). Em 2004, sua cópia restaurada e sem cortes foi exibida no Festival de Cannes, na mostra Cannes Classics.

[Textos disponíveis em: bit.ly/jpa-mcn]


Debate

IMS Rio
21 de outubro de 2018, às 16h
Após a sessão, haverá um debate com Carlos Augusto Calil

Carlos Augusto Calil (1951) é, desde 1987, professor do Departamento de Cinema, Televisão e Rádio da ECA/USP. Foi diretor e presidente da Embrafilme - Empresa Brasileira de Filmes S.A (1979-86), diretor da Cinemateca Brasileira (1987-92), diretor do Centro Cultural São Paulo (2001-2005), Secretário Municipal de Cultura de São Paulo (2005-2012). Realizador de documentários em filme e vídeo, em 2016 foi curador da exposição permanente montada na casa em que viveu Mário de Andrade. É autor de mais de 130 artigos, resenhas e ensaios e editor / organizador de mais de 30 publicações sobre cinema, iconografia, teatro, história e literatura, dedicados a autores como Paulo Emílio Sales Gomes, Blaise Cendrars, Alexandre Eulalio, Glauber Rocha, Leon Hirszman, Joaquim Pedro de Andrade, Federico Fellini, Paulo Prado, Vinicius de Moraes, David E. Neves, Mário de Andrade. Curador da obra cinematográfica de Glauber Rocha, por designação do próprio cineasta, e da de Leon Hirszman, por solicitação de seus herdeiros.


Programação

Não há sessões previstas para esse filme no momento.


Ingressos

Os ingressos para as sessões de cinema do IMS são vendidos nas bilheterias dos centros culturais e no site ingresso.com. 
 
As bilheterias vendem ingressos apenas para as sessões do dia. No site, as vendas são semanais: a cada quinta-feira são liberados ingressos para as sessões que acontecem até a quarta-feira seguinte.
 
IMS Rio
R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)
Bilheteria: de terça a domingo, das 11h até o início da última sessão de cinema do dia, na recepção.