Por Dentro do Acervo
Despertando “Quintanares”
Mario Quintana, cujos 20 anos de morte se completaram em 5 de maio de 2014, foi, sem dúvida, um dos poetas brasileiros mais engajados – com a (sua) poesia. Isto porque o homem que marchou voluntariamente para o Rio de Janeiro em 1930 é diferente do poeta que se orgulhava de nunca ter pertencido a uma escola literária. Nesse sentido, vida e obra não se confundem. (Lyza Brasil)
Retratos de Chico Albuquerque
A trajetória profissional de Chico Albuquerque no campo fotográfico é alicerçada no retrato. Em meados da década de 1940, já atuando profissionalmente, faz estágio nos estúdios dos fotógrafos alemães Erwin von Dessauer e Stefan Rosenbauer, estabelecidos no Rio de Janeiro.
Marc Ferrez e o Brasil oitocentista
Preciosa documentação visual do Brasil oitocentista integra o acervo Marc Ferrez no IMS, incluindo imagens de diversas regiões do país, cenas urbanas, estradas de ferro em construção, além de personagens que expressam as diferentes camadas sociais e ocupações de trabalho, bem como a diversidade étnica brasileira.
Chico Albuquerque e a fotografia de publicidade em São Paulo
A publicidade brasileira dos anos 1940 e 1950 é marcada por um intenso processo de profissionalização e internacionalização do setor, em especial no período pós-guerra. É nesse contexto que Chico Albuquerque inicia, em 1949, seu trabalho pioneiro junto às agências de publicidade nacionais e internacionais instaladas em São Paulo, como J.W. Thompson, Standard, McCann, Lintas, Alcântara Machado e outras.
Rachel e o golpe
A escritora Rachel de Queiroz colaborou intensamente com o golpe de 1964 e contava isto sem constrangimento. Isabel Lustosa escreve sobre a entrevista que a escritora concedeu a ela em 1993, repleta de revelações sobre a cena política da época, faz um paralelo com a situação política atual e menciona possibilidades de estudos sobre o golpe de 1964.
A Caravana Farkas
Thomaz Farkas deu início, em 1964, à produção de quatro documentários fundamentais na cinematografia brasileira. Um deles é Viramundo, sobre a chegada de milhares de migrantes nordestinos a São Paulo. As imagens feitas por Farkas durante as filmagens ampliam a compreensão do assunto e do país. (Sergio Burgi)
O braço direito, um livro cult
Ana Miranda, que trabalhou na versão final do livro O braço direito, em 1993, analisa o único romance de Otto Lara Resende, livro que “pode ser lido pelo viés do sentimento e pelo da razão”. Para ela, há na narrativa “um labirinto sem saída, um horizonte sinuoso, intransponível”. Mas também há “uma linha contínua de graça, senso de humor, enlevo”.
