Classificação indicativa da sessão: 16 anos

Carol Rodrigues | Brasil | 2019, 14', DCP (Manjericão Filmes) | Classificação indicativa: 14 anos
Duas meninas fogem juntas da polícia depois de uma manifestação. Apesar da violência, buscam uma forma de viver o seu desejo.
Por ocasião da estreia de Criadas, longa-metragem de Carol Rodrigues, o Cinema do IMS exibe o curta A felicidade delas. Exibido em mais de 20 festivais desde sua estreia, o filme recebeu, entre outros, os prêmios do Júri da Crítica e de Melhor Fotografia, para Julia Zakia, no For Rainbow– Festival de Cinema e Cultura da Diversidade Sexual de Fortaleza, em 2019. Em entrevista de janeiro de 2020 ao portal Alagoar, a cineasta aborda a relação entre corpos e espaços em seus filmes e faz uma menção a Criadas, que à época ainda era um projeto:
“Pra mim, de forma geral, eu acho que quando a gente tá falando de nós, oprimidos de forma geral (mulheres, negros, LGBTs), a gente tá falando de nos colocar sempre a escanteio, à margem, nos lugares do sistema de forma geral, e o processo naquilo que eu acredito é justamente a gente ir nesses lugares, ocupar esse lugares, até o ponto de encontrar essas brechas, essas falhas, essas vulnerabilidades, onde a gente pode reconstruir nossa própria existência, nossas referências, e implodir tudo isso e repensar o nosso próprio local, reconstruir esse mundo assim. Um amigo meu fala que todos os filmes meus basicamente são personagens vivendo sob uma grande pressão, e que de repente explodem de alguma forma, de várias formas específicas. No meu longa que eu tô fazendo agora [Criadas], acontece a mesma coisa: são duas personagens buscando uma forma de existir até chegarem no ponto que explodem, em que destroem. Eu acredito na violência como uma forma de atuação no mundo, a violência de várias formas, não só do ato agressivo em si, mas a violência sutil. Por acreditar nisso, que esses personagens estão sempre vasculhando a cidade, tentando encontrar uma forma de tomar ela pra si. E especificamente em A felicidade delas, gosto da ideia de ter um mecanismo que vai revelando o lugar aos poucos, delas terem esse pequeno aparelho na mão em que elas vão aos poucos iluminando isso, elas também tão tateando a própria relação entre elas. Que afinal de contas, na vida mesmo, a gente tateia, a gente pode ter todas as certezas do mundo, mas, ainda assim, nós estamos andando, tateando no meio do escuro”.
Entrevista da diretora Carol Rodrigues ao portal Alagoar (na íntegra) ►
Lesbian Space Princess
Emma Hough Hobbs, Leela Varghese | Austrália | 2025, 87', DCP (Synapse) | Classificação indicativa: 16 anos
Saira, a princesa lésbica espacial, parte em uma missão na gayláxia para resgatar sua ex-namorada das garras dos homeliens héteros brancos. Com uma nave problemática e uma amiga cantora voz e violão, ela descobre que o verdadeiro poder vem de dentro.
A sapatona galáctica é dirigido por duas artistas que são também parceiras de vida. Em entrevista ao portal The Queer Review, Leela Varghese comenta sobre a estruturação dos personagens: "Teve muito a ver com o empoderamento do nosso público-alvo, que são lésbicas e a comunidade LGBTQIA+. Queríamos criar uma escapatória. É uma fuga da realidade. É assim que sempre enxergamos esse filme. É uma diversão. Ele não se leva muito a sério. Venha ao cinema, assista a algo fora desse mundo e se divirta".
"Quando você inverte a dinâmica de hoje”, Emma Hough Hobbs complementa, “você coloca personagens queer, femininas e racializadas no centro do filme, e essa identidade não as define, porque isso é a norma no mundo que estamos criando. Ao fazer o inverso, temos os incels do futuro, que são a nova comunidade marginalizada nesse mundo. Apontamos as semelhanças entre o que eles podem estar sentindo e o que nós sentimos, porque há muitos paralelos entre a personagem principal e os Straight White Maliens. Os dois só querem conquistar a garota, mas precisam perceber que não é necessariamente disso que precisam".
IMS Poços
7/6/2026, domingo
16h - A felicidade delas + A sapatona galáctica
Vendas
Os ingressos do cinema podem ser adquiridos online ou na bilheteria do centro cultural, mais informações abaixo.
Meia-entrada
Com apresentação de documentos comprobatórios para professores da rede pública, estudantes, crianças de 3 a 12 anos, pessoas com deficiência, portadores de Identidade Jovem e maiores de 60 anos.
Cliente Itaú
Desconto de 50% para o titular ao comprar o ingresso com o cartão Itaú (crédito ou débito). Ingressos e senhas sujeitos à lotação da sala.
Devolução de ingressos
Em casos de cancelamento de sessões por problemas técnicos e por falta de energia elétrica, os ingressos serão devolvidos. A devolução de entradas adquiridas pelo ingresso.com será feita pelo site.
IMS Poços
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Bilheteria: de terça a sexta, das 13h às 19h. Sábados e domingos, das 9h às 19h, na recepção do IMS Poços.
Os ingressos para as sessões são vendidos na recepção do IMS Poços e pelo site ingresso.com. A venda é mensal e os ingressos são liberados no primeiro dia de cada mês. Os preços variam de acordo com o filme ou a mostra.
Não é permitido o consumo de bebidas e alimentos na sala de cinema.
