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Coletivo Lakapoy

O Coletivo Lakapoy (Terra Indígena Sete de Setembro, RO) investiga a relação do povo Paiter Suruí com a imagem por meio da reunião e digitalização de seus acervos familiares. Foi fundado em 2022 por Ubiratan Suruí, primeiro fotógrafo profissional de seu povo, e hoje é composto por pessoas indígenas e não indígenas: além de Ubiratan Suruí, Txai Suruí, ativista e líder do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, e Gabriel Uchida, fotógrafo e cineasta que trabalha desde os anos 2010 com o povo Paiter Suruí. O Coletivo visa conservar as narrativas e tradições guardadas pela fotografia, com a construção de um arquivo visual formado por imagens históricas e contemporâneas.

O projeto Gente de verdade foi apresentado na revista ZUM #20 e selecionado para a Bolsa ZUM/IMS 2023, permitindo que o Coletivo ampliasse a investigação do acervo e realizasse novas fotografias do povo. Em 2025, o arquivo reunido e construído pelo coletivo, com mais de 800 imagens, além de fotos novas e vídeos, foi apresentado na exposição Paiter Suruí, Gente de verdade. Um projeto do Coletivo Lakapoy, com curadoria de Txai Suruí, Lahayda Mamani Poma e Thyago Nogueira.

Parte das reproduções expostas foi integrada à Coleção de Arte Contemporânea do IMS.


Obras

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Mopiri Suruí, Aldeia Lapetanha, sem data Com as fotografias que recebeu de antropólogos que visitavam o território Paiter, o cacique Mopiri criou um mural de fotos em sua casa, transformando as paredes, que também era compartilhada com as pessoas que visitavam sua aldeia. Autoria desconhecida. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 77 x 52,4 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #1

Coletivo Lakapoy

Mopiri Suruí, Aldeia Lapetanha, sem data. Autoria desconhecida.

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 77 x 52,4 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Jogo de futebol feminino, Aldeia Lapetanha, c. 1986 As partidas de futebol entre as aldeias Lapetanha e Joaquim marcaram época. As mulheres jogavam equipadas apenas com vestidos fornecidos pela Funai. Esses jogos, que também envolviam outros clãs, davam prêmios para os vencedores, que incluíam artesanatos, carne de caça e outros itens tradicionais, transformando-se em um importante momento de integração entre as comunidades. A rivalidade saudável e a troca de presentes criavam um clima de festa e união, fortalecendo os laços entre os diferentes grupos e núcleos familiares. Foto da missionaria Tine Wand Mer. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 92 x 67,3 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #2

Coletivo Lakapoy

Jogo de futebol feminino, Aldeia Lapetanha, c. 1986. Foto da missionária Tine Wand Mer.

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 92 x 67,3 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Uratûg Suruí e Tupinamba Suruí, Aldeia Lapetanha, c. 1983 No passado, com o surgimento de várias aldeias, a própria Funai iniciou a demarcação de áreas de floresta para transformá-las em pastagens, distribuindo cabeças de gado para as comunidades. No entanto, como não havia o costume nem o conhecimento necessário para cuidar dos animais, o gado era frequentemente deixado solto nas aldeias. Alguns mais mansos acabavam se tornando companhia para as crianças, que brincavam com eles na comunidade. Autoria desconhecida. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 77 x 53,3 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #3

Coletivo Lakapoy

Uratûg Suruí e Tupinamba Suruí, Aldeia Lapetanha, c. 1983. Autoria desconhecida

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 77 x 53,3 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Napo Suruí e Elza Pamoga Suruí, Aldeia Gabgir, anos 1990 O casal Napo e Pamoga durante o Mapimai – ritual em que comemoramos a criação do mundo. No passado, éramos divididos em vários clãs, mas as guerras e, principalmente, o contato diminuíram drasticamente nossa população. Hoje só restaram Gameb, Makor e Gabgir, todos de linhagem próxima, e Kaban, que surgiu de uma mistura com o povo Cinta Larga, etnia também falante do tupi-mondé. Nessas cerimônias, participam apenas dois grupos, que travam uma disputa com o uso da chicha, bebida fermentada que pode ser de mandioca, cará, milho ou batata-doce. O clã anfitrião prepara centenas de litros, e os convidados têm que beber tudo até o final, caso contrário são tidos como derrotados. Artesanatos devem ser oferecidos em troca da bebida, e a festa também envolve pintura, música e dança. Antes do contato, que aconteceu em 1969, o ritual era comum e durava várias semanas, mas hoje raramente acontece. Autoria desconhecida. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 74 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #4

Coletivo Lakapoy

Napo Suruí e Elza Pamoga Suruí, Aldeia Gabgir, anos 1990. Autoria desconhecida

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 52 x 74 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Agamenon Suruí, Aldeia Lapetanha, 2024 A maloca tradicional de Agamenon ficou muito velha após 5 anos. Ele então convidou todos os filhos homens para derrubar a casa velha e construir uma nova maloca no mesmo local. Toda a estrutura da casa é construída da forma tradicional, usando cipós, casca de madeiras, palhas de babaçu e outros materiais da floresta. Foto de Coletivo Lakapoy. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 66 x 98 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #5

Coletivo Lakapoy

Agamenon Suruí, Aldeia Lapetanha, 2024. Foto de Coletivo Lakapoy

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 66 x 98 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Uratûg Suruí, Tupinambá Suruí e Moyxín Suruí, Aldeia Lapetanha, c. 1980 Comendo ingá nativo da floresta. Antigamente, a época dessa fruta era um momento de felicidade para nós. As famílias se reuniam e viajavam longe para comer direto das árvores no meio da mata. Muitos traziam balaios cheios para os que tinham ficado na aldeia. Com o tempo, fomos plantando frutas nativas mais perto de nossas casas. Foto de Betty Midlin (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 70,6 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #6

Coletivo Lakapoy

Uratûg Suruí, Tupinambá Suruí e Moyxín Suruí, Aldeia Lapetanha, c. 1980. Foto de Betty Mindlin

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 52 x 70,6 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS


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