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Coletivo Lakapoy

O Coletivo Lakapoy (Terra Indígena Sete de Setembro, RO) investiga a relação do povo Paiter Suruí com a imagem por meio da reunião e digitalização de seus acervos familiares. Foi fundado em 2022 por Ubiratan Suruí, primeiro fotógrafo profissional de seu povo, e hoje é composto por pessoas indígenas e não indígenas: além de Ubiratan Suruí, Txai Suruí, ativista e líder do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, e Gabriel Uchida, fotógrafo e cineasta que trabalha desde os anos 2010 com o povo Paiter Suruí. O Coletivo visa conservar as narrativas e tradições guardadas pela fotografia, com a construção de um arquivo visual formado por imagens históricas e contemporâneas.

O projeto Gente de verdade foi apresentado na revista ZUM #20 e selecionado para a Bolsa ZUM/IMS 2023, permitindo que o Coletivo ampliasse a investigação do acervo e realizasse novas fotografias do povo. Em 2025, o arquivo reunido e construído pelo coletivo, com mais de 800 imagens, além de fotos novas e vídeos, foi apresentado na exposição Paiter Suruí, Gente de verdade. Um projeto do Coletivo Lakapoy, com curadoria de Txai Suruí, Lahayda Mamani Poma e Thyago Nogueira.

Parte das reproduções expostas foi integrada à Coleção de Arte Contemporânea do IMS.


Obras

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7 - Itabira Suruí e Sandra Suruí e criança Paiter Suruí Aldeia Lapetanha, anos 1990 A convivência com os brancos introduziu novos costumes e valores no território Paiter Suruí. Nesta foto, Itabira havia decidido expressar seu amor por Sandra com um beijo na boca da esposa. A demonstração, porém, foi motivo de gargalhadas para os indígenas presentes, já que o ato do casal tocando os lábios não existia na cultura Paiter, ou seja, não havia beijo na boca antes do contato com os não indígenas. Autoria desconhecida. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 71,5 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #7

Pamadeli Suruí, Aldeia Lobó, c. 1993 Após ser questionado pelos filhos e pela esposa sobre as fotografias com várias outras mulheres que guardava, Pamadeli precisou tomar uma decisão: rasgar determinadas partes. Autoria desconhecida. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 106 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #8

Xamaway Suruí e Clederson Suruí, Aldeia Apoena Meirelles, c. 2004 O makor sih é um instrumento essencial nas disputas entre clãs durante a festa do Mapimai. Seu interior é preenchido com uma bebida fermentada chamada de chicha, e é feito um furo na parte inferior da peça para a saída do líquido. Por conta da pressão, grandes quantidades de chicha são lançadas em poucos segundos para embriagar os integrantes do clã alheio, que perdem a disputa caso não consigam consumir toda a bebida. Autoria desconhecida.(Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 75,5 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #9

Kabena Cinta Larga, aldeia Lapetanha, 2024 Em 2018, Kabena Cinta Larga foi uma das protagonistas de destaque no longa-metragem 'Ex-Pajé'. O filme aborda sua dolorosa experiência após ser picada por uma cobra venenosa e como, devido à ausência do grande líder espiritual de seu povo, ela esteve à beira da morte. A obra, que recentemente esteve disponível na Netflix, também oferece uma profunda reflexão sobre a vulnerabilidade dos povos indígenas, que se encontram sem seus guardiões espirituais em função da crescente influência e do domínio das igrejas evangélicas sobre os pajés. Foto de Coletivo Lakapoy. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 66 x 98 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #10

Diana Suruí e Mepoy Suruí Aldeia Lobó, c. 1984 Entre os Paiter Suruí, existe uma tradição ancestral de casamento avuncular, ou seja, a união entre uma mulher e seu tio materno. Essa prática, transmitida de geração em geração, é um dos pilares da cultura Paiter, porque fortalece os laços familiares e perpetua a identidade do clã. Ao casar-se com Mepoy, Diana seguiu essa tradição milenar, contribuindo para a preservação dos costumes do nosso povo. Autoria desconhecida.(Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 62 x 82,6 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #11

Pamadeli Suruí, Aldeia Lapetanha, c. 1984 Além de ser um dedicado agente indígena de saúde (AIS), Pamadeli era apaixonado por fotografia. Seu olhar atento capturava a vida na aldeia, desde os momentos mais simples até os mais significativos. Seus registros, que documentam a rotina, as celebrações e as pessoas da nossa comunidade, formam hoje um acervo fotográfico de inestimável valor, um dos maiores do povo Paiter Suruí. Foto de Miguel Suruí. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 74,4 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #12

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7 - Itabira Suruí e Sandra Suruí e criança Paiter Suruí Aldeia Lapetanha, anos 1990 A convivência com os brancos introduziu novos costumes e valores no território Paiter Suruí. Nesta foto, Itabira havia decidido expressar seu amor por Sandra com um beijo na boca da esposa. A demonstração, porém, foi motivo de gargalhadas para os indígenas presentes, já que o ato do casal tocando os lábios não existia na cultura Paiter, ou seja, não havia beijo na boca antes do contato com os não indígenas. Autoria desconhecida. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 71,5 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #7

Coletivo Lakapoy

Itabira Suruí e Sandra Suruí e criança Paiter Suruí. Aldeia Lapetanha, anos 1990. Autoria desconhecida

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 52 x 71,5 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Pamadeli Suruí, Aldeia Lobó, c. 1993 Após ser questionado pelos filhos e pela esposa sobre as fotografias com várias outras mulheres que guardava, Pamadeli precisou tomar uma decisão: rasgar determinadas partes. Autoria desconhecida. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 106 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #8

Coletivo Lakapoy

Pamadeli Suruí, Aldeia Lobó, c. 1993. Autoria desconhecida

Xamaway Suruí e Clederson Suruí, Aldeia Apoena Meirelles, c. 2004 O makor sih é um instrumento essencial nas disputas entre clãs durante a festa do Mapimai. Seu interior é preenchido com uma bebida fermentada chamada de chicha, e é feito um furo na parte inferior da peça para a saída do líquido. Por conta da pressão, grandes quantidades de chicha são lançadas em poucos segundos para embriagar os integrantes do clã alheio, que perdem a disputa caso não consigam consumir toda a bebida. Autoria desconhecida.(Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 75,5 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #9

Coletivo Lakapoy

Xamaway Suruí e Clederson Suruí, Aldeia Apoena Meirelles, c. 2004. Autoria desconhecida.

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 52 x 75,5 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Kabena Cinta Larga, aldeia Lapetanha, 2024 Em 2018, Kabena Cinta Larga foi uma das protagonistas de destaque no longa-metragem &#039;Ex-Pajé&#039;. O filme aborda sua dolorosa experiência após ser picada por uma cobra venenosa e como, devido à ausência do grande líder espiritual de seu povo, ela esteve à beira da morte. A obra, que recentemente esteve disponível na Netflix, também oferece uma profunda reflexão sobre a vulnerabilidade dos povos indígenas, que se encontram sem seus guardiões espirituais em função da crescente influência e do domínio das igrejas evangélicas sobre os pajés. Foto de Coletivo Lakapoy. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 66 x 98 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #10

Coletivo Lakapoy

Kabena Cinta Larga, aldeia Lapetanha, 2024. Foto de Coletivo Lakapoy

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 66 x 98 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Diana Suruí e Mepoy Suruí Aldeia Lobó, c. 1984 Entre os Paiter Suruí, existe uma tradição ancestral de casamento avuncular, ou seja, a união entre uma mulher e seu tio materno. Essa prática, transmitida de geração em geração, é um dos pilares da cultura Paiter, porque fortalece os laços familiares e perpetua a identidade do clã. Ao casar-se com Mepoy, Diana seguiu essa tradição milenar, contribuindo para a preservação dos costumes do nosso povo. Autoria desconhecida.(Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 62 x 82,6 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #11

Coletivo Lakapoy

Diana Suruí e Mepoy Suruí Aldeia Lobó, c. 1984. Autoria desconhecida

Pamadeli Suruí, Aldeia Lapetanha, c. 1984 Além de ser um dedicado agente indígena de saúde (AIS), Pamadeli era apaixonado por fotografia. Seu olhar atento capturava a vida na aldeia, desde os momentos mais simples até os mais significativos. Seus registros, que documentam a rotina, as celebrações e as pessoas da nossa comunidade, formam hoje um acervo fotográfico de inestimável valor, um dos maiores do povo Paiter Suruí. Foto de Miguel Suruí. (Legenda por Coletivo Lakapoy).  Fotografias em pigmento mineral sobre papel de algodão impressas em 2025. 52 x 74,4 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS

Fotografia #12

Coletivo Lakapoy

Pamadeli Suruí, Aldeia Lapetanha, c. 1984. Foto de Miguel Suruí

Fotografia em pigmento mineral sobre papel de algodão impressa em 2025. 52 x 74,4 cm. Coleção de Arte Contemporânea / Acervo IMS


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