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Contraste

Sobre Antonio D'Auria

O contato entre os chorões paulistas e cariocas ficou mais estreito a partir de 1954, graças ao I Festival da Velha Guarda, em São Paulo, organizado em homenagem a Pixinguinha e irradiado pela Rádio Record, com apresentação de Almirante e participação de artistas renomados, como Donga, João da Bahiana, Caninha, Patrício Teixeira, Benedito Lacerda, Lúcio Rangel, Sérgio Porto e o jovem Baden Powell, então com 16 anos.

Ainda amador, D’Auria tornou-se amigo do carioca Jacob do Bandolim, que ia frequentemente a São Paulo para apresentar um programa da TV Record chamado Noite dos choristas. Na casa de D’Auria, Jacob conheceu um jovem e brilhante bandolinista chamado Izaías Bueno de Almeida, que foi decisivo para a profissionalização daquele grupo de chorões. A qualidade da música que se tocava na casa de D’Auria foi descoberta nos anos 1970 – momento de revalorização do choro – pelo crítico e pesquisador José Ramos Tinhorão. O Conjunto Atlântico tornou-se então presença assídua no histórico programa Choro das sextas-feiras, da TV Cultura, que permaneceu no ar por dez anos. Datam dessa época as gravações caseiras realizadas por D’Auria, de valor inestimável para a compreensão da história do choro em São Paulo.

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