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Sobre Lily Sverner

Em 1987, Lily Sverner criou, com André Boccato, a primeira editora exclusivamente dedicada à edição de livros de fotografia no país, a Sver & Boccato Editores, assumindo um papel importante na divulgação da arte no Brasil.

Seu livro Virtudes da realidade foi publicado em 1995. Já o Gabinete da Imagem, consagrado à comercialização da fotografia, apareceu em 1997.

Lily já realizou seis exposições individuais, e seu trabalho foi incorporado ao acervo da Coleção Pirelli-Masp, à Fototeca de Cuba, em Havana, e ao Kunsthaus, em Zurique, que adquiriu uma série de fotos para sua coleção permanente.

As fotos de Lily para o ensaio Nomes provocam uma discussão em torno do isolamento social e reclusão a que está sujeita a velhice. A série captura a decadência e a dolorosa alienação do mundo exterior, e fala da relação dos idosos com seus escassos objetos, que trazem o passado e o incorporam ao presente vivido nos asilos. Composto por 473 retratos em preto e branco de idosos de duas casas de repouso, em São Paulo e em Itatiba, realizados entre 1989 e 1991, Nomes integra o acervo do Instituto Moreira Salles e evidencia a relação necessária entre fotógrafo e retratado para que o retrato fotográfico se realize e possa interagir em profundidade com o espectador. Como afirma Lily Sverner: “Uma das virtudes da fotografia, e talvez a que mais nos perturba, é que ela não pode dizer tudo. Buscamos dentro das bordas que delimitam a imagem alusões sobre o que o fotógrafo teria para nos dizer, naquela fração de tempo e de luz, pelo ângulo e espaço escolhidos. Em 1948, o fotógrafo Bill Brandt comentava que ‘faz parte do nosso trabalho ver mais intensamente, além do comum – um fotógrafo precisa ter em si, e guardado, algo da receptividade da criança diante do mundo, ou do viajante que penetra num país estranho’. Numa leitura da imagem, antes que o percebamos, camadas de nossa subjetividade modificam o contexto, conforme nosso estado de espírito, nossas lembranças associativas ou nossos direcionamentos culturais. Cada fotografia, portanto, teria a virtude de adquirir leituras próprias da realidade, uma simbiose que a torna, naquele momento, obra conjunta do fotógrafo e do leitor.” (em Virtudes da Realidade – Fotografias, Lily Sverner. Edições Animae, São Paulo, 1995).

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