IMS no Prêmio Jabuti 2017

Três publicações do Instituto Moreira Salles estão entre os dez finalistas de três categorias do Prêmio Jabuti 2017, divulgados quarta-feira, dia 4 de outubro. Marcel Gautherot, fotografias, organizado por Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi e Millôr: obra gráfica, de Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires, foram selecionados na categoria Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia; Millôr também concorre na categoria Capa, assinada por Celso Longo e Daniel Trench; e o trabalho do estúdio Bloco Gráfico em Anri Sala: o momento presente, mereceu a indicação na categoria Projeto Gráfico. O Jabuti, concedido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro, é o mais tradicional do mercado editorial brasileiro e está em sua 59ª edição.

 

Marcel Gautherot, fotografias, um dos finalistas do Jabuti

Marcel Gautherot: fotografias foi publicado durante a grande retrospectiva que a Maison Européenne de La Photographie, em Paris, promoveu entre junho e agosto de 2016. Além de 256 imagens, a publicação reúne textos de Michel Frizot, historiador da fotografia; Jacques Leenhardt, sociólogo e crítico de arte; Samuel Titan Jr. e Sergio Burgi, organizadores da obra; e Lorenzo Mammì, curador de programação e eventos do IMS. O livro destaca aspectos relevantes da trajetória do francês, que morreu em 1996 no Rio de Janeiro, onde se radicou em 1940, tornando-se um dos nomes fundamentais da fotografia brasileira no século XX. Sua obra completa integra o acervo do IMS desde 1999.

 

Capa de Millôr: obra gráfica, finalista em duas categorias

Organizado por Cássio Loredano, Julia Kovensky (coordenadora de Iconografia do IMS) e Paulo Roberto Pires, o duplamente finalista Millôr: obra gráfica recorta os principais temas que inspiraram o jornalista, cartunista, dramaturgo e tradutor Millôr Fernandes ao longo de seus mais de 70 anos de trabalho. O livro é resultado da exposição homônima que, sob a curadoria de Loredano, Julia (coordenadora de iconografia do IMS) e Pires, ocupou o IMS Rio entre abril e agosto de 2016, com 500 desenhos originais selecionados no acervo abrigado pela instituição desde 2013, um ano após a morte do artista. Mostra e livro apresentaram ao público, sob diversos aspectos, o brilho, o humor cortante e a liberdade de Millôr em tratar assuntos que sempre lhe foram caros, da grande e da pequena política aos flagrantes cotidianos da sociedade.

 

Anri Sala: o momento presente, sobre a obra do artista albanês

Anri Sala, o momento presente, vai além da exposição que o artista albanês criou para apresentar no IMS Rio entre setembro e novembro de 2016. Textos de Heloisa Espada, curadora da mostra homônima, Moacir dos Anjos, Natalie Bell e Jacques Rancière analisam o impacto estético e político provocado pela obra de Sala desde Intervista (Finding the Words), de 1998, também exibido no IMS. No vídeo, o artista entrevista a própria mãe sobre as complicadas relações políticas na Albânia a partir de um rolo de filme sem som, encontrado por ele, que registra a participação dela num Congresso da Juventude Comunista nos anos 70 em Tirana, capital do país. Além dos ensaios sobre outras obras de Sala, estão incluídas no catálogo imagens daquelas criadas exclusivamente para o IMS Rio, como No Window no Cry, pequena caixa de música que foi instalada numa das portas de vidro da casa na Gávea projetada pelo arquiteto modernista Olavo Redig de Campos.

Em 2016 outros dois livros publicados pelo IMS também foram selecionados pelo Jabuti. Rio, de Marc Ferrez, conquistou o terceiro lugar em Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia, mesma categoria que ainda teve Claudia Andujar – No lugar do outro entre os dez finalistas. Os três vencedores de cada uma das 29 categorias em 2017 serão anunciados pelo Jabuti em 31 de outubro. No dia 30 de novembro acontece a cerimônia de entrega dos prêmios, ocasião em que serão conhecidos ainda os ganhadores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – Não Ficção.


SOBRE OS ACERVOS