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Zumbis, duendes, Moscou e o Mali

02 de julho de 2018

Da Pensilvânia a Bamako, passando pelo amor entre jovens paulistanos ao longo de 10 anos, os cinemas do IMS em São Paulo e no Rio de Janeiro trafegam este mês por distintos registros cinematográficos.

O que zumbis de 1968 nos dizem hoje? Ao criar um gênero que ainda tem muita popularidade, A noite dos mortos-vivos se tornou um clássico dos filmes de horror. Com sua construção estética, ecoa o que há de sombrio na realidade de 50 anos atrás e também na atual. Um procedimento retrabalhado em filmes como O nó do diabo e As boas maneiras, também em cartaz.

 

 

Os famosos e os duendes da morte, de Esmir Filho, mostra a vida de um adolescente que vive no interior do Rio Grande do Sul e sonha em deixar sua cidade para assistir a um show de Bob Dylan. O longa será exibido junto com o curta Tapa na pantera, de Esmir Filho, Mariana Bastos e Rafael Gomes, em uma programação especial que acontece em paralelo à estreia de Alguma coisa assim.

 

 

A partir do dia 18, será possível encontrar-se com a obra de um pioneiro do cinema maliano, Souleymane Cissé, em seus filmes místicos ou realistas, que se distanciam do olhar exótico diante do cotidiano e da memória africanas. Na primeira sessão da retrospectiva, seu filme Yeelen – A luz será seguido de um debate com a pesquisadora Janaína Oliveira.

 

Também na segunda quinzena haverá a estreia da Sessão Mutual Films, um cineclube bimestral, que em sua primeira edição apresentará restaurações dos filmes de James Benning e Clemens Klopfenstein em uma sessão dupla seguida por um debate com os curadores Aaron Cutler e Mariana Shellard.

Na Sessão Cinética, Eduardo Coutinho filma em Moscou ensaios do Grupo Galpão para um texto de Tchekhov, em um espaço que, nas palavras do crítico Raul Arthuso, “tanto pode ser um teatro independente na capital mineira quanto uma residência da aristocracia russa no final do século XIX”.

 

 

Na programação especial em 35mm dedicada às férias infantis, serão exibidos a animação alemã Os três ladrões e o clássico curta A velha a fiar, de Humberto Mauro.

 


 

Revistas de programação

Confira a programação completa, com datas e horários, aqui no site do IMS e nas revistas de programação deste mês, abaixo em edição digital:

IMS Paulista

 

IMS Rio

 

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