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Contraste

Cocos e sambas de roda

 

Danças de roda em que um participante ou um par de participantes vai para o centro, dança e escolhe, através de uma umbigada ou outro gesto, a próxima pessoa a dançar no centro da roda. Essas danças, tradicionais na região, são acompanhadas por cantos, palmas, percussão e, às vezes, também por instrumentos de corda. Na Bahia, são os samba de roda; em toda a região, mas especialmente de Alagoas ao Ceará, são os cocos em suas diversas variantes. Neste vídeo, mulheres detentoras da tradição de sambas e cocos apresentam algumas de suas cantigas, em versões de voz e palmas.

Publicado em 21/8/20


Mãe Nininha e o Coco da Yá

Mestra coquista e yalorixá que vive em Goiana (PE), cidade da região canavieira, a 60 km de Recife. Sua história como coquista tem início dentro de seu terreiro, o Ilê Axé Oyá Oníra, onde desde 1981 ela realiza as sambadas de coco do seu mestre espiritual na Jurema Sagrada, o Mestre Zé Filintra. Seu grupo, o Coco da Yá, representa a expressão da feminidade inserida nessa atividade cultural, que na região é praticada na maior parte das vezes por homens.

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Beth de Oxum e o Coco de Umbigada

Mãe Beth de Oxum é uma ialorixá, musicista e articuladora social e cultural, residente em Guadalupe, bairro do sítio histórico de Olinda (PE). Seu marido, o músico Quinho Caetés, é neto dos mestres coquistas João Amâncio e Zé da Hora, cuja antiga zabumba herdou e toca. A Sambada de Coco do Guadalupe se realiza, desde 1998, no primeiro sábado de cada mês. A Banda Cultural Coco de Umbigada, criada em torno do casal, faz shows em outras regiões do país e fora dele.

Instagram Beth de Oxum | Site Coco de Umbigada

Vó Mera

Domerina Nicolau da Silva, a Vó Mera, criou-se na fazenda Tanaduba, em Guarabira (PB). Aos 18 anos, mudou-se para João Pessoa. Gravou seu primeiro CD, Vó Mera e seus netinhos, em 2007, cantando cocos e cirandas. Reconhecida na Paraíba como uma mestra da cultura popular, foi agraciada em 2016 com a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

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Dona Dalva Damiana

Doutora Honoris Causa do Samba pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Dona Dalva Damiana é fundadora do Samba de Roda Suerdieck, além de cantora, compositora, sambadeira e irmã da venerável Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte de Cachoeira (BA), onde sempre residiu. Em 2017, foi contemplada com o Prêmio Culturas Populares, do Ministério da Cultura. Aposentada como operária charuteira, dedica-se à Casa do Samba de Roda de D. Dalva, no Centro Histórico de Cachoeira.

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(Foto de Caroline Moraes)

Dona Ana Olga

Sambadeira e filha de Dona Dalva Damiana, Dona Ana Olga vem desde jovem acompanhando a sua mãe nas atividades culturais do Samba de Roda Suerdieck e em demais ações culturais promovidas em Cachoeira. Coordena o Samba de Roda Mirim Flor do Dia, onde atua organizando apresentações, oficinas e ensaios abertos para crianças e adolescentes da cidade.

(Foto de Caique Fialho)

convidados da Associação Respeita Januário

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