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Contraste

MichelE Kaiowá (MS)

Graciela Guarani (PE)

PatrÍcia Ferreira Pará Yxapy (RS)

Sophia Pinheiro (GO)

O projeto Nhemongueta Kunhã Mbaraete é uma troca de videocartas entre três mulheres indígenas e uma não indígena, sob a perspectiva afetiva, etnofilosófica e crítica perante o processo atual de isolamento social e ao universo que as permeia. Participam Michele Kaiowá (cineasta), Graciela Guarani (cineasta e produtora cultural), Patrícia Ferreira Pará Yxapy (professora e cineasta) e Sophia Pinheiro (artista visual, professora e pesquisadora).

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/nhemongueta


Com apoio do Museu do Índio

Conversas n.4

De Michele para Graciela, Sophia e Patrícia / De Graciela para Patrícia, Sophia e Michele / De Patrícia para Graciela, Michele e Sophia / De Sophia para Graciela, Michele e Patrícia

Publicado em 24/7/20

Conversas n.3

De Michele para Graciela / De Graciela para Michele / De Patrícia para Sophia / De Sophia para Patrícia

Publicado em 6/7/20

Conversas n.2

De Michele para Patrícia / De Graciela para Sophia / De Patrícia para Graciela / De Sophia para Michele

Publicado em 15/6/20

Conversas n.1

De Michele para Sophia / De Graciela para Patrícia / De Patrícia para Michele / De Sophia para Graci

Publicado em 27/5/20

Nhemongueta Kunhã Mbaraete é uma obra-processo realizada ao longo de dois meses. Criamos 16 videocartas, divididas em quatro blocos, a partir de inquietações e insurgências contemporâneas no ápice da pandemia mundial com a Covid-19. O mundo todo está vivendo uma crise, e ela vem afetando todas as pessoas das mais variadas formas. Diante disso, este projeto vem acompanhar uma série de pensamentos e visões de futuro, passado e presente do ponto de vista pessoal de quatro mulheres artistas e criadoras de culturas, fazendo um mergulho profundo e íntimo neste processo de resiliência, em um tempo em que nem tudo é apenas momento criativo, mas também de percepção e reflexão. A palavra “Nhemongueta” é um termo em Guarani para fofoca ou conversa à toa, dessas que levamos na porta de casa, em volta da fogueira, deitadas na rede, em cima da cama ou na mesa da cozinha – dessas conversas com amigas/os e/ou parentes, pessoas próximas. “Nhemongueta Kunhã Mbaraete” em Guarani Kaiowá e Mbyá é “Conversas entre mulheres guerreiras”. Fofocar remete a uma ação de resiliência e resistência ancestral de sobrevivência (em referência à antropóloga e curadora Sandra Benites), gesto feito por muitas gerações de mulheres indígenas e não indígenas para existir. Aqui, ressignificamos o termo “fofoca”, que por muitas vezes possui tom pejorativo dentro da sociedade não indígena ocidental. Nosso Nhemongueta tece uma negociação cultural de culturas distintas e singulares, sobre as vivências destas mulheres, como artistas, indígenas, não indígena e cineastas, e na criação a partir das diferenças.

Como parte poética e do pensamento etnofilosófico de "Nhemongueta Kunhã Mbaraete”, nos aliamos às “Panambi Mbaraete”, que em Guarani Kaiowá e Mbyá significa “Borboletas guerreiras” ou “A ação das borboletas”. "Panambi Mbaraete” é a consciência de que cada atitude importa. Nossas escolhas interferem na Terra. Assim, por também fofocarem com as flores, as panambi, borboletas, comporão nossa identidade visual e conduzirão o conceito do projeto. Um projeto de reencontro, conexão e reflexão, de pensar em como estamos neste mundo – e o mundo neste momento de desaceleração – com cautela e mudança de valores, de políticas, de espaços e hábitos. Nossos olhares sobre a pandemia serão através de videocartas: trocaremos imagens umas com as outras, como quem escreve uma carta, desejando presença.

É nesse mundo que ainda está por vir, nas trocas de mensagens videográficas com fotos, vídeos e áudios que faremos uma experiência de videocartas, entre mulheres que vivem em distintos estados brasileiros, com diferentes trajetórias de vida, diferentes recortes sociais, raciais e culturais, mas que aprendem juntas, trabalham juntas e possuem uma relação de amizade. Nas escritas de si e das relações entre essas mulheres, somos todas e todos convidadas/os a olhar para dentro da nossa própria casa – nossa casa corpo (principalmente se a experiência for de a um espectador e espectadora), nossa casa, planeta Terra, e a casa do não indígena – um sistema político, social e econômico – que não abriga nem cuida e é cercada de muros. Nesse movimento dentro/fora e igual/diferente, criam juntas, distantes localmente mas próximas com afeto.

Mais sobre o Programa Convida
Artistas e coletivos convidados pelo IMS desenvolvem projetos durante a quarentena. Conheça os participantes:

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