Arte e revolução russa

Curso

6 aulas com professores diversos

Quando

4, 11, 18 e 25 de outubro e 1 e 8 de novembro. Quartas, das 19h às 21h

Inscrição

Até o dia da primeira aula
R$300

IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424
Bela Vista - São Paulo/SP
CEP 01310-300


Sobre o curso

Nos 100 anos da Revolução Russa, que marcou o fim do regime czarista no país e o início do que seria a União Soviética, especialistas refletem sobre como diferentes manifestações culturais – artes plásticas, teatro, cinema, fotografia, literatura e música – repercutiram o espírito da revolução, e como se reinventaram depois de 1917. Um panorama de um verdadeiro caldeirão em ebulição, com doses iguais de idealismo, antagonismo e controvérsia, e que inclui Ródtchenko, Maliévitch, El Lissítski, Kandínski, Tátlin, Bábel, Maiakóvski, Blók, Eisenstein e Prokófiev, entre muitos outros.

Annateresa Fabris é historiadora e crítica de arte, professora titular aposentada de história da arte na ECA-USP. É autora, entre outros, de Identidades virtuais: uma leitura do retrato fotográfico e A fotografia e a crise da modernidade.

Arlete Cavaliere é ensaísta, tradutora e professora de teatro, arte e cultura russa na USP. Entre suas publicações, estão a tradução e a organização de Teatro completo, de Nikolai Gógol, e Teatro russo: literatura e espetáculo.

Bruno Gomide é professor de literatura russa na USP. É autor e organizador de livros como Da estepe à caatinga: O romance russo no Brasil (1887-1936), Nova antologia do conto russo – Uma seleção e Antologia do pensamento crítico russo (1802-1901).

Irineu Franco Perpetuo é jornalista e tradutor, colaborador da revista Concerto e jurado do concurso de música Prelúdio, da TV Cultura. Traduziu do russo, entre outras obras, A morte de Ivan Ilitch, de Tolstói, e Vida e destino, de Vassili Grossman.

Marcos Napolitano é professor de história na USP e vice-coordenador do grupo de pesquisa História e Audiovisual. É autor do livro 1964: história do regime militar brasileiro.

Ronaldo Brito é crítico de arte e professor da pós-graduação em história social da cultura na PUC-Rio. É autor dos livros Neoconcretismo: vértice e ruptura do projeto modernista brasileiro e Experiência crítica, bem como de monografias dos artistas Sérgio Camargo, Iberê Camargo, Eduardo Sued, Goeldi e outros.

Só receberá certificado de participação o aluno que estiver presente em pelo menos 5 aulas do curso.


Inscrição

Até o dia da primeira aula; sujeito à lotação.

4 aulas, R$300


Programa

1) Arte com Ronaldo Brito (4 de outubro)

Um mergulho nas relações entre as artes plásticas e os efeitos da Revolução Russa de 1917, partindo dos trabalhos dos artistas Kazimir Maliévitch e Vladímir Tátlin – expoentes, respectivamente, das correntes do suprematismo e do construtivismo.

2) Teatro com Arlete Cavaliere (11 de outubro)

No período da Revolução, a arte teatral produziu, no plano da dramaturgia e em sua expressão cênica, uma audaciosa simbiose de variadas tendências estéticas e artísticas, com uma profusão de experiências cênicas inusitadas e uma nova concepção do fenômeno do teatro. Esta aula apresentará uma visão plural do teatro russo de vanguarda, aliada a uma avaliação das experiências artísticas da cena soviética sob o influxo do grande furacão de Outubro de 1917. Revolução do teatro ou o teatro da Revolução?

3) Cinema com Marcos Napolitano (18 de outubro)

Uma síntese do papel do cinema na Revolução Russa, com foco nos grandes cineastas (Serguei Eisenstein, Aleksandr Medvedkin, Vsevolod Pudóvkin e Dziga Vertov) e suas trajetórias entre a vanguarda e o enquadramento cultural stalinista, bem como a relação destes com as teorias estéticas em jogo na época (a vanguarda, o proletkult e o realismo socialista).

4) Fotografia com Annateresa Fabris (25 de outubro)

Uma análise da produção fotográfica de Aleksandr Ródtchenko, que se desdobra em dois momentos fundamentais. Defensor convicto da necessidade de uma nova visualidade, em consonância com o momento revolucionário vivido pela União Soviética, o artista distingue-se, no começo, pela busca de pontos de vista fotográficos inusitados. Tal produção, no entanto, choca-se com as diretrizes culturais do Partido Comunista, obrigando-o a engajar-se numa poética mais realista, colocada a serviço da máquina de propaganda de Stálin.

5) Literatura com Bruno Gomide (1º de novembro)

Uma apresentação das linhas gerais dos debates literários entre 1917 e o começo dos anos vinte na Rússia soviética: periodizações, novos autores e temas, o diálogo com a crítica literária, a questão da emigração, o problema da definição de “literatura soviética”, as novas configurações e dilemas da intelligentsia, as relações entre prosa e poesia, centro e províncias, escritores e censura. Serão comentados autores como Isaac Bábel, Borís Pilniák, Vladímir Maiakóvski, Vladislav Khodassiévitch e Viktor Chklóvski.

6) Música com Irineu Franco Perpetuo (8 de novembro)

Um panorama da produção musical erudita da antiga URSS, com foco nas relações tensas e contraditórias entre o regime nascido da Revolução de 1917 e os compositores. A aula será ricamente ilustrada com gravações, em áudio e vídeo, das obras-primas de compositores abordados, como Dmitri Chostakóvitch e Serguei Prokófiev.