O choro e as raízes da música popular brasileira

Curso

com Paulo Aragão

Quando

07, 14, 21 e 28 de maio de 2019, terças, das 19h às 21h

Inscrições

Vendas pelo Eventbrite. Mais informações em Como participar

IMS Rio

Sala de aula
Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea - Rio de Janeiro/RJ

O curso propõe um passeio auditivo e visual por um período fervilhante e ainda pouco falado na história da música brasileira. De meados da década de 1870 até a época de ouro do rádio, nos idos de 1930, surgem as bases de músicas populares urbanas como o choro e o samba, que se consolidariam adiante como das mais antigas e tradicionais do Brasil.

Uma época que marca o aparecimento de uma música de sabor único, com sotaque e características próprias, decorrente de um fascinante processo de síntese de experiências musicais muitos distintas (música de câmara, música dos bailes, ópera, música das bandas de sopros, música negra) que conviviam e se misturavam nas ruas do Rio de Janeiro do final do século XIX.

Nas aulas serão ouvidas e analisadas a obra dos compositores mais importantes do período, com destaque para uma “santíssima trindade” formada por Chiquinha Gonzaga (1847-1935), Ernesto Nazareth (1863-1934) e, em especial, Pixinguinha (1897-1973) — compositores cujos acervos estão sob a guarda do IMS.

O curso é aberto a todos, não necessariamente a músicos, não sendo necessário nenhum conhecimento técnico sobre o assunto.

Pixinguinha, 1969. Foto de Maureen Bisilliat / Acervo IMS

Como participar

R$ 200, por 4 encontros
30 vagas
Vendas pelo Eventbrite.

Estudantes, professores e maiores de 60 anos têm 50% de desconto em todos os cursos, mediante apresentação de documento comprobatório no dia do evento


Sobre Paulo Aragão

É um dos mais destacados arranjadores brasileiros de sua geração, já teve composições e arranjos tocados por orquestras como Los Angeles Philharmonic Orchestra, Orchestre National de France, Gewandhaus Orchestra de Leipzig, Metropole Orkest (Holanda), entre outras. É integrante e fundador do Quarteto Maogani de Violões, professor da Escola Portátil de Música e um dos diretores da Casa do Choro, no Rio de Janeiro. Entre 2009 e 2017 prestou consultoria junto ao Instituto Moreira Salles, integrando a equipe que atuou na preservação, catalogação e organização dos acervos Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha, sob a guarda deste Instituto.


Programa

Aula 1: Os primórdios da música popular no Império (1870 a 1890)

· o intenso cenário musical do Império: temporadas de óperas, clubes de música de câmara, a cidade dos pianos, as lojas de música, os bailes imperiais; a música que vai dos salões para as ruas
· a “primeira geração” de gêneros abrasileirados: polcas, schottischs, valsas, tangos brasileiros, quadrilhas
· simplicidade e sofisticação nas melodias e na rítmica de Chiquinha Gonzaga
· Henrique Alves de Mesquita, Joaquim Callado

Aula 2: Nazareth e seu tempo (1890 a 1910)

· a “segunda geração” de gêneros abrasileirados: choros, maxixes
· Ernesto Nazareth e o refinamento das texturas
· o fechamento de um ciclo: a música que volta das ruas para o piano
· a questão “tango brasileiro x maxixe”
· Anacleto de Medeiros, Mário Álvares, Irineu de Almeida

Aula 3: A consolidação de uma linguagem (1910-1927)

· estilo, instrumentação e forma nas primeiras gravações
· primeiros passos de Pixinguinha: as obras da década de 1910, a fixação e as experiências formais
· tradição e modernidade em Pixinguinha: um ouvido aberto
· maxixe x samba

Aula 4: A música brasileira segundo Pixinguinha (1928-1940)

· o Mediador: o encontro de muitas tradições musicais nos arranjos de Pixinguinha
· o apogeu do arranjador: a fixação de uma sonoridade brasileira no samba e nas marchinhas
· o apogeu do compositor: o manejo da forma, da instrumentração, da polifonia
· os legados de Pixinguinha


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