Woodstock, 50 anos

O festival, seu contexto e legado na música, na literatura e no cinema

Curso

Com Fred Coelho, Pena Schmidt, Matthew Shirts e Ines Aisengart Menezes
Parte de Cursos e oficinas 2019/2

Quando

7, 14, 21 e 28 de agosto de 2019, quartas, das 19h às 21h

Ingressos

Vendas pelo Eventbrite. Mais informações em Como participar

IMS Paulista

Sala de aula
Avenida Paulista, 2424
São Paulo/SP

Em quatro aulas independentes, especialistas de diferentes áreas discutem aspectos do contexto e do legado (para a sociedade e para a música, a literatura e o cinema) do festival de Woodstock, cujo caldo feito de rock, contracultura e movimento hippie atraiu multidões a uma fazenda nas imediações de Bethel, nos Estados Unidos, há 50 anos.

O curso não exige conhecimento prévio do tema.

Joe Cocker e banda (The Grease Band), Festival Woodstock, Bethel (NY), EUA, 1969. ©️ Elliott Landy

Como participar

Quando
7, 14, 21 e 28 de agosto de 2019, quartas, das 19h às 21h

R$200 por 4 aulas ou R$70 por aula individual
45 vagas

Vendas pelo Eventbrite.
Estudantes, professores e maiores de 60 anos têm 50% de desconto em todos os cursos

VENDAS PARA O CURSO COMPLETO - A PARTIR DE 1/7
Pacote com os 4 encontros

VENDAS PARA AULAS INDIVIDUAIS - A PARTIR DE 1/7
7/8: Panorama: da contracultura a Woodstock, com Fred Coelho
14/8: Música, com Pena Schmidt
21/8: Literatura, com Matthew Shirts
28/8: Cinema, com Ines Aisengart Menezes


Sobre os professores

Fred Coelho é pesquisador com formação em história e literatura. Professor da PUC-Rio, tem vasta atuação em crítica cultural, da música às artes visuais. É autor, dentre outros, de Livro ou livro-me: Os escritos babilônicos de Hélio Oiticica e de Eu, brasileiro, confesso minha culpa e meu pecado: cultura marginal no Brasil nas décadas de 1960 e 1970.

Ines Aisengart Menezes é preservacionista audiovisual, com mestrado no tema pela Universidade de Amsterdam. Trabalha no setor de preservação da Cinemateca Brasileira desde 2016. É cocuradora da temática de Preservação da CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto desde 2017. Anteriormente, trabalhou por um ano no Eye Film Institute Netherlands e no Rio de Janeiro, nas áreas de preservação audiovisual, pesquisa, curadoria, produção, produção editorial e financiamento.

Matthew Shirts é jornalista, com formação em Berkeley e Stanford. Nascido e criado nos EUA, mudou-se para São Paulo em 1984. Foi editor da National Geographic Brasil, da plataforma Planeta Sustentável e da revista Supergamepower. Escreveu crônicas para O Estado de S. Paulo e Veja São Paulo e teve o programa de rádio São Paulo para paulistanos com Eduardo Barão, na Bandnews. É autor dos livros O jeitinho americano e de A feijoada completa. Traduziu, com Reinaldo Moraes, o romance Vineland, de Thomas Pynchon.

Pena Schmidt é produtor musical desde 1973, gravou dezenas de discos, organizou festivais, cuidou de shows, gravadoras, estúdios, teatros, centros culturais e da carreira de artistas e bandas como Almir Sater, Walter Franco, Titãs e Ira!, entre outros. Fundador da Associação Brasileira da Música Independente, atribui sua carreira em parte ao filme Woodstock, a que assistiu aos 20 anos. Atualmente escreve, ouve e fala sobre música.


Programa

7/8 - Panorama: da contracultura a Woodstock, com Fred Coelho
A contracultura é um fenômeno de múltiplas variáveis – políticas, estéticas e comportamentais – que ao longo dos anos foi reduzida ao lugar-comum do movimento hippie e da psicodelia. A aula buscará ampliar seus sentidos e representações percorrendo os principais eventos e debates que marcaram o período dos anos de 1960 no Brasil e no mundo. De seu nascimento transgressor e utópico até seus desdobramentos nos grandes festivais de rock.

14/8 - Música, com Pena Schmidt
Woodstock foi um ponto de inflexão na forma como a música se apresentava. Novas tecnologias entraram em campo e alteraram o espetáculo: a amplificação eletrônica de alta potência para artistas destemidos com seus instrumentos elétricos possibilitou a explosão da catarse em cena para multidões, e isso passou a fazer parte do show para sempre. A experiência era agora algo transformador, e para tanto exigia entrega total – a música deixou de ser trilha sonora e se tornou protagonista da mudança de costumes. De ritmo do momento, o rock se transformou em ópera de uma era, completa, com gestos dramáticos, imaginários em chamas e protestos contra o poder.

21/8 - Literatura, com Matthew Shirts
A história do romance Um estranho no ninho, de Ken Kesey, e a comunidade hippie criada pelo autor no vilarejo de La Honda, ao sul de San Francisco, na Califórnia. A ligação entre a geração beat, os hippies, os motoqueiros do Hell’s Angels e também os laços entre a ficção e o novo jornalismo de Tom Wolfe em O teste do ácido do refresco elétrico e de Hunter S. Thompson em Hell’s Angels. E como tudo isso acaba em Woodstock.

28/8 - Cinema, com Ines Aisengart Menezes
O festival Woodstock é um dos epítomes da expansão do exercício das liberdades individuais, da psicodelia e da contracultura no final da década de 1960. A ressonância do evento foi significativa tanto no cinema como na Nova Hollywood e em movimentos similares no mundo. A ampla cobertura das performances musicais, do êxtase da multidão e as experimentações de linguagem evidenciam que o documentário Woodstock (1970) consiste em elemento crucial para a compreensão do evento.


Cursos e oficinas no IMS Paulista

Com destaque para a fotografia e voltada tanto para o público leigo quanto para quem deseja aprofundar os conhecimentos, a programação de cursos contempla também áreas como música, cultura pop e artes visuais, além de dialogar com as exposições em cartaz no centro cultural.