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Alice Brill: impressões ao rés do chão

IMS São Paulo

Antigo endereço.
Rua Piauí, 844, 1º andar
Higienópolis, São Paulo, SP

Visitação

Exposição encerrada.
De 24 de setembro de 2015 a 7 de fevereiro de 2016.

Horário

De terça a sexta, das 13h às 19h 
Sábado, domingo e feriados (exceto segunda), das 13h às 18h

Contato

Tel.: (11) 3825-2560

Apresentação

Reunindo cerca de 90 fotografias, além de documentos como revistas, publicações e outros materiais que apresentam a trajetória fotográfica de Alice Brill no Brasil, a exposição Alice Brill: impressões ao rés do chão estará em cartaz a partir de 24 de setembro no Instituto Moreira Salles de São Paulo.

A exposição, com curadoria de Giovanna Bragaglia, apresenta o olhar humanista da fotógrafa. Alice registrou belas imagens de São Paulo, mas também o descontentamento de seus habitantes; documentou o desenvolvimento da cidade, com seus prédios e viadutos, mas também a longa fila de passageiros à espera do ônibus; fotografou uma visita oficial de deputados ao Centro-Oeste do país com a comitiva da Fundação Brasil Central, mas também o incômodo de uma índia com esse grupo. Como uma crônica, seu olhar percorre um período de intenso desenvolvimento, mas sem mascarar contradições e dificuldades. O acervo de Alice Brill, com cerca de 14 mil negativos, pertence ao IMS desde 2000.

Curadoria

Giovanna Bragaglia

Na Internet

#AliceBrillNoIMS

Imprensa

(11) 3371-4455
comunicacao@ims.com.br

Obras


Texto da curadora

Filha do pintor Erich Brill e da jornalista Marte Brill, Alice nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1920. Aos 14 anos de idade, ela migrou para o Brasil para escapar do nazismo. Em São Paulo, participou de sessões de modelo-vivo no Grupo Santa Helena, onde conviveu e selou amizade com os artistas Mario Zanini, Paulo Rossi Osir e Alfredo Volpi, entre outros. Em 1946, com uma bolsa de estudos, seguiu para os Estados Unidos, onde frequentou a University of New Mexico, em Albuquerque, e a Art Students League, em Nova York. Lá, optou por cursar aulas de desenho, pintura e fotografia – esta última escolhida por ser uma possível profissão quando retornasse ao Brasil. Sua verdadeira paixão, dizia, era a pintura, técnica que apresentou na I e na IX Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1967) e em diversas exposições individuais e coletivas ao longo da vida.

De volta ao Brasil, em 1948, surgiu a oportunidade de acompanhar a comitiva da Fundação Brasil Central em uma inspeção de obras pelo Centro-Oeste do país, que viria a ser um excelente início para sua carreira fotográfica. No entanto, apenas algumas de suas imagens foram publicadas na revista Habitat, na qual ela passaria a colaborar regularmente com fotos de arquitetura, retratos de artistas e reproduções de obras. Alice também trabalhou como fotógrafa para o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e para o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), registrando obras de arte e exposições. Mas sua obra teve maior destaque nos retratos de famílias da elite paulistana, mostrando-se pioneira da fotografia espontânea de crianças. Por essa via, a artista modernizava o gênero, indo na contramão da fotografia de estúdio posada daquele período.

Esta exposição apresenta uma dimensão que, apesar de ainda pouco conhecida, está presente em toda a trajetória da fotógrafa Alice Brill. São as impressões de um mundo isento de eufemismos. Um olhar humanizado e despretensioso que fez não apenas fotos oficiais de deputados visitando comunidades indígenas, mas captou a índia constrangida e incomodada; não captou as belas panorâmicas da Cidade Maravilhosa, mas registrou o descontentamento e as queixas de seu povo maltratado; não valorizou o avanço monumental da São Paulo quatrocentona, mas expôs seu lado “não saudável”, como descreveu Lévi-Strauss em Tristes trópicos. Desviando sua câmera para um cotidiano sem disfarces, as imagens de Alice ajudam “a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas e das pessoas”, como uma crônica, para não deixar de citar Antonio Candido, ou a vida ao rés do chão.

Giovanna Bragaglia


Sobre Alice Brill

Filha do pintor Erich Brill e da jornalista Marte Brill, Alice Brill migrou com a família para o Brasil aos 14 anos para escapar do nazismo. Estabelecida em São Paulo, começou a frequentar sessões de modelo-vivo no Grupo Santa Helena, onde conviveu e fez amizades com os artistas Mario Zanini, Paulo Rossi Osir, Alfredo Volpi, entre outros. Em 1946, com uma bolsa de estudos, seguiu para os Estados Unidos, onde frequentou a University of New Mexico, em Albuquerque, e a Art Students League, em Nova York. Lá, optou por cursar aulas de desenho, pintura e fotografia – esta última escolhida por ser uma possibilidade de profissão quando voltasse para o Brasil, o que aconteceria dois anos depois. Sua verdadeira paixão, entretanto, era a pintura, técnica que apresentou na I e na IX Bienal Internacional de São Paulo (1951 e 1967) e em diversas exposições individuais e coletivas ao longo da vida. A partir dos anos 1960, Alice deixou sua câmera de lado e dedicou-se integralmente à pintura.


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Exposição encerrada.

Esta exposição foi realizada no antigo endereço do IMS em São Paulo.


Sobre os acervos

8 de junho de 20178 de junho de 20178 de junho de 20178 de junho de 20178 de junho de 20178 de junho de 2017

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