Flieg fotógrafo

MAC USP Ibirapuera

Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3° piso Parque Ibirapuera, São Paulo - SP CEP 04094-000

Visitação

Exposição encerrada.
De 21 de setembro de 2014 a 26 de julho de 2015

Horário

Terça-feira, das 10h às 21h
Quarta a domingo, das 10h às 18h

Contato

Tel.: (11) 2648-0254

Apresentação

Curadoria

Sergio Burgi

Na Internet

#FliegFotografo

Imprensa IMS

(11) 3371-4455
comunicacao@ims.com.br

O Instituto Moreira Salles (IMS) e o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) apresentam, a partir de 20 de setembro, a mostra retrospectiva Flieg fotógrafo. Indústria, design, publicidade, arquitetura e arte na obra de Hans Gunter Flieg. Fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles, com cerca de 220 imagens do fotógrafo. A exposição acontecerá no MAC USP e marca o lançamento do livro Flieg. Indústria, arquitetura e arte na obra de Hans Gunter Flieg, 1940-1980.

Ao longo de quatro décadas, Flieg registrou o desenvolvimento industrial brasileiro, além de ter documentado o design, a arquitetura e a publicidade no país entre os anos de 1940 e 1980. Fotografou instalações industriais, edificações e objetos que registram esse período, como as imagens de empresas como Willys-Overland, Mercedes-Benz e Marcas Famosas S/A, pioneiras da indústria automobilística no Brasil. Registrou também estandes de grandes indústrias em feiras nacionais, como o da fábrica de calçados Clark na exposição comemorativa do 4º Centenário de São Paulo, em 1954, e o da Mercedes-Benz na Exposição Internacional de Indústria e Comércio, no Rio de Janeiro, em 1960.

Flieg fotografou para grandes agências de publicidade do período, como Standard e Thompson, participando também do 1º Salão Nacional de Propaganda, realizado no Museu de Arte de São Paulo em 1950. No ano seguinte, atuou como fotógrafo oficial da 1a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, organizada pelo MAM-SP. Essas fotografias compõem um importante registro das artes plásticas em São Paulo, como é o caso da escultura Unidade tripartida, do artista suíço Max Bill (1908-1994), hoje integrante do acervo do MAC USP. Além da primeira edição da Bienal, Flieg documentou o circuito das artes do período, incluindo a construção da sede do Masp na Avenida Paulista na década de 1960.

A exposição Flieg fotógrafo. Indústria, design, publicidade, arquitetura e arte na obra de Hans Gunter Flieg. Fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles contribui para uma leitura histórica das Bienais e das artes em São Paulo. Realizada no mesmo período que a 31a Bienal Internacional de Arte, a exposição é uma grande oportunidade para que os visitantes da Bienal visitem o novo prédio do MAC e tenham um panorama histórico do desenvolvimento artístico e industrial de São Paulo.

Para Sergio Burgi, curador da mostra e coordenador de fotografia do IMS, “a partir da década de 1940, o trabalho de Flieg foi profundamente influenciado pela modernidade europeia, aliando o domínio na elaboração formal da imagem fotográfica ao absoluto controle da iluminação, da exposição e do processamento da película. Essas imagens extremamente elaboradas, produzidas em sua maioria como trabalhos comissionados, principalmente as fotografias de indústrias e de produtos, direcionam seu trabalho para um novo universo imagético, voltado para o 'êxtase das coisas'. Nele, a fotografia passa a ser a ferramenta por excelência para o registro e a visualização dos objetos da sociedade industrial.”

Calculadora Logos 270, Olivetti, Guarulhos-SP, 1974. Acervo Hans Gunter Flieg / IMS

Sobre o fotógrafo

Nascido em 1923 em Chemnitz, Alemanha, Hans Gunter Flieg emigrou para São Paulo com seus pais e seu irmão em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial. Flieg havia estudado fotografia com Grete Karplus, fotógrafa do Museu Judaico de Berlim. Ao vir para o Brasil, trouxe na bagagem uma câmera Leica e uma Linhof, além de livros sobre fotografia e exemplares da revista Life, uma de suas fontes de inspiração. Estabeleceu-se profissionalmente no país em 1945, como fotógrafo de indústria, arquitetura e publicidade, iniciando uma longa e expressiva carreira. Em 1947, fotografou para o catálogo da indústria Cristais Prado e, no ano seguinte, fez o primeiro calendário para a Pirelli.

A obra de Hans Gunter Flieg, composta por cerca de 35 mil negativos em preto e branco, foi adquirida do próprio fotógrafo pelo IMS em julho de 2006. Inclui também, como conjuntos paralelos à sua temática principal, trabalhos de documentação do patrimônio histórico e da cultura popular, realizados sobretudo para o Unicef, em 1971. 

Exposição encerrada.

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