Kiki
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2016. 94min. 14 anos
Formato de exibição
Em Nova York, jovens LGBTQIAPN+ negros e latinos se reúnem no Christopher Street Pier, praticando uma forma de dança performatica, o voguing, e se encontravam em bailes, chamados balls, criando a comunidade ballroom. Há décadas, a ballroom exerce influência no cenário audiovisual, em obras populares como o videoclipe de Vogue, de Madonna, o documentário Paris Is Burning”, de Jennie Livingston, ambos dos anos 1990, ou a série Pose (2018). Nos dias atuais, uma nova geração de jovens do ballroom formou a Cena Kiki, uma subcultura artística e ativista.
Este documentário, uma colaboração cinematográfica entre a artista Twiggy Pucci Garçon, uma das guardiãs da cena Kiki, e a cineasta sueca Sara Jordenö, acompanha sete personagens dessa comunidade ao longo de quatro anos, tanto no dia a dia de performances, eventos e preparativos quanto nas batalhas diárias e no ativismo político contra diferentes formas de exclusão social.
“Sou do norte da Suécia, de uma cidade muito pequena, de seis mil habitantes. Aprendi sobre o ballroom principalmente pela teoria queer. Depois, estava fazendo um projeto no Harlem – um projeto diferente – e simplesmente encontrei Twiggy e Chichi. Fiquei tão impressionada com eles que marcaram uma reunião comigo e apresentaram toda a subcultura, da qual eu não tinha ideia que existia, especialmente a parte de liderança e mentoria”, comenta a diretora Sara Jordenö. “Pareceu muito importante fazer um filme que não ‘expusesse esse mundo secreto’. Queríamos fazer um filme centrado nos personagens”.
Em 2016, Kiki venceu o prêmio Teddy, voltado à temática LGBTQIAPN+, de Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema de Berlim, assim como Paris Is Burning fizera em 1991. Mas, como sintetiza a roteirista e personagem Twiggy Pucci Garçon, “assim como Tina Turner é Tina Turner e Beyoncé é Beyoncé, Paris Is Burning é Paris Is Burning, e nós somos Kiki”.
Gia Marie Love, também personagem do longa, complementa: “A cena dos bailes de Kiki foi criada para abordar questões muito específicas entre os jovens da cidade de Nova York, e essa é uma diferença narrativa entre os dois. Paris Is Burning foca mais no aspecto performático. Kiki é uma declaração política, porque jovens de 13 a 24 anos estão entre os grupos de maior risco em nosso país. A cena de Kiki foi criada para educar esse grupo vulnerável por meio de diversas plataformas. [...] Há um senso diferente de protagonismo e ativismo político que se observa, e uma relação entre as pessoas neste filme e a forma como nos comportamos na sociedade, não apenas no mundo da ballroom. Usamos a ballroom como uma plataforma para estarmos no mundo”.
Entrevista da diretora Sara Jordenö para o portal Red Bull Musical Academy (na íntegra, em inglês) ►

Kiki
EUA, Suécia, 94 min., Sara Jordenö
| 20/06 sábado | 18h |
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IMS Paulista
Entrada gratuita. Sujeita à lotação da sala.
Distribuição de senhas 60 minutos antes de cada sessão. Limite de uma senha por pessoa.
Não é permitido o consumo de bebidas e alimentos na sala de cinema.
