Uma jornada de resistência e coragem, ambientada na vibrante Salvador de 1835. Durante seu casamento, dois jovens muçulmanos são arrancados de sua terra natal na África e escravizados no Brasil. Separados pelo destino cruel, ambos lutam para sobreviver e reencontrar-se, enquanto se veem envolvidos na maior insurreição de escravizados da história do Brasil: a Revolta dos Malês.
Mais de 45 anos após seu longa-metragem anterior, Antonio Pitanga, um dos mais importantes atores do cinema e televisão brasileiros, retorna à direção com Malês. Em entrevista a Afonso Bezerra para o programa de rádio Bem Viver, o artista conta as origens do projeto:
“Malês é um projeto que eu tô voltado nele há praticamente 26 anos, quando tive um movimento com Glauber Rocha, ainda vivo. Eu fazia o último filme dele, A idade da terra, e nós, baianos que saímos da Bahia pra morar no Rio e São Paulo. E esse filme, A idade da terra, era exatamente a proposta, o movimento que ele tava fazendo para que voltássemos pra Bahia, porque, no que saímos da Bahia, a gente deixou um espaço vazio na política e na cultura. [...] Glauber disse: ‘Tá na hora de a gente voltar pra casa, Pitanga’. E um dos projetos dele, que ele me tocava, era fazer exatamente Malês. Ele disse: ‘Vamos voltar e eu quero produzir Malês pra você’. E o Glauber já morreu há quase 30 anos atrás e ficou adormecido ali. Foi quando me deu a vontade, vendo o filme do Spielberg, Amistad, digo: ‘Nós temos uma história maravilhosa que é a história do Brasil’. Não é a história do negro. É a história do Brasil. É um dos mais importantes, ou o mais importante levante feito no país, com o negro do islã, o negro do candomblé, negro católico, a população em si negra escravizada que, nesse movimento, teve a possibilidade e a bandeira correta de levantar uma democracia, contra o preconceito, contra o tipo de perseguição, de racismo. Exatamente aí que eu deitei em cima dessa narrativa, dessa história, e disse: ‘Vamos fazer esse filme’.
Com argumento de Orlando Senna (codiretor de Iracema, uma transa amazônica e Gitirana) e roteiro de Manuela Dias (autora das novelas Amor de mãe e do remake de Vale tudo), Pitanga contracena no filme com seus filhos, Camila Pitanga e Rocco Pitanga.
Entrevista do diretor Antonio Pitanga ao programa de rádio Bem Viver no YouTube ►

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Sessões foram exibidas no IMS Poços.
Vendas
Os ingressos do cinema podem ser adquiridos online ou na bilheteria do centro cultural, mais informações abaixo.
Meia-entrada
Com apresentação de documentos comprobatórios para professores da rede pública, estudantes, crianças de 3 a 12 anos, pessoas com deficiência, portadores de Identidade Jovem e maiores de 60 anos.
Cliente Itaú
Desconto de 50% para o titular ao comprar o ingresso com o cartão Itaú (crédito ou débito). Ingressos e senhas sujeitos à lotação da sala.
Devolução de ingressos
Em casos de cancelamento de sessões por problemas técnicos e por falta de energia elétrica, os ingressos serão devolvidos. A devolução de entradas adquiridas pelo ingresso.com será feita pelo site.
IMS Poços
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Bilheteria: de terça a sexta, das 13h às 19h. Sábados e domingos, das 9h às 19h, na recepção do IMS Poços.
Os ingressos para as sessões são vendidos na recepção do IMS Poços e pelo site ingresso.com. A venda é mensal e os ingressos são liberados no primeiro dia de cada mês. Os preços variam de acordo com o filme ou a mostra.
Não é permitido o consumo de bebidas e alimentos na sala de cinema.
