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Rio de Memórias

Sessão comemorativa de 30 anos

Direção

José Inacio Parente

Informações

Brasil
1987. 47min. Livre

Formato de exibição

16mm

Debate

IMS Rio: 31/8, às 19h30

O evento

Exibição de Rio de memórias (1987), de José Inacio Parente, que conta simultaneamente a história da fotografia e do Rio de Janeiro entre 1840 a 1930, por meio de fotos de época. A extensa pesquisa de imagens para o filme foi precursora dos documentários históricos produzidos no Brasil nas últimas três décadas. Também serão exibidos dois curtas do diretor, A trama da rede (1980) e Acorde maior (1983).

Debate

Após a sessão acontece um debate entre José Inacio Parente, Walter Carvalho, Sergio Burgi e a pesquisadora do filme, Patricia Monte-Mór.


Rio de memórias

O filme apresenta em sua concepção a originalidade de mergulhar nessas duas histórias de forma sensível e artística, utilizando-se de recursos técnicos especiais de animação e cinematografia, na era pré-informática. Trabalha com fotografias originais dos mais importantes fotógrafos do país no período, como Marc Ferrez, Klumb, Gutierrez, o Imperador D. Pedro II, Augusto Malta, Guilherme Santos, entre outros, para mostrar as primeiras experiências e a evolução desta arte para apresentar o trabalho dos primeiros pintores de luz na sua incansável documentação da cidade.

O que vemos no filme são tipos humanos, comportamento social, paisagens, arquitetura, movimentos sociais e políticos de seu tempo, além de atores e cenários usados para mostrar as transformações dos equipamentos, das câmeras, das técnicas e das formas de trabalhos destes pioneiros.

Mais de 70 mil fotografias foram cuidadosamente examinadas, assim como jornais e revistas da época, de importantes acervos: Coleção Marc Ferrez, Biblioteca Nacional, Museu da Imagem e do Som, Coleção D. Pedro de Orleans e Bragança, Arquivo Geral da Cidade e Museu Histórico Nacional. A trilha sonora é composta por músicas interpretadas pela flautista Odette Ernest Dias, pela pianista Elza Gushikem e pelo pianista Gerardo Parente, com textos de jornais e outros de autoria do próprio diretor, narrados pelo ator Rubens Corrêa.

A trama da rede

Direção

José Inacio Parente

Informações

Brasil
1980. 9 min. Livre

Formato de exibição

35 mm

O filme mostra o vigor, a força, a dança e a dignidade do homem apesar das suas condições servis num trabalho escravizante no fabrico da rede de dormir. Poesia do antropólogo Carlos Brandão.

Acorde maior

Direção

José Inacio Parente

Informações

Brasil
1983. 5min. Livre

Formato de exibição

35 mm

Um filme experimental onde uma pequena caixinha de música toca a “A Internacional Socialista”. Uma alegoria sobre a história do movimento operário e sobre sua situação atual no mundo em busca de novas alternativas.


Programação

IMS Rio
31 de agosto de 2018, sexta, às 19h30
Após a sessão acontece um debate entre José Inacio Parente, Walter Carvalho, Sergio Burgi e a pesquisadora do filme, Patricia Monte-Mór.


Sobre os participantes

José Inacio Parente
Psicanalista, fotógrafo, cineasta e produtor cultural. Foi professor e gestor de núcleo universitário e diretor de associações de psicologia e psiquiatria. Como psicanalista, trabalha em seu consultório particular desde 1972. É realizador do filme Rio de memórias (1987), com 12 prêmios nacionais e internacionais. Criou a empresa Interior Produções, com Patrícia Monte-Mór (1987). Realizou documentários premiados, dentre eles A trama da rede (1980) e Acorde maior (seleção do Festival de Berlim, 1984). Como fotógrafo, destaca-se sua participação na Expedição Noel Nutels, no Parque Indígena do Xingu, e a documentação de manifestações políticas no Rio de Janeiro, ambos em 1968. Documentou ainda Folias de Reis, em diversos estados do Brasil, e a região do Rajastão, na Índia. Curador de diversas exposições fotográficas, como Rio de Janeiro, retratos da cidade (1992, CCBB-RJ), Fotografia Brasileira Contemporânea- Coleção Joaquim Paiva (1994), Rio de Janeiro: paisagens do interior (Ponte de Lima, Portugal) e Retratos da Família Brasileira (2016, Espaço Cultural BNDES). Ganhou o Prêmio Marc Ferrez de fotografia, do Ministério da Cultura (2014) e a Medalha de honra do Arquivo Nacional, pelos 25 anos de realização do filme Rio de memórias. Dentre suas diversas publicações na área da fotografia, destacam-se Rio de Janeiro: retratos da cidade; A estereoscopia no Brasil e Guia amoroso do Rio e a participação no livro O retrato e o tempo: coleção Francisco Rodrigues: 1840-1920, com o texto Retratos de Família da Fundação Joaquim Nabuco (2011). Idealizou, coordenou e produziu, com Patrícia Monte-Mór, as 15 edições da Mostra Internacional do Filme Etnográfico e a 20ª edição comemorativa (Interior Produções, 1993- 2013).

Walter Carvalho
Fotógrafo e cineasta brasileiro. Herdeiro do Cinema Novo, formou-se em design gráfico pela Escola Superior de Desenho Industrial do Rio de Janeiro (ESDI). Desde 1972, desenvolve intensa atividade como profissional da imagem: em fotografia, no cinema e na TV. No cinema, foi responsável pela direção de fotografia de Lavoura arcaica, Abril despedaçado, Madame Satã, Central do Brasil e Amarelo manga. Seu percurso duplo de fotógrafo e cineasta se reflete em seu trabalho autoral, tentando captar momentos e criando “instantes continuados” por toda sua obra. Conta com diversas publicações, como Contrastes simultâneos (Cosac Naify), e exposições individuais e coletivas no currículo. Sua obra integra coleções como as do Museu de Arte do Rio (MAR), Maison Européenne de la Photographie (MEP), Coleção Pirelli / MASP e Instituto Moreira Salles. Integra a Photographers Encyclopaedia International, 1839 to present.

Patrícia Monte-Mór
Mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional-UFRJ, especialista em Antropologia Visual, e produtora cultural. Professora no Departamento de Antropologia da UERJ, coordena o Núcleo de Antropologia e Imagem-NAI. É editora da revista Cadernos de Antropologia e Imagem e organizou, de 1999 a 2007, com o Marc Piault, o curso de formação Atelier Livre de Cinema e Antropologia. Coordenou projetos de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da Antropologia Visual. Coordenou por três anos o Prêmio Pierre Verger de Vídeo Etnográfico da Associação Brasileira de Antropologia- ABA. Diretora da Interior Produções, é idealizadora e coordenadora, com José Inacio Parente, do festival Mostra Internacional do Filme Etnográfico, do qual também é curadora (1993-2013). Atua junto a diversos festivais de documentário com ênfase na produção etnográfica como Festival Etnográfico de Nuoro, Sardenha-Itália; Margaret Mead Film and Video Festival, Nova York-EUA, e Festival Internacional Jean Rouch, França.

Sergio Burgi
Coordenador da área de Fotografia do Instituto Moreira Salles.


Ingressos

Entrada gratuita, com lugares limitados.

Ordem de chegada, não haverá distribuição de senhas.


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