L.A. REBELLION no IMS Rio

Mostra de filmes

5 a 10 de fevereiro de 2019

Ingressos

R$8 (inteira) e R$4 (meia)

IMS Rio

Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea - Rio de Janeiro/RJ

Entre os anos 1970 e 1980, a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) iniciou uma política de inclusão de jovens estudantes de cinema de origens diaspóricas e imigratórias nos EUA. Foi nesse contexto que surgiu um conjunto extraordinário de filmes que expressam o vigor, a singularidade, a renitência e a pregnância de um novo cinema negro, aclamado pela crítica internacional e reivindicado pelas novas gerações de cineastas.

Objeto de redescoberta e restauração nesta década, os filmes de realizadoras e realizadores afro-americanos egressos dessas turmas, movidos por um projeto de autonomia histórica e de emancipação artística, foram reunidos sob a rubrica L.A. Rebellion (Rebelião em Los Angeles), que passou a designar a produção de nomes que se tornariam célebres, como Charles Burnett (vencedor de um Oscar honorário em 2018) e Julie Dash (primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem estreado comercialmente nos EUA), além de outros menos conhecidos - mas igualmente notáveis -, como Zeinabu irene Davis, Alile Sharon Larkin, Haile Gerima, Larry Clark e Billy Woodberry.

Os programadores Luís Fernando Moura e Victor Guimarães selecionaram 14 títulos neste vasto e diverso repertório, entre curtas, médias e longas, buscando iluminar obras-primas pouco vistas em um balanço entre novas cópias em formatos digitais e em 16 mm, cedidas pelo arquivo da UCLA. Em fevereiro, os cinemas do IMS exibem esses filmes em sessões comentadas por críticas e críticos, pesquisadoras e pesquisadores, e promove debates em São Paulo e no Rio.


Debates

Sessões e debates cancelados de 7 a 10 de fevereiro
Devido aos estragos causados pelas fortes chuvas no Rio, a sede do IMS na Gávea está fechada à visitação pública.

Dando um rolê
5 de fevereiro, às 19h
A exibição será seguida por fala dos curadores Luís Fernando Moura e Victor Guimarães

Bush Mama
6 de fevereiro, às 19h15
A exibição será seguida por fala de Juliano Gomes

Bem-vindo de volta, irmão Charles
7 de fevereiro, às 19h15
A exibição será seguida por fala de Luis Fernando Moura

Uma imagem diferente
8 de fevereiro, às 19h30
A exibição será seguida por fala de Janaína Oliveira

L.A. Rebellion, passado e presente
9 de fevereiro, às 17h30
Debate com Josslyn Luckett, Janaína Oliveira, Mário Silva e Juliano Gomes. Mediação de Luís Fernando Moura

Curtas L.A. Rebellion 3
10 de fevereiro, às 16h
Sessão seguida por debate com Mario Vieira da Silva 

Abençoe seus pequeninos corações
10 de fevereiro, às 18h30
A exibição será seguida por fala de Josslyn Luckett


Filmes

African Woman, USA / Mulher africana, EUA (Omah Diegu [Ijeoma Iloputaife], 1980, 20', digital)
Bless Their Little Hearts / Abençoe seus pequeninos corações (Billy Woodberry, 1983, 80’, DCP)
Bush Mama (Haile Gerima, 1979, 97', 16mm)
Child of Resistance / Filha da resistência (Haile Gerima, 1972, 36', 16mm)
Cycles / Ciclos (Zeinabu irene Davis, 1989, 17', digibeta)
Diary of an African Nun / Diário de uma freira africana (Julie Dash, 1977, 15', digibeta)
A Different Image / Uma imagem diferente (Alile Sharon Larkin, 1982, 52', 16mm)
The Horse / O cavalo (Charles Burnett, 1973, 14', DCP)
Illusions / Ilusões (Julie Dash, 1982, 36', DCP)
Passing Through / Dando um rolê (Larry Clark, 1977, 105', DCP)
The Pocketbook / A bolsa (Billy Woodberry, 1980, 13’, DCP)
Several Friends / Um bocado de amigos (Charles Burnett, 1969, 22', DCP)
Welcome Home Brother Charles / Bem-vindo de volta, irmão Charles (Jamaa Fanaka, 1975, 91', DCP)
Your Children Come Back To You / Seus filhos voltam pra você (Alile Sharon Larkin, 1979, 27', 16mm)

 

Créditos

Dando um rolê: cópia em DCP: cortesia do UCLA Film & Television Archive. Preservação parcialmente financiada pela doação da Andy Warhol Foundation for the Visual Arts e pelo Packard Humanities Institute.

Diário de uma freira africana: Preservação parcialmente financiada pela doação da National Film Preservation Foundation.

L.A. Rebellion: Creating a New Black Cinema foi um projeto do UCLA Film & Television Archive desenvolvido como parte de Pacific Standard Time: Art in L.A. 1945-1980.


Programação

Sessões e debates cancelados de 7 a 10 de fevereiro
Devido aos estragos causados pelas fortes chuvas no Rio, a sede do IMS na Gávea está fechada à visitação pública.

Não há mais sessões previstas.


Debatedores

Luís Fernando Moura é pesquisador e programador de cinema. Graduado pela UFPE, é mestre e doutorando em Comunicação Social pela UFMG, onde integra o grupo de pesquisa Poéticas da Experiência. Foi repórter e crítico nas redações dos jornais Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco, e escreveu sobre cinema, literatura e cultura para as revistas Continente, Monet, Gol, ArtFliporto, La Fuga, Tercer Film e Língua Portuguesa, para o Suplemento Pernambuco e para o portal Estadão, além de catálogos de mostras e outras publicações. Co-editou o dossiê "O cinema e o animal" da revista Devires. Desenvolveu projetos junto às produtoras Símio Filmes e Desvia. Foi um dos coordenadores do Cineclube Dissenso, no Recife. Foi um dos curadores das mostras Brasil Distópico, no Rio de Janeiro, e L.A. Rebellion, no Recife, e integrou comissões de curadoria no Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte (2017-2018) e no forumdoc.bh (2018). É curador e, desde 2015, coordenador de programação do Janela Internacional de Cinema do Recife.

Victor Guimarães é crítico, curador e professor. Escreve para a revista Cinética desde 2012 e para o site Horizonte da Cena desde 2015. Colaborou com revistas como Senses of Cinema (Austrália), Desistfilm (Peru), El Agente Cine (Chile), Lumière (Espanha) e La Furia Umana (Itália), além de diversos livros, catálogos de festivais e mostras retrospectivas no Brasil, na Argentina e na França. Foi professor no Centro Universitário UNA, na Universidade Positivo e na Vila das Artes. Curador de mostras como Sabotadores da Indústria (Sesc Palladium, 2014), Argentina Rebelde (Caixa Cultural/RJ, 2015), Anacronias (Semana – Festival de Cinema/RJ, 2017) e Brasil 68 (MIS Cine Santa Tereza/BH, 2018). Doutorando em Comunicação Social pela UFMG, com passagem pela Université Sorbonne-Nouvelle (Paris 3). É autor do livro O hip hop e a intermitência política do documentário (PPGCOM/UFMG, 2015) e organizador de Doméstica (Desvia, 2015). Atualmente é um dos curadores de longas-metragens da Mostra de Cinema de Tiradentes.

Mario Vieira da Silva foi estudante de cinema na UCLA, onde obteve o bacharelado e mestrado nos anos 60 e participou, por um feliz acaso do destino, de um grupo etnico multinacional, o qual foi  denominado por um jornalista de L.A Rebellion. Lá conheceu excelentes pessoas que enriqueceram bastante sua vida. Voltou ao Brasil em 1974 depois de 12 anos e meio em Los Angeles.

Janaína Oliveira é pesquisadora e curadora, Janaína Oliveira é doutora em História, professora no IFRJ (Instituto Federal do Rio de Janeiro), e Fulbright Scholar no Centro de Estudos Africanos na Universidade de Howard, em Washington D.C. nos EUA.  Atualmente é curadora do Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul (RJ), do FINCAR (Festival Internacional de Realizadoras / PE) e do Festival Les Nuits d’Abidjan (Costa do Marfim). Em 2018, integrou às comissões de seleção de filmes de alguns festivais, dentre eles o Festival de Brasília (DF),  Kinoforum (SP), Semana de Cinema (RJ), Festival Visões Periféricas (RJ), Janela Internacional de Cinema (PE) . Em 2019, fez a curadoria na mostra "Soul in the eye - Zózimo Bulbul and the contemporary Black Brazilian Cinema" para o International Film Festival Rotterdam. Faz parte da APAN (Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro). É idealizadora e coordenadora do FICINE, Fórum Itinerante de Cinema Negro.

Josslyn Luckett é professora-assistente do Departamento de Cinema da Universidade de Nova York. Tem doutorado em Estudos Africanos pela Universidade da Pensilvânia, mestrado teológico pela Faculdade de Estudos Religiosos de Harvard, mestrado em roteiro pela Tish Escola de Artes, da Universidade de Nova York, e bacharelado em Estudos Étnicos pela Universidade de Berkley. Sua pesquisa é voltada especialmente aos estudos de mídia, jazz e improvisação e a Estudos Étnicos comparativos e relacionais, com ênfase na interseção entre raça, mídia e justiça social e nas representações de práticas espirituais afro-diaspóricas no cinema e na televisão. Seu atual projeto de livro investiga a pré-história dos cineastas da chamada L.A. Rebellion, cujos filmes mudaram a mídia independente nas comunidades negras, latinas, asiáticas e indígenas em Los Angeles e outras localidades. Roteirista, dramaturga e ex-editora de roteiro da série The Steve Harvey Show, roteirizou o telefilme Love Song, dirigido por Julie Dash, original da MTV.

Juliano Gomes é crítico de arte e professor. Formado em Cinema  na PUC-Rio, mestrado na Comunicação da UFRJ. Lecionou na Pós-Graduação em Audiovisual na UNOCHAPECO, além de cursos livres da na Vila das Artes (Fortaleza -2014), Academia Internacional de Cinema, Semana dos Realizadores e no Festival Fronteira. Faz concepção audiovisual de espetáculos de teatro e dança desde 2010. É performer em Help! I need somebody. Dirigiu os curtas … (2007) e As Ondas (2017). Programou a Sessão Cinética no IMS desde 2009.


Ingressos

Os ingressos para as sessões de cinema do IMS são vendidos nas bilheterias dos centros culturais e no site ingresso.com.

As bilheterias vendem ingressos apenas para as sessões do dia. No site, as vendas são semanais: a cada quinta-feira são liberados ingressos para as sessões que acontecem até a quarta-feira seguinte.

IMS Rio
Ingresso: R$8 (inteira) e R$4 (meia).
Bilheteria: de terça a domingo, das 11h até o início da última sessão de cinema do dia, na recepção.


Conteúdo relacionado