Por Dentro dos Acervos Veja Mais +

Brasília, 1964, com Jorge Bodanzky

04 de fevereiro de 2014

No início de 1964, quando entrou para a Faculdade de Arquitetura da UnB (Universidade de Brasília), o paulistano Jorge Bodanzky ainda estava a uns anos de distância de se tornar um fotógrafo e cineasta fundamental para o país. Mas o faro para a notícia e para a captação de imagens importantes já existia nele.

Bodanzky fotografou, por exemplo, universitários ouvindo pelo rádio a notícia do golpe militar. E registrou de perto (ou de dentro) passeatas de protesto contra o regime militar que se iniciava. Regime este, aliás, que fecharia a UnB em 1965. A intervenção empurrou o ainda candidato a fotógrafo para um curso na Alemanha, de onde voltaria depois para trabalhar em jornais e revistas.

Alunos da UNB ao receberem a notícia do golpe militar através do rádio. Em primeiro plano Mario Balaban e em segundo plano Jorge Bodanzky. Fotografia de Jorge Bodanzky / Acervo IMS

 

Passeata de calouros da Universidade de Brasília. Fotografia de Jorge Bodanzky / Acervo IMS

 

Passeata de calouros da Universidade de Brasília. Fotografia de Jorge Bodanzky / Acervo IMS

Se não bastasse essa cobertura da agitação política numa capital então com apenas quatro anos de vida, Bodanzky ainda fez fotografias da paisagem da cidade, experimentando possibilidades técnicas e artísticas.

O acervo de Bodanzky está, desde 2013, sob a guarda do Instituto Moreira Salles. São de seu acervo as fotos desta página. Algumas poderão ser vistas na exposição Em 1964, em cartaz no IMS-RJ a partir de 9 de fevereiro.

Em depoimento registrado em vídeo por Laura Liuzzi e Leonardo Souza, Bodanzky recorda ao entrevistador, o crítico de cinema José Carlos Avellar, o clima de 1964 em Brasília e o seu papel como fotógrafo e estudante naquele momento-chave para o país. Assista ao vídeo abaixo.

 

Mais

Exposição Em 1964
Coluna de Jorge Bodanzky na Revista Zum
A hora e o lugar: conheça os livros de Otto Stupakoff, Jorge Bodanzky e outros