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Geraldo de Barros no acervo do IMS

27 de janeiro de 2015

O Instituto Moreira Salles recebeu recentemente mais de 2.000 itens que compõem o acervo das séries fotográficas Fotoformas (1940-1950) e Sobras (1996-1998), do artista paulista Geraldo de Barros. A chegada desse conjunto cria um caminho fértil para entender o processo de trabalho do artista e torna o IMS um centro de pesquisa e referência para o estudo da sua obra. Ter na coleção da instituição um grande nome da fotografia moderna abre portas para outros artistas e obras que estão na fronteira entre fotografia e arte.

A coleção chega ao instituto de duas maneiras: por meio da aquisição da série Fotoformas, com cerca de 620 itens (negativos, negativos desenhados, recortados, contatos cortados e desenhados), e pelo comodato por sete anos da série Sobras (cerca de 1.600 peças, sendo 249 colagens de negativos sobre vidro e 300 cópias de trabalho aprovadas pelo artista em vida). A coleção das Sobras inclui ainda aproximadamente 1.000 itens que fazem parte do corpo estendido do material (negativos, ampliações, sobras de negativos, contatos etc.), utilizados na produção dessa série. Além dos dois conjuntos, o IMS recebeu também uma cópia digitalizada de todo o arquivo de documentos, publicações, fôlderes, fotos pessoais, recortes de jornais, reunido pela família a partir dos anos 1980.

 

Imagem da série Sobras (vidros), São Paulo, Brasil, 1996-1998. Colagem em vidro

 

Desde 18 de outubro, o IMS apresenta em sua sede do Rio de Janeiro a exposição Geraldo de Barros e a fotografia. Com mais de 300 obras, essa é a maior exposição do designer, pintor e fotógrafo brasileiro Geraldo de Barros (1923-1998) já realizada no Rio. A mostra recupera aspectos históricos e o caráter experimental da obra fotográfica do artista, enfocando sua relação com as gravuras e pinturas realizadas entre os anos 1940 e 1990. A curadoria é da pesquisadora Heloisa Espada, coordenadora de artes visuais do IMS.

Também está sendo lançado, em parceria com o Sesc São Paulo, o livro Geraldo de Barros e a fotografia, que acompanha a exposição homônima em cartaz no IMS-RJ, e que será apresentada no Sesc Belenzinho a partir de abril  deste ano. A publicação é mais que um catálogo da mostra. Trata-se de um livro de referência sobre a produção de Geraldo de Barros, com textos inéditos de Heloisa Espada, organizadora do volume, Simone Förster, Tadeu Chiarelli, João Bandeira e Giovanna Bragaglia. Trazendo novos dados sobre a formação do artista, os textos enfocam assuntos ainda pouco abordados, tais como sua atuação no Foto Cine Clube Bandeirante, a relação de sua obra com a fotografia europeia do segundo pós-guerra, sua relação com os artistas concretos do Rio de Janeiro, a presença da fotografia em suas pinturas pops e a série Sobras.

 

Imagem da série Fotoformas, São Paulo, Brasil, 1949. Fotografia (cópia a partir de negativo recortado, prensado entre duas placas de vidro)

 

O lançamento será no dia 31 de janeiro, após o encontro com Paulo Sergio Duarte, crítico de arte e professor da Universidade Candido Mendes, na exposição do artista em cartaz na casa da Gávea. O encontro, marcado para 17h, faz parte da série “Conversas na galeria”, organizada pela Coordenação de Pesquisa e Educação do IMS, e tem como objetivo fomentar o debate em contato diretamente com as obras de arte expostas nas mostras promovidas pelo instituto. Todas as conversas são sempre gratuitas e abertas ao público.

 

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As experiências de Geraldo de Barros
Livro Geraldo de Barros e a fotografia
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xposição Geraldo de Barros e a fotografia

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