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Cinema IMS Poços

Sessões de abertura

A nova sala de cinema do IMS Poços abre as portas ao público com a estreia de O dia que te conheci, mais recente filme de André Novais Oliveira, da produtora mineira Filmes de Plástico, Café com canela, primeiro longa-metragem de Glenda Nicácio e Ary Rosa, e o clássico Cantando na chuva, de Stanley Donen e Gene Kelly, em diálogo com as produções poços-candenses Sagrado, trilogia do Projeto Curas, e o curta Fogos de artifício, de Wellington Bravo.

Blog do Cinema:
Cheguei a tempo de te ver acordar - por Glenda Nicácio ►
Cinema do IMS em Poços de Caldas - por Kleber Mendonça Filho ►
Sob novas luzes - por Marcelo Leme ►

Da esquerda para direita: cena de Café com canela, de Glenda Nicacio e Ary Rosa, Cantando na chuva, de Stanley Donen e Gene Kelly e O dia que te conheci, de André Novais Oliveira

Filmes


O dia que te conheci + Sagrado (trilogia): I. Kalunga

Classificação indicativa da sessão: 14 anos

O dia que te conheci
André Novais Oliveira | Brasil | 2023, 71', DCP (Filmes de Plástico) | Classificação indicativa: 14 anos

Zeca todo dia tenta levantar cedinho para pegar o ônibus e chegar, uma hora e meia depois, na escola da cidade vizinha, onde trabalha como bibliotecário. Acordar cedo anda cada vez mais difícil, há algo que o impede de manter esse cotidiano. Um dia, Zeca conhece Luisa.

O dia que te conheci é o terceiro longa de André Novais Oliveira, diretor de Temporada (2018), Ela volta na quinta (2014) e uma série de curtas-metragens que circularam o mundo, como Fantasmas (2010) e Quintal (2015). “Desde Fantasmas, meu primeiro curta, de 2010, tento fazer os diálogos naturalistas e fazer com que as atuações soem o mais legítimas possível”, comenta em depoimento disponibilizado no material de imprensa do filme. “Esse foi um trabalho muito prazeroso e divertido, e aberto a improvisos. Em cada longa, trago uma nova dosagem de abertura ao inesperado.”

“"Sempre tive muita vontade de tentar o humor nos filmes, e tanto a Grace [Passô] quanto o Renato [Novaes] são bons de comédia também. Eles têm um timing de humor, e equilibrar com o drama foi intuitivo. É muito gostoso ver piadas, ou coisas que nem eram para serem engraçadas, mas acabam com o público. Fico muito feliz.”

Filmado ao longo de dez dias entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2022, o filme de Oliveira dialoga com referências que vão desde os cineastas Abbas Kiarostami e Apichatpong Weerasethakul, o compositor norte-americano William Grant Still e a cena do rap contemporâneo brasileiro: “O rap é muito importante no filme. Eu queria muito evidenciar que o Zeca gosta de rap, e mostrar isso nos mínimos detalhes, como na direção de arte. Tem tudo a ver com a cena do rap em BH, que tem crescido bastante. Não à toa Djonga, Matéria Prima e o Fabrício FBC estão na trilha, além do FBC fazer uma participação como ator, que me deixou muito feliz.”

 

Sagrado (trilogia)
Projeto Curas | Brasil | 2022, 3 filmes com durações de 4’, 4’ e 5’, Arquivo digital (Projeto curas) | Classificação indicativa: 14 anos

O Projeto Curas é uma plataforma de registros que envolve processos de pesquisa, documentação e construção de acervos afetivos, familiares e artísticos, com processos de criação, e é realizado no Sul de Minas Gerais desde 2019. As produções artísticas e documentais compartilhadas são realizadas a partir das memórias e perspectivas pessoais dos envolvidos e envolvidas na concepção de cada iniciativa. O trabalho é realizado a partir de uma perspectiva de reconstituição e circulação, expondo experiências e composições sociais que, em grande medida, não estão representadas nos acervos institucionais da região sul mineira e que são diretamente afetadas por políticas de embranquecimento que não reconhecem a expressão das presenças afro-indígenas no território.

Este conjunto de filmes se divide em três atos:
I. Kalunga
II. Senhora da sabedoria
III. Caboclo Pedra Branca
A produção e concepção são de Gabriela Acerbi Pereira, Elis de Paula, Ana Maria de Paula Cruz, Flavia Nogueira, Robson Américo e Marcos Santos.

Nessa sessão em conjunto com O dia que te conheci será exibido apenas o primeiro ato I. Kalunga.

 

Programação

IMS Poços
13/1, sábado, 17h30
Sessão seguida de debate com André Novais Oliveira, Glenda Nicácio e Kleber Mendonça Filho

13/1, sábado, 20h


Café com canela + Fogos de artifício + Rosza Filmes - vídeo-afeto de 10 anos

Classificação indicativa da sessão: 14 anos

 

Café com canela
Glenda Nicácio e Ary Rosa | Brasil | 2017, 100’, DCP (Rosza Filmes) | Classificação indicativa: 14 anos

No Recôncavo Baiano, em São Félix, Margarida é uma professora aposentada que vive sozinha e evita sair de casa desde a morte de seu filho. Sua ex-aluna Violeta mora do outro lado do rio, em Cachoeira. O reencontro entre as duas desperta um processo de transformação, marcado por visitas, faxinas, cafés com canela, novos amigos e velhos amores.

Natural de Poços de Caldas, a diretora Glenda Nicácio conta ao site da Mostra de São Paulo: “Filmamos em Cachoeira, a cidade aonde chegavam as mercadorias nos tempos coloniais. Entre essas mercadorias, estavam os corpos negros. Então todo o contexto é muito forte. A história que contamos é uma história universal, é um retrato do cotidiano de duas mulheres diferentes que se encontram em determinado momento da vida. Essa história poderia se passar em qualquer lugar, mas, quando escolhemos filmar essa história em Cachoeira, ela ganhou outras dimensões, que vão além da narrativa e se entrecruzam com questões contemporâneas do fazer cinema. Uma espectadora, em Minas Gerais, me disse que, ao assistir a Café com canela, viu a família dela na tela: ´Eu vi minha família, minha mãe, meu pai; eu vi até o meu cachorro. Aquela é minha laje.´ Algumas pessoas quase nunca se viram na tela, e estão podendo se reconhecer nos personagens e na história de Café com canela.”

Entrevista de Glenda Nicácio site da Mostra de São Paulo (na íntegra) ►

 

Fogos de artifício
Wellington Bravo | Brasil | 2021, 15’, Arquivo digital (Acervo do artista) | Classificação indicativa: 14 anos

“O desconhecido é o caminho ideal para a fantasia…”, diz a cartela inicial de Fogos de artifício. No filme, Zefa e Rogério passam por um momento difícil em seu relacionamento. Quando Rogério desenvolve estranhos hábitos noturnos, Zefa vai tentar descobrir sorrateiramente o que se passa com seu companheiro.

 

Rosza Filmes – Vídeo-afeto de 10 anos
Rosza Filmes; Montagem de Renan Bozelli | Brasil | 2021, 8’, Arquivo digital (Rosza Filmes) | Classificação indicativa: 14 anos

A Rosza Filmes é uma produtora independente de Ary Rosa e Glenda Nicácio, sediada na cidade de São Félix, Recôncavo da Bahia. Desde a sua fundação, atua no mercado audiovisual desenvolvendo atividades de realização cinematográfica em ficção e documentário, produção de eventos e desenvolvimento de projetos de cinema e educação, a partir da aposta no cinema como prática transformadora que descobre, inventa e movimenta o mundo.

Neste breve curta, as imagens dos filmes dirigidos por Glenda e Ary se embaralham e reposicionam, dando a ver o legado de mais de dez anos dedicados à criação de um cinema popular, no sentido mais radical do termo. São cenas de filmes como Café com canela (2017), Ilha (2018), Até o fim (2020) e Na rédea curta (2022).

 

 

Programação

IMS Poços
14/1, domingo, 16h
Sessão seguida de debate com Glenda Nicácio, Marcelo Leme e Kleber Mendonça Filho

 


Cantando na chuva

Singin' in the Rain
Stanley Donen, Gene Kelly | EUA | 1952, 103', DCP 2K (Park Circus) | Classificação indicativa: livre

No filme, Don Lockwood e Lina Lamont são dois dos astros mais famosos do cinema mudo em Hollywood. Seus filmes são um verdadeiro sucesso, e as revistas apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe. Porém, o cinema falado chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama. Quando os chefes do estúdio decidem produzir um filme falado com o casal, Don e Lina precisam superar as dificuldades do novo método para manter seu lugar na indústria.

Um dos mais famosos musicais de todos os tempos, Cantando na chuva narra a passagem do cinema silencioso para o cinema sonoro. Em uma entrevista publicada na edição de fevereiro de 1985 da Interview Magazine, Gene Kelly, ator principal e um dos diretores do filme relembra: “Quando eu criava uma dança, não tinha o luxo que as pessoas do balé têm quando pegam uma música e impõem uma dança a ela. O que fazíamos nos filmes era ter uma música e, dentro dela, tentar elaborar. Meu método usual era fazer o que um escritor faz: criar um enredo. Digamos, aqui está este sujeito em uma determinada situação e como ele reagiria. Mentalmente, eu escrevia uma pequena história para mim mesmo. É claro que, às vezes, você tem uma música que diz: ‘Faça tal coisa’. Meu melhor exemplo é Singin' in the Rain. Arthur Freed insistiu que a música deveria estar no filme, mas ele estava muito tenso com relação a isso. A música já tinha feito parte de quatro outros filmes, e ninguém nunca havia prestado atenção nela. Então, eu disse: ‘Bem, Arthur, vai estar chovendo, e eu vou cantar’. Ele olhou para mim sem entender e eu lhe disse: ‘Não se preocupe com isso’. Era um esquema do qual eu não podia escapar: eu estava feliz no amor e brincando nas poças d'água, e a música diria o resto.”

Entrevista do diretor Gene Kelly à revista Interview Magazine (na íntegra, em inglês) 

 

Programação

IMS Poços
14/1, domingo, 20h


Programação

IMS POÇOS

13/1/2024, sábado
17h30 - O dia que te conheci + Sagrado (trilogia): I. Kalunga
Sessão seguida de debate com André Novais Oliveira, Glenda Nicácio e Kleber Mendonça Filho

20h - O dia que te conheci + Sagrado (trilogia): I. Kalunga

 

14/1/2024, domingo
16h - Café com canela + Fogos de artifício + Rosza Filmes - vídeo-afeto de 10 anos
Sessão seguida de debate com Glenda Nicácio, Marcelo Leme e Kleber Mendonça Filho

20h - Cantando na chuva


Ingressos

IMS Poços

Entrada gratuita. Sujeita à lotação da sala.
Distribuição de senhas 60 minutos antes de cada sessão. Limite de uma senha por pessoa.