Ano de conquistas

Desde sua inauguração, em 20 de setembro de 2017, o IMS Paulista conquistou o público. O novo centro cultural do Instituto Moreira Salles, instalado na Avenida Paulista 2424, registrou até 30 de dezembro 324.658 visitas, que movimentaram os espaços dedicados às exposições, ao cinema e à música, a Biblioteca de Fotografia, a livraria IMS por Travessa e o restaurante Balaio. Além do grande público, o IMS Paulista também foi apontado pela crítica especializada como um dos destaques do ano, e encerrou 2017 com algumas conquistas. Entre elas está a escolha de Robert Frank: Os americanos + Os livros e os filmes, como melhor exposição de São Paulo, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. A mostra reuniu a celebrada série do fotógrafo a um projeto feito em conjunto com o editor alemão Gerhard Steidl, responsável pela publicação dos livros de Frank.

Na área gastronômica, o restaurante Balaio foi a melhor inauguração do ano para o júri especializado da Folha de S. Paulo. A nova casa do chef Rodrigo Oliveira (do Mocotó e Esquina Mocotó), instalada no térreo do IMS Paulista, investe na mistura de sabores brasileiros que se estende dos pratos aos drinques.

A própria sede do IMS Paulista foi premiada como a melhor obra de arquitetura da cidade pela Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA). O projeto de Vinicius de Andrade e Marcelo Morettin, desenvolvido pelo escritório Andrade Morettin, começou a ser construído em novembro de 2013 – veja imagens de Bruno Fernandes acompanhando o processo – e foi todo idealizado, desde seus grandes espaços de circulação de visitantes à fachada de vidro, para se integrar à paisagem urbana.

E não apenas pela inauguração do IMS Paulista, mas também pelo conjunto da obra, por seu papel na preservação e difusão do patrimônio artístico nacional – com um acervo gigantesco que abrange as áreas de fotografia, iconografia, literatura, música e biblioteca de fotografia –, o Instituto Moreira Salles foi indicado novamente ao prêmio Faz Diferença, concedido anualmente pelo jornal O Globo. Vencedor em 2010 na categoria Prosa&Verso (pelas suas publicações), e em 2014 na de cinema (área coordenada então pelo crítico José Carlos Avellar, que morreu em março de 2016), o IMS concorre agora em Artes Visuais. A votação popular pelo site acontece até dia 28 de janeiro, e o vencedor será conhecido em 17 de fevereiro. Por falar em publicações, aliás, Millôr: obra gráfica, de Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires, conquistou em 2017 o segundo lugar em duas categorias do tradicional Prêmio Jabuti (Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia, e também em Capa, de Celso Longo e Daniel Trench).


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