Por dentro do Acervo
Despertando “Quintanares”
Mario Quintana, cujos 20 anos de morte se completaram em 5 de maio de 2014, foi, sem dúvida, um dos poetas brasileiros mais engajados – com a (sua) poesia. Isto porque o homem que marchou voluntariamente para o Rio de Janeiro em 1930 é diferente do poeta que se orgulhava de nunca ter pertencido a uma escola literária. Nesse sentido, vida e obra não se confundem. (Lyza Brasil)
Rachel e o golpe
A escritora Rachel de Queiroz colaborou intensamente com o golpe de 1964 e contava isto sem constrangimento. Isabel Lustosa escreve sobre a entrevista que a escritora concedeu a ela em 1993, repleta de revelações sobre a cena política da época, faz um paralelo com a situação política atual e menciona possibilidades de estudos sobre o golpe de 1964.
O braço direito, um livro cult
Ana Miranda, que trabalhou na versão final do livro O braço direito, em 1993, analisa o único romance de Otto Lara Resende, livro que “pode ser lido pelo viés do sentimento e pelo da razão”. Para ela, há na narrativa “um labirinto sem saída, um horizonte sinuoso, intransponível”. Mas também há “uma linha contínua de graça, senso de humor, enlevo”.
Escrita à moda antiga
As máquinas de escrever foram substituídas por computadores e tablets, virando objetos de museu. Sob a guarda do IMS há seis máquinas de escritores e estudiosos da literatura brasileira, como Erico Verissimo, Lygia Fagundes Telles, Rachel de Queiroz e Ana Cristina Cesar. (Lyza Brasil)
Salvando os originais de Angústia
“Rachel: este livro não é meu: é nosso”, diz Graciliano Ramos em dedicatória à escritora Rachel de Queiroz. Elvia Bezerra conta a história do resgate dos originais de “Angústia”, que é para muitos a obra-prima do alagoano, fala sobre o papel da escritora na publicação do romance e mostra dedicatória do autor em exemplar da biblioteca de Rachel, sob a guarda do IMS.
Caderno de guerra: Olimpio de Souza Andrade
Não terá sido apenas pela devoção a Os sertões que o jornalista Olímpio de Souza Andrade (1914-1980) se ocupou da transcrição integral, anotada, da caderneta em que Euclides da Cunha registrou o cotidiano da batalha de Canudos. Bem antes disso Olimpio já demonstrara interesse por diário, e escrevera o seu. (Elvia Bezerra)
