Modernidade, retrato e fotografia de estúdio na África Ocidental

Curso

4 aulas com Sabrina Moura

Quando

2, 9, 16 e 23/5.
Quartas, das 19h às 21h.

Inscrição

Até a primeira aula do curso
R$ 200. Vendas pelo Eventbrite

IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424
São Paulo/SP

Seydou Keïta/Caac, Genebra

Sobre o curso

Partindo da produção do fotógrafo malinês Seydou Keïta, em exibição no IMS Paulista a partir de meados de abril, o curso discute as relações entre o retrato fotográfico, a prática de estúdio e a cultura visual na África Ocidental. Serão analisadas as expressões desse gênero de fotografia ao longo do século XX e seu papel na elaboração de uma visão específica de modernidade africana, bem como seu diálogo contemporâneo com as artes visuais, passando por nomes como, além do próprio Keïta, Mama Casset, Malick Sidibé, Oumar Ka, Samuel Fosso, Fatoumata Diabaté e outros.


Inscrição

Até a primeira aula do curso.

4 aulas, R$ 200. Estudantes, professores e maiores de 60 anos têm 50% de desconto em todos os cursos.
Vendas apenas pelo Eventbrite.


Sobre Sabrina Moura

Curadora e pesquisadora. Doutoranda no Departamento de História da Unicamp, realiza pesquisa sobre a Bienal de Dacar (Senegal). Foi pesquisadora visitante no Instituto de Estudos Africanos da Universidade de Columbia, em Nova York.


Programa

1) A chegada da fotografia e os primeiros estúdios
Ao aportar na costa oeste e centro-africana, em meados do século XIX, a fotografia foi rapidamente integrada às práticas de representação local, permitindo a criação de estúdios fotográficos em suas principais cidades portuárias. Esse movimento promoveu a circulação de imagens, transpondo fronteiras e alterando as formas tradicionais de representação visual no continente.

2) Dacar-Bamako: imagem fotográfica e modernidade
A partir dos anos 1940, fotógrafos como Seydou Keïta, Mama Casset e Malick Sidibé buscaram representar uma cena local cosmopolita, em oposição ao “africano exótico” cristalizado pelo olhar ocidental. Em meio ao processo de descolonização do continente, o trabalho desses artistas expressa visões singulares de uma modernidade africana gestada a partir de seus centros políticos e culturais.

3) Autorretrato: encenação e autoria
Conscientes da sua posição social, diversos fotógrafos realizaram séries de autorretratos que reafirmam sua condição autoral na prática do estúdio comercial. Entre eles, Oumar Ka e Samuel Fosso, expoente do gênero, encena múltiplos personagens a partir da elaboração cuidadosa de figurinos, gestos e cenários inventados.

4) O retrato contemporâneo e o estúdio expandido
A última aula discute as relações entre a tradição local do retrato e as releituras contemporâneas de Keïta, Sidibé, e outros fotógrafos. Analisaremos trabalhos recentes como Studio Photo de la Rue (em curso) da fotógrafa malinesa Fatoumata Diabaté e uma série de práticas que emergiram a partir das plataformas locais de difusão artística, como os festivais de Bamako, Lagos ou a Bienal de Dacar, a partir dos anos 1990.