Sempre a canção

Curso

Com Paulo da Costa e Silva, Luiz Tatit, Lorenzo Mammì e José Miguel Wisnik

Quando

8, 15, 22 e 29 de agosto de 2019, quintas, das 19h às 21h (4 encontros)

Ingressos

Vendas pelo Eventbrite. Mais informações em Como participar

IMS Rio

Sala de aula
Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea - Rio de Janeiro/RJ

A canção é uma forma híbrida, que funde a literatura e a música. Seu percurso remonta às origens da poesia ocidental, passa pelos trovadores da Idade Média e, no século XX, chega ao rádio e aos discos. A canção popular brasileira é uma das manifestações mais sofisticadas de nossa cultura. Em torno dela, criou-se, nas últimas décadas, abordagens críticas originais. Alguns dos principais estudiosos e criadores desse campo de estudo estão reunidos neste curso, que contemplará os aspectos formais específicos da canção, bem como sua inserção histórica e os próprios cancionistas: intérpretes e compositores.

Aula I | 8 de agosto: Paulo da Costa e Silva
Aula II | 15 de agosto: Luiz Tatit
Aula III | 22 de agosto: Lorenzo Mammì
Aula IV | 29 de agosto: José Miguel Wisnik

Roda de samba no Rio de Janeiro, 1946. Foto de Thomaz Farkas / Acervo IMS

Como participar

Quando
8, 15, 22 e 29 de agosto de 2019, quintas, das 19h às 21h

R$200, pelos 4 encontros
Estudantes, professores e maiores de 60 anos têm 50% de desconto em todos os cursos


Sobre os professores

Paulo da Costa e Silva é professor de estética da UFRJ. Colaborou na coluna Questões musicais, da revista Piauí. Dirigiu a Rádio Batuta, do IMS, para onde produziu, entre outros, o documentário radiofônico Tim tim por tim tim: a música de João Gilberto. Publicou o livro A tábua de Esmeralda: e a pequena renascença de Jorge Ben.

Luiz Tatit é músico e professor titular do Departamento de Linguística da FFLCH-USP. Pela Ateliê Editorial publicou os livros Análise Semiótica Através das Letras, Elos de Melodia & Letra, O Século da Canção, Todos Entoam - Ensaios, Conversas e Lembranças e Semiótica à Luz de Guimarães Rosa. Já lançou os CDs Felicidade (1998), O Meio (2000), Ouvidos Uni-vos (2005) e Rodopio (2007), todos pelo selo Dabliú.

José Miguel Wisnik é ensaísta, músico e cantor, é professor de literatura brasileira na USP. Dentre seus livros publicados estão O som e o sentido (1989), Sem receita: Ensaios e canções (2004) e Veneno remédio: o futebol e o Brasil (2008). Ministrou a aula A matéria Clarice, disponível no site especial da escritora.

Lorenzo Mammì nasceu em Roma, em 1957. Fez graduação em música e doutorou-se em filosofia pela Universidade de São Paulo, onde é professor de História da Filosofia Medieval desde 2003. Como crítico de música e de arte, organizou e publicou ensaios em diversos livros, como Volpi (Cosac Naify, 1999), Carlito Carvalhosa (Cosac Naify, 2000) e Carlos Gomes (Publifolha, 2001). Na Companhia das Letras, organizou os volumes Vida de Rossini, de Stendhal, e 8X fotografia, com Lilia Moritz Schwarcz.


Programa

Aula I | 8 de agosto: Paulo da Costa e Silva
A formação da canção popular urbana coincidiu com a criação de uma nova ideia de Brasil, nacional e popular. Tal ideia está na base do “mito-Brasil” — a crença de que o país aponta, num caminho de autossuperação, para além de si mesmo. É nessa aliança entre mito e música que reside parte do significado espiritual que a tradição da canção guarda até hoje, na forma de uma promessa.

Aula II | 15 de agosto: Luiz Tatit
A atividade específica do cancionista brasileiro, aquele que cria relações entre melodia e letra, nas fronteiras da literatura e do pensamento musical. Serão comentadas especialmente as seguintes questões: o que significa ouvir uma melodia integrada a uma letra? Como se formou a linguagem da canção no Brasil? Por que os cancionistas não são propriamente nem músicos nem poetas?

Aula III | 22 de agosto: Lorenzo Mammì
Muitas canções não apenas expressam um sentimento ou narram uma história, como também apresentam uma personagem que expresse aquele sentimento ou seja protagonista daquela história. Sugerir essa figura indiretamente, num tempo tão reduzido, é uma tarefa complexa, que tem uma longa tradição na música ocidental. O tema será abordado a partir de quatro exemplos: Lasse! Comment oublieray de Guillaume de Machaut (séc. XIV), Gretchen an Spinnrade (Schubert, sobre texto de Goethe), She's living home (Beatles) e As vitrines (Chico Buarque).

Aula IV | 29 de agosto: José Miguel Wisnik
Canção e poesia. Proximidades e distâncias entre a palavra escrita e a palavra cantada no Brasil. Contatos, cruzamentos, trocas, diferenças.