Erico Verissimo

Folheando um caderno de escritor

Conferência

Com Marília Rothier Cardoso
Parte de Tempo de Erico

Quando

28 de março de 2019, quinta, às 19h

Entrada gratuita

Mais informações em Como participar

IMS Rio

Sala de aula
Rua Marquês de São Vicente, 476
Gávea - Rio de Janeiro/RJ

No dia 28 de março, às 19h, o IMS Rio promove a conferência Erico Verissimo: folheando um caderno de escritor, com a pesquisadora Marília Rothier Cardoso, coordenadora do curso de especialização Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo, da PUC-Rio. Ocorrerá um debate sobre o romance O prisioneiro, a partir dos manuscritos originais encontrados no acervo do IMS, e uma conversa com o público sobre a obra de Erico Verissimo. A obra, publicada em 1967, foi inspirada em episódios da Guerra do Vietnã. Para o autor, é uma “fábula moderna sobre vários aspectos da estupidez humana”, entre os quais a guerra e o racismo.

Tempo de Erico chega ao seu terceiro ano com o objetivo de refletir sobre o lugar que o escritor ocupa na literatura brasileira, divulgar pesquisas e trocar conhecimentos entre estudiosos da literatura. O acervo do escritor gaúcho está sob a guarda do Instituto Moreira Salles desde 2009, sendo formado por cerca de 1.900 itens, entre livros, periódicos, manuscritos e correspondências.

Manuscrito original do romance O prisioneiro, de Erico Verissimo / Acervo IMS

O escritor Erico Verissimo

Romancista que figura entre os maiores da literatura brasileira, Erico Verissimo, que se definia como um “contador de histórias”, nasceu em Cruz Alta (RS), em 17 de dezembro de 1905, filho de Sebastião Verissimo da Fonseca e Abegahy Lopes Verissimo. Seus primeiros contos, publicados em 1929, fizeram relativo sucesso, o que foi suficiente para que o rapaz decidisse viver de literatura: no ano seguinte, deixou a cidade natal e se mudou para Porto Alegre, onde se aproximou de escritores e poetas, entre os quais Mario Quintana. Na capital gaúcha, viveria até o fim da vida, não sem antes voltar a Cruz Alta, em 1931, para se casar com Mafalda Halfen Volpe, a companheira mítica de longos anos.

O acervo do escritor gaúcho chegou ao Instituto Moreira Salles em 2009, proveniente da Associação Cultural Acervo Literário Erico Verissimo (Acalev). É formado de biblioteca de cerca de 1.900 itens, entre livros e periódicos; e de arquivo, com produção intelectual contendo aproximadamente 490 documentos, entre os quais manuscritos e datiloscritos de obras como Clarissa (1933), O arquipélago (1961) e Incidente em Antares (1963). Há ainda o romance inacabado A hora do sétimo anjo (1966), além de rascunhos e notas, correspondência com 2.815 itens, 2.135 recortes de jornais e de revistas e 1.860 fotografias. Em novembro de 2003, o Instituto Moreira Salles homenageou o escritor com a edição do volume 16 dos Cadernos de Literatura Brasileira.


Sobre Marília Rothier Cardoso

Doutora pela PUC-Rio (1990), professora de literatura há várias décadas. Aposentada pela UERJ, trabalha atualmente no Departamento de Letras da PUC e pesquisadora do CNPq. Para cursos, artigos e participação em seminários, seus assuntos de interesse são: escritas brasileiras das periferias, arquivos de escritores brasileiros da modernidade e revisão do conceito de literatura, considerando sua expansão pela incorporação de diferentes linguagens.


Como participar

Entrada gratuita. Lugares limitados.

Distribuição de senhas 30 minutos antes.


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