Aqui não entra luz
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2025. 79min. 10 anos
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Entre memórias pessoais e pesquisas históricas, uma cineasta, filha de uma trabalhadora doméstica, percorre os quatro estados brasileiros que mais receberam mão de obra escravizada e conversa com trabalhadoras domésticas. Mulheres que enfrentam esse legado e lutam para que suas filhas possam sonhar outros destinos. O filme constrói um retrato íntimo e político de como a arquitetura no Brasil ainda carrega os traços da escravidão e reflete sobre como os espaços de moradia foram projetados para segregar corpos e sustentar hierarquias.
“Eu acho que o trabalho doméstico mantém privilégios em pé”, comenta Karol Maia em entrevista a Renato Silveira para o portal Cinematório. “Quando a gente tem na construção de um país um projeto de escravização tão bem estruturado como foi aqui no Brasil, o último país das Américas a abolir a escravidão, continuar a fazer a manutenção desse modelo é confortável pra muita gente. Então, eu acho que, ao falar desse assunto, inevitavelmente a gente vai ter que falar de coisas difíceis, vai ter que falar sobre pontos de responsabilidade individual. E eu acho que o silêncio protege muitas pessoas. Eu acho que protege de formas diferentes. Não posso falar por todas, mas algumas trabalhadoras optam pelo silêncio porque não querem perder seus empregos. E os contratantes optam pelo silêncio porque não querem perder o seu privilégio de remunerar alguém mal e ter essa pessoa disponível pra fazer um trabalho muito complexo e muito difícil, que é o da trabalhadora doméstica. E trabalho doméstico a gente pode entender como babá, como a cozinheira, a faxineira, todo mundo que tá trabalhando nesse ambiente familiar que é um ambiente de segredo, né? Uma família não vai revelar os segredos que estão acontecendo dentro de casa”.
“Este filme já teve muitos cortes”, ela conta em outra entrevista concedida a Luana Ibelli para o Brasil de Fato. “Foram muitos anos montando ele. Ele já teve um caminho muito mais político, quase didático mesmo, mais informativo. E aí eu fui abrindo mão de algumas coisas e lapidando cada uma das entrevistas com o que eu considerava o melhor daquele encontro. Porque eu acho que, pra além da entrevista, também tem um tom de encontro com aquelas trabalhadoras. Porque pra eu conseguir chegar naquela intimidade que a gente conseguiu alcançar em pouquíssimo tempo é porque eu também tava me abrindo. Eu também entregava alguma coisa pra elas. Porque o meu interesse era transformar aquele encontro numa coisa íntima. No limite do que uma câmera ligada e pessoas desconhecidas na sua casa permite. Mas eu fui entendendo que, pra mim, a questão política e a questão mais prática da arquitetura foram perdendo espaço, porque eu entendia que tinha muitas nuances das trabalhadoras que eu gostaria de trabalhar. E eu tive que abrir mão de alguma coisa. Quanto mais eu fui entrando, eu, enquanto personagem, fui dando um pouco da minha história pro filme também, e esse ciclo se encerrou”.
Entrevista da diretora Karol Maia ao portal Cinematório (na íntegra) ►
Entrevista da diretora Karol Maia para o Brasil de Fato (na íntegra) ►
Blog do cinema:
Mulheres em luta - por José Geraldo Couto ►

Aqui não entra luz
Brasil, 79 min., Karol Maia
| 7/05 quinta-feira | 16h |
|---|---|
| 8/05 sexta-feira | 20h |
| 9/05 sábado | 20h |
| 10/05 domingo | 18h |
| 12/05 terça-feira | 18h |
| 13/05 quarta-feira | 18h |
| 15/05 sexta-feira | 15h50 |
| 19/05 terça-feira | 14h |
| 20/05 quarta-feira | 14h |
| 24/05 domingo | 14h |
| 29/05 sexta-feira | 20h10 |
| 30/05 sábado | 14h20 |
| 7/05 quinta-feira | 19h |
|---|---|
| 9/05 sábado | 16h |
| 24/05 domingo | 16h |
Vendas
Os ingressos do cinema podem ser adquiridos online ou na bilheteria do centro cultural, mais informações abaixo.
Meia-entrada
Com apresentação de documentos comprobatórios para professores da rede pública, estudantes, crianças de 3 a 12 anos, pessoas com deficiência, portadores de Identidade Jovem e maiores de 60 anos.
Cliente Itaú
Desconto de 50% para o titular ao comprar o ingresso com o cartão Itaú (crédito ou débito). Ingressos e senhas sujeitos à lotação da sala.
Devolução de ingressos
Em casos de cancelamento de sessões por problemas técnicos e por falta de energia elétrica, os ingressos serão devolvidos. A devolução de entradas adquiridas pelo ingresso.com será feita pelo site.
IMS Paulista
Ingressos: terça, quarta e quinta: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia); sexta, sábado, domingo e feriados: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).
Bilheteria: de terça a domingo, das 12h até o início da última sessão de cinema do dia, na Praça, no 5º andar.
Os ingressos para as sessões são vendidos na recepção do IMS Paulista e pelo site ingresso.com. A venda é mensal e os ingressos são liberados no primeiro dia de cada mês.
Não é permitido o consumo de bebidas e alimentos na sala de cinema.
IMS Poços
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
Bilheteria: de terça a sexta, das 13h às 19h. Sábados e domingos, das 9h às 19h, na recepção do IMS Poços.
Os ingressos para as sessões são vendidos na recepção do IMS Poços e pelo site ingresso.com. A venda é mensal e os ingressos são liberados no primeiro dia de cada mês. Os preços variam de acordo com o filme ou a mostra.
Não é permitido o consumo de bebidas e alimentos na sala de cinema.
