Por Dentro do Acervo
Sob a pele de Joaquim Leonel
Cuidadoso e implacável com seus próprios textos, Otto Lara Resende usou o mesmo rigor para responder a aspirantes a escritores na coluna “Correio Literário”, no Jornal de Letras, em torno de 1951. Sob o pseudônimo de Joaquim Leonel, era generoso, mas também severo, conta Elvia Bezerra, ao comentar os textos alheios. (Foto de Helena Lara Resende. Arquivo Otto Lara Resende/Acervo IMS)
Os sertões de Maureen Bisilliat
Publicado pela primeira vez em 1982, Sertões: luz e trevas, de Maureen Bisilliat, ganha nova edição organizada pelo IMS. No livro, a fotógrafa revisita o Brasil retratado no clássico Os sertões, de Euclides da Cunha, unindo suas imagens a trechos da obra do autor homenageado na Flip 2019.
Alice Brill e a arte no Juquery
Em 1950, o Hospital Psiquiátrico do Juquery, em São Paulo, tinha aproximadamente 15 mil internos e uma forma alternativa de tratar distúrbios mentais: através da arte. No Ateliê Livre, criado pelo médico Osório Cesar, a fotógrafa Alice Brill registrou, durante 20 dias naquele ano, pacientes em plena atividade. O conjunto expressivo de imagens está no acervo do IMS. (Cassiano Viana)
Frutos de um arquivo insubordinado
Com a publicação dos primeiros textos do escritor Ivan Lessa no Portal da Crônica Brasileira, Elvia Bezerra, coordenadora de Literatura do IMS, relembra a invulgar história da chegada do arquivo do irreverente autor de Gip Gip Nheco Nheco ao instituto. (Caricatura de Cássio Loredano)
Poesia fora do papel
Numa crônica de 1954, Paulo Mendes Campos diz amar cada vez mais os poemas que acontecem na vida, fora do papel, e cita o desencontro entre Mário Quintana e Manuel Bandeira. Conta que o poeta gaúcho, no ano em que viveu no Rio, nunca teve coragem de falar pessoalmente com o Poeta de Pasárgada. No arquivo de Quintana no IMS, porém, há um mapa (imagem) para a casa de Bandeira, indicando que a visita foi desejada, conclui Elvia Bezerra. Se ela ocorreu, são outros versos.
Drummond, fazendeiro do arquivo
Mesmo à distância, Carlos Drummond de Andrade cultivou com afinco a paixão por Itabira. No arquivo do poeta no IMS, a cidade e a família respondem por boa parte dos recortes de jornais, fotografias e documentos, como a receita de vinho da casa (imagem), guardados com zelo de burocrata. (Elizama Almeida)
Águas passadas
O aguaceiro de 8 de abril fez o Rio rememorar o maior temporal da história da cidade, em janeiro de 1966. Os jornais cariocas dos Diários Associados, cujos arquivos estão sob a guarda do IMS, registraram imagens da tragédia, das quais trazemos uma pequena seleção. (Andrea Wanderley e Cássio Loredano)
