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Era de ouro da crônica

15 de agosto de 2018

Ela costuma ser lembrada como gênero menor, embora ocupe um espaço gigantesco no coração dos leitores. Na prosa solta, despretensiosa, que consegue perenizar as minúcias do cotidiano na efemeridade do papel jornal, a crônica foi a porta de entrada para muitas gerações apreciarem a literatura brasileira, e tornou-se um produto genuinamente nacional. Em setembro, fazendo jus às sua importância e popularidade, ela ganhará um espaço para chamar de seu: o Portal da Crônica Brasileira, parceria do Instituto Moreira Salles com a Fundação Casa de Rui Barbosa.

O portal, que terá como editor o jornalista e escritor Humberto Werneck, cronista do Estado de S. Paulo, reunirá nesse primeiro momento a produção de seis autores que brilharam no gênero – Rachel de Queiroz, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende, do acervo do IMS; Rubem Braga, do acervo da FCRB; além de 50 crônicas de Antônio Maria e sete de Clarice Lispector, cedidas pelos familiares. É a era de ouro da crônica brasileira ao alcance de todos os leitores.

 

Os primeiros autores do Portal da Crônica Brasileira, em caricaturas de Cássio Loredano

 

Exceto pelos textos de Antônio Maria e Clarice, todos os outros estão digitalizados e poderão ser lidos exatamente como foram publicados: nas páginas de jornais e revistas. Algumas das crônicas foram transcritas, de modo a facilitar a leitura em dispositivos móveis. De parte do IMS são aproximadamente 10 mil crônicas já catalogadas e digitalizadas, das quais 1500 estarão disponíveis no lançamento. Esse número se somará a mais de mil crônicas de Rubem Braga, do acervo Casa Rui.

No vídeo a seguir, uma conversa com o público ocorrida no início de agosto no IMS Paulista, Elvia Bezerra, coordenadora de literatura do IMS, apresenta o novo portal, enquanto Werneck discorre sobre os expoentes do gênero ali reunidos, fazendo um breve passeio pela trajetória da crônica na literatura brasileira.

 

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